30 setembro 2008

O SEGREDO - COMPLETO (The Secret - Filme)

PESQUISA

PESQUISA DAS LETRAS EM DESORDEM

De aorcdo com uma pqsieusa de uma uinrvesriddae ignlsea, não ipomtra em qaul odrem as lrteas de uma plravaa etãso, a úncia csioa iprotmatne é que a piremria e útmlia lrteas etejasm no lgaur crteo. O rseto pdoe ser uma ttaol bçguana que vcoê pdoe anida ler sem pobrlmea. Itso é poqrue nós não lmeos cdaa lrtea isladoa, mas a plravaa cmoo um tdoo.

LUGARES PROIBIDOS

Eu gosto do claro quando é claro que você me ama
Eu gosto do escuro no escuro com você na cama
Eu gosto do não se você diz não viver sem mim
Eu gosto de tudo, tudo que traz você aqui
Eu gosto do nada, nada que te leve para longe
Eu amo a demora sempre que o nosso beijo é longo
Adoro a pressa quando sinto
Sua pressa em vir me amar
Venero a saudade quando ela está pra terminar
Baby, com você já, já

Mande um buquê de rosas, rosa ou salmão
Versos e beijos e o seu nome no cartão
Me leve café na cama amanhã
Eu finjo que não esperava
Gosto de fazer amor fora de hora
Lugares proibidos com você na estrada
Adoro surpresas sem data
Chega mais cedo amor
Eu finjo que não esperava

Eu gosto da falta quando falta mais juízo em nós
E de telefone, se do outro lado é a sua voz
Adoro a pressa quando sinto
Sua pressa em vir me amar
Venero a saudade quando ela está pra terminar
Baby com você chegando já

Autora/Cantora: Helena Elis

DIÁRIO POÉTICO DE UM ANDARILHO

29 setembro 2008

PAI, EU TE AMO

MACHADO DE ASSIS (21/06/1839 - 29/09/1908)

MACHADO DE ASSIS (21/06/1839 - 29/09/1908)

MACHADO DE ASSIS (21/06/1839 - 29/09/1908)

MACHADO DE ASSIS (21/06/1839 - 29/09/1908)

MACHADO DE ASSIS (21/06/1839 - 29/09/1908)

MITOS MACHADIANOS

Machado de Assis dizia que a opinião pública se divide entre graves e frívolos, e cem anos depois de sua morte a divisão continua a dominar a visão de sua obra e importância. Os graves vêem nele ou o escritor oficial que a Academia Brasileira de Letras propaga ou o crítico social que ele nunca se bastou em ser. Os frívolos esquecem que seu humor era integrado ao seu ceticismo e que suas paixões eram mesmo Shakespeare, Beethoven e Schopenhauer, não aquilo que o Brasil transformaria em estigmas de identidade no século 20. Como resultado, há muitos mitos, meias-verdades e especulações sobre ele:

Machado era um homem recluso e melancólico

É assim o “Machadinho” de sua primeira biógrafa, Lúcia Miguel Pereira, mas o fato é que em sua juventude Machado foi extremamente ativo e espirituoso, como relataram amigos como Arthur de Azevedo e Salvador de Mendonça. Machado passou por todas as classes sociais de seu tempo e testemunhou a transição acelerada do Rio para a modernidade. Participou de sociedades literárias e musicais e foi um bajulador de dom Pedro II. Estava mais para integrado do que apocalíptico. Só no final da vida é que se fechou cada vez mais na casa do Cosme Velho, doente e, depois da morte de sua amada Carolina em 1904, muito deprimido.

Machado foi um crítico da sociedade burguesa

Críticos e sociólogos marxistas quiseram fazer de Machado um analista engajado da “elite” de seu tempo, em cujo ócio e vaidade teria mostrado como as idéias vindas da Europa serviam apenas de verniz para os privilégios. Machado, segundo Roberto Schwarz, seria um crítico do “formalismo” e do “universalismo” da civilização burguesa, de suas idéias liberais e iluministas. Na realidade, Machado, que era fã da Inglaterra (onde o capitalismo deslanchou), viu muito mais longe: viu que a sociedade brasileira era pré-capitalista e os privilegiados tinham mentalidade feudal, nada burguesa, em sua defesa dos interesses próprios e não de valores universais. Além disso, não poupou a emergente classe média, as Capitus e os Escobares: não tinha parti-pris de classe.

Machado não teve filhos porque não quis transmitir a miséria humana

Aqui o erro muito comum é o de confundir o que seus personagens falam e o que ele pensava. Machado em pelo menos duas ocasiões lamentou não ter filhos. Provavelmente não os podia ter por causa de suas doenças, como a epilepsia, para a qual tomava um remédio chamado tribomureto que tinha sérios efeitos colaterais. É o mesmo motivo por que nunca pôde viajar para o exterior, embora sonhasse conhecer lugares como a Itália. A frase final de Brás Cubas é um gesto de orgulho de um homem que queria salvar a humanidade e não salvou, logo seu filho não estaria a salvo. Quanto à hipótese de que Mario de Alencar, filho de José de Alencar, seria filho de Machado, não passa de especulação.

Machado tinha como alvo central a ciência e o positivismo

O alvo central de Machado eram as religiões, sobretudo a católica, mas também outras como o espiritismo. Machado era tão voltairiano, tão anticlerical, que recusou o padre em seu leito de morte – uma informação que na biografia de Raimundo Magalhães Jr. parece um detalhe qualquer. Sua obra é toda marcada por sátira à credulidade cristã dos brasileiros, a começar pelos da classe alta. Quando criticou o positivismo, foi ciente de que se tratava de uma ideologia que pretendia uma conciliação plena entre religião e ciência, tal como os xaropes que prometiam curar as dores do corpo e as da alma. Machado viu que a ciência, como em O Alienista, estava se comportando da mesma maneira dogmática que a religião. No entanto, compreendeu a Teoria da Evolução de Darwin, criticando justamente sua apropriação para uma sociologia dos “mais fortes”.

Sabemos muito sobre a vida modesta de Machado

Sobre sua infância e adolescência sabemos muito pouco. Biógrafos tomaram como fatos o que não passava de especulações, como a de que ele foi coroinha ou a de que ele aprendeu francês com a mulher de um padeiro na esquina. Não existe nada documentado sobre isso, nem em papéis nem em testemunhos. Nada. O que sabemos é que Machado teve uma criação rara em sua época, de pais alfabetizados e acesso aos clássicos da literatura, tanto que aos 15 anos já o vemos poeta. Machado nunca foi rico, mas viveu bem, especialmente a partir dos 30 anos, quando se casou com Carolina, e galgou firme nas duas carreiras que teve, a de funcionário público e a de homem de letras.

Machado sabia que a República viria com a Abolição

Machado tinha muitas idéias liberais, inclusive a defesa do voto feminino, mas era um monarquista convicto, tal como seu amigo Joaquim Nabuco. E sonhava com o Terceiro Reinado: a princesa Isabel assinaria a Abolição e sucederia o pai, preservando o regime. Quando veio a República, no ano seguinte, ele ficou dois anos sem escrever crônicas, assim como Nabuco interrompeu seus diários. Embora abolicionista e desiludido com dom Pedro II, Machado não via com bons olhos a nova geração, materialista e carreirista. Suas crônicas sobre o sistema financeiro no fim do século mostram um nostálgico, sem instrumental suficiente para entender a economia moderna. Ele era conservador em muitos aspectos, liberal em outros; essas duas naturezas eram simultâneas.

Não existem duas fases na obra de ficção do autor

É óbvio que existem; basta um cotejo rápido entre Iaiá Garcia (1878) e Brás Cubas (1881). Sim, como ele mesmo disse, há “brotos” nos primeiros quatro romances de seu “estilo maduro”. Mas há, portanto, um estilo maduro, e ele começa com Brás Cubas, livro de estilo tão pouco convencional, tão aberto ao humor e ao pessimismo no mesmo lance, que ninguém poderia imaginar lendo sua obra anterior. Se os temas que o obcecam – como o adultério – o acompanham desde cedo, sua genialidade só se expressa mesmo a partir da década de 1880, depois que o Segundo Reinado vive crise e Machado precisa fazer retiro em Friburgo para cuidar da saúde.

Capitu é vítima da narração de Casmurro

Essa é uma leitura tão pobre de Dom Casmurro quanto a que pressupõe que o livro seja apenas sobre a traição de um homem por sua mulher com seu melhor amigo. Se a intenção de Casmurro fosse apenas manipular o leitor para enxovalhar a reputação de Capitu, bastaria a ele acumular muito mais pistas de que houve a traição. Afinal, o que há é muito pouco: alguns encontros mal explicados entre ela e Escobar e, acima de tudo, o olhar que ela dirige a seu cadáver. Casmurro escreve com “escrúpulos de exatidão”, mas é o primeiro a confessar que seu livro é omisso, cheio de lacunas, a maior delas sendo ele mesmo. Não há nada de errado em supor que Capitu o traiu, a não ser que você, leitor, seja moralista; como disse Lygia Fagundes Telles, bem que Bentinho mereceu. Mas o assunto maior do livro é o efeito que essa hipótese causa na vaidade romântica de Bentinho, que, como quase todos os protagonistas machadianos, tem delírios de grandeza e termina a vida sem nada. Outra besteira é equipará-lo a Otelo – ele mesmo diz que não tem “a fúria do mouro” – ou a Hamlet, afinal um homem de ação. Bento é passivo e covarde e acha que o mundo gira em torno de seu umbigo.

Machado é um pós-moderno, não um criador de personagens

Nesse equívoco até críticos como Antonio Candido caíram. Como dizer que Brás, Quincas, Rubião, Bentinho e Capitu não são grandes personagens, não compõem a galeria mais rica de figuras da ficção brasileira? Afirmam que é por culpa de Machado que a literatura urbana brasileira não tem essa força, ao passo que a literatura não-urbana tem nomes como Jorge Amado, mas esquecem que Capitu é uma personagem muito mais viva do que Gabriela para o leitor atual. Machado não é Borges, não é um autor que é mais leitor do que contador de histórias. Ele une a ficção realista, descritiva, com a metalinguagem e a meditação. Seus leitores se transportam para sua época e lugar, ao mesmo tempo que se perguntam sobre o que é real ou imaginário.

Machado não foi um gênio, porque precisou trabalhar muito

Essa frase trai a vontade de anunciar “novidades” nos estudos sobre Machado (muitos jornais e revistas tentaram ir nessa linha em torno do centenário, sem sucesso nenhum), mas não passa de besteira: qual gênio não precisou trabalhar muito? Machado foi um gênio porque deixou uma obra rica, complexa, atual, cuja marca é o fato de ser sempre relida e interpretada sem que se esgote com isso. Não é o “milagre” latino-americano que críticos como Harold Bloom viram, porque surgiu num contexto histórico – que incluía uma das mais brilhantes gerações de intelectuais brasileiros, senão a mais – e com ele se relacionou profundamente. Gênios não nascem por combustão espontânea. Machado soube ser nacional e internacional ao mesmo tempo. Seus leitores, nem sempre.

Autor: Daniel Piza (O Estado de São Paulo)

MACHADO DE ASSIS (21/06/1839 - 29/09/1908)




MACHADO DE ASSIS (21/06/1839 - 29/09/1908)

Joaquim Maria Machado de Assis (Rio de Janeiro, 21 de junho de 1839 — Rio de Janeiro, 29 de setembro de 1908) foi um romancista, contista, poeta e teatrólogo brasileiro, considerado um dos mais importantes nomes da literatura desse país e identificado, pelo crítico Harold Bloom, como o maior escritor afro-descendente de todos os tempos.

Sua vasta obra inclui também crítica literária. É considerado um dos criadores da crônica no país, além de ser importante tradutor, vertendo para o português obras como Os Trabalhadores do Mar, de Victor Hugo e o poema O Corvo, de Edgar Allan Poe. Foi também um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras e seu primeiro presidente, também chamada de Casa de Machado de Assis.

MACHADO DE ASSIS (21/06/1839 - 29/09/1908)

Biografia

Era filho do mulato Francisco José de Assis, pintor de paredes e descendente de escravos alforriados, e de Maria Leopoldina Machado, uma lavadeira portuguesa da Ilha de São Miguel. Machado de Assis, que era canhoto [1], passou a infância na chácara de D. Maria José Barroso Pereira, viúva do senador Bento Barroso Pereira, na Ladeira Nova do Livramento, (como identificou Michel Massa), onde sua família morava como agregada, no Rio de Janeiro. De saúde frágil, epilético, gago, sabe-se pouco de sua infância e início da juventude. Ficou órfão de mãe muito cedo e também perdeu a irmã mais nova. Não freqüentou escola regular, mas, em 1851, com a morte do pai, sua madrasta Maria Inês, à época morando no bairro em São Cristóvão, emprega-se como doceira num colégio do bairro, e Machadinho, como era chamado, torna-se vendedor de doces. No colégio tem contato com professores e alunos e é provável que tenha assistido às aulas quando não estava trabalhando.

Mesmo sem ter acesso a cursos regulares, empenhou-se em aprender e se tornou um dos maiores intelectuais do país, ainda muito jovem. Em São Cristóvão, conheceu a senhora francesa Madamme Gallot, proprietária de uma padaria, cujo forneiro lhe deu as primeiras lições de francês, que Machado acabou por falar fluentemente, tendo traduzido o romance Os Trabalhadores do Mar, de Victor Hugo, na juventude.

Também aprendeu inglês, chegando a traduzir poemas deste idioma, como O Corvo, de Edgar Allan Poe. Posteriormente, estudou alemão, sempre como autodidata.

Machado de AssisDe origem humilde, Machado de Assis iniciou sua carreira trabalhando como aprendiz de tipógrafo na Imprensa Oficial, cujo diretor era o romancista Manuel Antônio de Almeida. Em 1855, aos quinze anos, estreou na literatura, com a publicação do poema "Ela" na revista Marmota Fluminense. Continuou colaborando intensamente nos jornais, como cronista, contista, poeta e crítico literário, tornando-se respeitado como intelectual antes mesmo de se firmar como grande romancista. Machado conquistou a admiração e a amizade do romancista José de Alencar, principal escritor da época.

Em 1864 estréia em livro, com Crisálidas (poemas). Em 1869, casa-se com a portuguesa Carolina Augusta Xavier de Novais, irmã do poeta Faustino Xavier de Novais e quatro anos mais velha do que ele. Em 1873, ingressa no Ministério da Agricultura, Comércio e Obras Públicas, como primeiro-oficial. Posteriormente, ascenderia na carreira de servidor público, aposentando-se no cargo de diretor do Ministério da Viação e Obras Públicas.

Podendo dedicar-se com mais comodidade à carreira literária, escreveu uma série de livros de caráter romântico. É a chamada primeira fase de sua carreira, marcada pelas obras: Ressurreição (1872), A Mão e a Luva (1874), Helena (1876), e Iaiá Garcia (1878), além das coletâneas de contos Contos Fluminenses (1870), , Histórias da Meia Noite (1873), das coletâneas de poesias Crisálidas (1864), Falenas (1870), Americanas (1875), e das peças Os Deuses de Casaca (1866), O Protocolo (1863), Queda que as Mulheres têm para os Tolos (1864) e Quase Ministro (1864).

Em 1881, abandona, definitivamente, o romantismo da primeira fase de sua obra e publica Memórias Póstumas de Brás Cubas, que marca o início do realismo no Brasil. O livro, extremamente ousado, é escrito por um defunto e começa com uma dedicatória inusitada: "Ao verme que primeiro roeu as frias carnes do meu cadáver dedico como saudosa lembrança estas Memórias Póstumas". Tanto Memórias Póstumas de Brás Cubas como as demais obras de sua segunda fase vão muito além dos limites do realismo, apesar de serem normalmente classificados nessa escola. Machado, como todos os autores do gênero, escapa aos limites de todas as escolas, criando uma obra única.

Na segunda fase suas obras tinham caráter realista, tendo como características: a introspecção, o humor e o pessimismo com relação à essência do homem e seu relacionamento com o mundo. Da segunda fase, são obras principais: Memórias Póstumas de Brás Cubas (1881), Quincas Borba (1892), Dom Casmurro (1900), Esaú e Jacó (1904), Memorial de Aires (1908), além das coletâneas de contos Papéis Avulsos (1882), Várias Histórias (1896), Páginas Recolhidas (1906), Relíquias da Casa Velha (1906), e da coletânea de poesias Ocidentais. Em 1904, morre Carolina Xavier de Novaes, e Machado de Assis escreve um de seus melhores poemas, Carolina, em homenagem à falecida esposa. Muito doente, solitário e triste depois da morte da esposa, Machado de Assis morreu em 29 de setembro de 1908, em sua velha casa no bairro carioca do Cosme Velho. Nem nos últimos dias, aceitou a presença de um padre que lhe tomasse a confissão. Bem conhecido pela quantidade de pessoas que visitaram o escritor carioca em seus últimos dias, como Mário de Alencar, Euclides da Cunha e Astrogildo Pereira (ainda rapaz e por isso desconhecido dos demais escritores), ficcionalmente o tema da morte de Machado de Assis foi revisto por Haroldo Maranhão.

MACHADO DE ASSIS (21/06/1839 - 29/09/1908)

Estilo literário

É considerado por muitos o maior escritor brasileiro de todos os tempos e um dos maiores escritores do mundo, enquanto romancista e contista. Suas crônicas não têm o mesmo brilho e seus poemas têm uma diferença curiosa com o restante de sua produção: ao passo que na prosa Machado é contido e elegante, seus poemas são algumas vezes chocantes na crueza dos termos -- similar talvez à de Augusto dos Anjos.

O crítico norte-americano Harold Bloom considera Machado de Assis um dos 100 maiores gênios da literatura de todos os tempos (chegando ao ponto de considerá-lo o melhor escritor negro da literatura ocidental), ao lado de clássicos como Dante, Shakespeare e Cervantes. A obra de Machado de Assis vem sendo estudada por críticos de vários países do mundo, entre eles, Giusepe Alpi (Itália), Lourdes Andreassi (Portugal), Albert Bagby Jr. (Estados Unidos da América), Abel Barros Baptista (Portugal), Hennio Morgan Birchal (Brasil), Edoardo Bizzarri (Itália), Jean-Michel Massa (França), Helen Caldwell (Estados Unidos da América), John Gledson (Inglaterra), Adrien Delpech (França), Albert Dessau (Alemanha), Paul Dixon (Estados Unidos da América), Keith Ellis (Estados Unidos da América), Edith Fowke (Canadá), Anatole France (França), Richard Graham (Estados Unidos da América), Pierre Hourcade (França), David Jackson (Estados Unidos da América), Linda Murphy Kelley (Estados Unidos da América), John C. Kinnear, Alfred Mac Adam (Estados Unidos da América), Victor Orban (França), Houwens Post (Itália), Samuel Putnam (Estados Unidos da América), John Hyde Schmitt, Tony Tanner (Inglaterra), Jack E. Tomlins (Estados Unidos da América), Carmelo Virgillo (Estados Unidos da América), Dieter Woll (Alemanha) e Susan Sontag (Estados Unidos da América).

O estilo literário de Machado de Assis tem inspirado muitos escritores brasileiros ao longo do tempo e sua obra tem sido adaptada para a televisão, o teatro e o cinema. Em 1975, a Comissão Machado de Assis, instituída pelo Ministério da Educação e Cultura, organizou e publicou as edições críticas de obras de Machado de Assis, em 15 volumes. Suas principais obras foram traduzidas para diversos idiomas e grandes escritores contemporâneos como Salman Rushdie, Cabrera Infante e Carlos Fuentes confessam serem fãs de sua ficção, como também o confessou Woody Allen. A Academia Brasileira de Letras criou o Espaço Machado de Assis, com informações sobre a vida e a obra do escritor.

Machado em suas obras interpela o leitor, ultrapassando a chamada quarta parede, nisso tendo sido influenciado por Manuel Antonio de Almeida, que já havia utilizado a técnica, bem como Miguel de Cervantes, e outros autores, mas nenhum deles com tanta ênfase quanto Machado.

MACHADO DE ASSIS (21/06/1839 - 29/09/1908)

Obra

Toda a obra de Machado de Assis é de domínio público, por ter expirado o correspondente direito de autor em 1978, ao se completarem 70 anos do falecimento do autor.

Romance

Ressurreição, 1872
A mão e a luva, 1874
Helena, 1876
Iaiá Garcia, 1878
Memórias Póstumas de Brás Cubas, 1881
Casa Velha, 1885
Quincas Borba, 1891
Dom Casmurro, 1899
Esaú e Jacó, 1904
Memorial de Aires, 1908

Poesia

Crisálidas[2], 1864
Falenas, 1870
Americanas, 1875
Ocidentais, 1880
Poesias completas, 1901

Livros de contos

Contos Fluminenses, 1870
Histórias da Meia-Noite, 1873
Papéis Avulsos, 1882
Histórias sem Data, 1884
Várias Histórias, 1896
Páginas Recolhidas, 1899
Relíquias da Casa Velha, 1906

Alguns contos

A Carteira (conto do livro Contos Fluminenses)
Miss Dollar (conto do livro Contos Fluminenses)
O Alienista (conto do livro Papéis Avulsos)
A Sereníssima República (conto do livro Papéis Avulsos)
O Segredo do Bonzo (conto do livro Papéis Avulsos)
Teoria do Medalhão (conto do livro Papéis Avulsos)
Uma Visita de Alcibíades (conto do livro Papéis Avulsos)
O Espelho (conto) (conto do livro Papéis Avulsos)
Noite de Almirante (conto do livro Histórias sem Data)
Um Homem Célebre (conto do livro Várias Histórias)
Conto da Escola (conto do livro Várias Histórias)
Uns Braços (conto do livro Várias Histórias)
A Cartomante (conto do livro Várias Histórias)
O Enfermeiro (conto do livro Várias Histórias)
Trio em Lá Menor ((conto do livro Várias Histórias)
O Caso da Vara (conto do livro Páginas Recolhidas)
Missa do Galo (conto do livro Páginas Recolhidas)
Almas Agradecidas

Teatro

Hoje avental, amanhã luva, 1860
Queda que as mulheres têm para os tolos, 1861
Desencantos, 1861
O caminho da porta, 1863
O protocolo, 1863
Quase ministro, 1864
Os deuses de casaca, 1866
Tu, só tu, puro amor, 1880
Não consultes médico, 1896
Lição de botânica, 1906

Nota: Não foram incluídos na presente lista os diversos textos de crítica e as crônicas publicados em jornais e revistas ao longo dos anos.

MACHADO DE ASSIS (21/06/1839 - 29/09/1908)

Academia Brasileira de Letras

Era Machado o maior nome vivo da Literatura no Brasil, quando um grupo de jovens, capitaneados por Lúcio de Mendonça resolve finalmente pôr em prática a idéia da fundação da Academia Brasileira de Letras nos moldes da Academia francesa. Machado foi seu primeiro presidente e seu discurso de fundação em 1887 revela sua intenção em participar da Academia:

Senhores, Investindo-me no cargo de presidente, quisestes começar a Academia Brasileira de Letras pela consagração da idade. Se não sou o mais velho dos nossos colegas, estou entre os mais velhos. É simbólico da parte de uma instituição que conta viver, confiar da idade funções que mais de um espírito eminente exerceria melhor. Agora que vos agradeço a escolha, digo-vos que buscarei na medida do possível corresponder à vossa confiança. Não é preciso definir esta instituição. Iniciada por um moço, aceita e completada por moços, a Academia nasce com a alma nova e naturalmente ambiciosa. O vosso desejo é conservar, no meio da federação política, a unidade literária. Tal obra exige não só a compreensão pública, mas ainda e principalmente a vossa constância. A Academia Francesa, pela qual esta se modelou, sobrevive aos acontecimentos de toda a casta, às escolas literárias e às transformações civis. A vossa há de querer ter as mesmas feições de estabilidade e progresso. Já o batismo das suas cadeiras com os nomes preclaros e saudosos da ficção, da lírica, da crítica e da eloqüência nacionais é indício de que a tradição é o seu primeiro voto. Cabe-vos fazer com que ele perdure. Passai aos vossos sucessores o pensamento e a vontade iniciais, para que eles os transmitam também aos seus, e a vossa obra seja contada entre as sólidas e brilhantes páginas da nossa vida brasileira. Está aberta a sessão.

Machado de Assis, 1897

RAUL SEIXAS

ROBOTIZADO

MALDITA TECNOLOGIA

Dois mil e oito
Século vinte e um
Tecnologia avançada
Internet no banheiro
Cerveja no Ipod
Amor virtual
Imagens no Youtube
Dúvidas no Google
Olimpíadas ao vivo no Terra
Futebol em cinco canais
Fórmula Um à noite
Desktops, laptops, palmtops...

E eu,
Caderno e caneta nas mãos
E a cabeça girando...

Nasci na época errada...

Agora tudo é tão politicamente correto:
Boemia abolida
Faculdade necessária
Drogas impuras
Doenças controladas...

Hoje? Só ordens...

Você tem que ser perfeito
Você tem que se dar bem
Você tem que ser inteligente
Você tem que ser o primeiro...

Maldita sociedade que me impõe regras...

Gostaria de ser gago e epilético como Machado
Cachaceiro como Vinícius
Tuberculoso como Bandeira
Louco e solitário como tantos poetas...

Ah! Clarice, me perdoa!
Drummond, não me esqueça!
Pessoa, não me abandone...

As palavras somem
Preciso ir trabalhar
Hoje tem reunião
Vão informatizar a Saúde...

Quarenta e três anos
Desperdiçados nesta maldita existência...

Quarenta e três...

Quantos anos eu ainda viverei?
Eu podia ter morrido aos vinte como Álvares de Azevedo.
Aos trinta e dois como Cazuza
Ou aos trinta e seis como Renato Russo,
Mas não
Cheguei aos quarenta e três...

E agora?
Morrerei como Raul Seixas aos quarenta e quatro?
Imitarei o Pessoa, que viveu quarenta e sete?
Igualarei ao Vinícius, como sessenta e seis?
Setenta e cinco, como Drummond?
Oitenta e dois, como Manuel Bandeira?
Oitenta e sete, igual ao Quintana...

Se for para continuar como está
Não quero mais...

Não quero ser robô!
Quero a boemia
Quero o amor
Quero o mar
Quero a paz
Quero viver...

Não quero ser máquina
Quero ser o que sou
Dentro de minha cabeça...

Autor: Jorge Leite de Siqueira

VINICIUS DE MORAIS

Eu sei e você sabe
Já que a vida quis assim
Que nada nesse mundo levará você de mim

Eu sei e você sabe
Que a distância não existe
Que todo grande amor
Só é bem grande se for triste

Por isso meu amor
Não tenha medo de sofrer
Que todos os caminhos
Me encaminham a você.

Assim como o Oceano, só é belo com o luar
Assim como a Canção, só tem razão se se cantar
Assim como uma nuvem, só acontece se chover
Assim como o poeta, só é bem grande se sofrer
Assim como viver sem ter amor, não é viver
Não há você sem mim
E eu não existo sem você!

Autor: Vinícius de Morais

MANUEL BANDEIRA

Vou-me Embora pra Pasárgada

Vou-me embora pra Pasárgada
Lá sou amigo do rei
Lá tenho a mulher que eu quero
Na cama que escolherei

Vou-me embora pra Pasárgada
Vou-me embora pra Pasárgada
Aqui eu não sou feliz
Lá a existência é uma aventura
De tal modo inconseqüente
Que Joana a Louca de Espanha
Rainha e falsa demente
Vem a ser contraparente
Da nora que nunca tive

E como farei ginástica
Andarei de bicicleta
Montarei em burro brabo
Subirei no pau-de-sebo
Tomarei banhos de mar!
E quando estiver cansado
Deito na beira do rio
Mando chamar a mãe-d'água
Pra me contar as histórias
Que no tempo de eu menino
Rosa vinha me contar
Vou-me embora pra Pasárgada

Em Pasárgada tem tudo
É outra civilização
Tem um processo seguro
De impedir a concepção
Tem telefone automático
Tem alcalóide à vontade
Tem prostitutas bonitas
Para a gente namorar

E quando eu estiver mais triste
Mas triste de não ter jeito
Quando de noite me der
Vontade de me matar
— Lá sou amigo do rei —
Terei a mulher que eu quero
Na cama que escolherei
Vou-me embora pra Pasárgada.

Autor: Manuel Bandeira

CLARICE LISPECTOR

Precisão

O que me tranqüiliza é que tudo o que existe, existe com uma precisão absoluta.
O que for do tamanho de uma cabeça de alfinete não transborda nem uma fração de milímetro além do tamanho de uma cabeça de alfinete.
Tudo o que existe é de uma grande exatidão.
Pena é que a maior parte do que existe com essa exatidão nos é tecnicamente invisível.
O bom é que a verdade chega a nós como um sentido secreto das coisas.
Nós terminamos adivinhando, confusos, a perfeição.

Autora: Clarice Lispector

MÁRIO QUINTANA

O anjo Malaquias

O Ogre rilhava os dentes agudos e lambia os beiços grossos, com esse exagerado ar de ferocidade que os monstros gostam de aparentar, por esporte.

Diante dele, sobre a mesa posta, o Inocentinho bailava, imbele.

Chamava-se Malaquias – tão pequenino e rechonchudo, pelado, a barriguinha pra baixo, na tocante posição de certos retratos da primeira infância...

O Ogre atou o guardanapo ao pescoço. Já ia o miserável devorar o Inocentinho, quando Nossa Senhora interferiu com um milagre.

Malaquias criou asas e saiu voando, voando, pelo ar atônito... saiu voando janela em fora...

Dada, porém, a urgência da operação, as asinhas brotaram-lhe apressadamente na bunda, em vez de ser um pouco mais acima, atrás dos ombros. Pois quem nasceu para mártir, nem mesmo a Mãe de Deus lhe vale!

Que o digam as nuvens, esses lerdos e desmesurados cágados das alturas, quando, pela noite morta, o Inocentinho passa por entre elas, voando em esquadro, o pobre, de cabeça pra baixo.

E o homem que, no dia do ordenado, está jogando os sapatos dos filhos, o vestido da mulher e a conta do vendeiro, esse ouve, no entrechocar das fichas, o desatado pranto do Anjo Malaquias!

E a mundana que pinta o seu rosto de ídolo... E o empregadinho em falta que sente as palavras de emergência fugirem-lhe como cabelos de afogado... E o orador que pára em meio de uma frase...

E o tenor que dá, de súbito, uma nota em falso... Todos escutam, no seu imenso desamparo, o choro agudo do Anjo Malaquias!

E quantas vezes um de nós, ao levantar o copo ao lábio, interrompe o gesto e empalidece... – O Anjo! O Anjo Malaquias! – ... E então, pra disfarçar, a gente faz literatura... e diz aos amigos que foi apenas uma folha morta que se desprendeu... ou que um pneu estourou, longe... na estrela Aldebaran...

Autor: Mário Quintana

CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE

No meio do caminho

No meio do caminho tinha uma pedra
tinha uma pedra no mei do caminho
tinha uma pedra
no meio do caminho tinha uma pedra.

Nunca me esquecerei desse acontecimento
na vida de minhas retinas tão fatigadas.
Nunca me esquecerei que no meio do caminho
tinha uma pedra
Tinha uma pedra no meio do caminho
no meio do caminho tinha uma pedra.

Autor: Carlos Drummond de Andrade

CECÍLIA MEIRELES

As ordens da madrugada
romperam por sobre os montes:
nosso caminho se alarga
sem campos verdes nem fontes.
Apenas o sol redondo
e alguma esmola do vento
quebram as formas do sono
com a idéia do movimento.

Vamos a passo e de longe;
entre nós dois anda o mundo,
com alguns vivos pela tona,
com alguns mortos pelo fundo.
As aves trazem mentiras
de países sem sofrimento.
Por mais que alargue as pupilas,
mais minha dúvida aumento.

Também não pretendo nada
senão ir andando à toa,
como um número que se arma
e em seguida se esboroa,
- e cair no mesmo poço
de inércia e de esquecimento,
onde o fim do tempo soma
pedras, águas, pensamento.

Gosto da minha palavra
pelo sabor que lhe deste:
mesmo quando é linda, amarga
como qualquer fruto agreste.
Mesmo assim amarga, é tudo
que tenho, entre o sol e o vento:
meu vestido, minha música,
meu sonho e meu alimento.

Quando penso no teu rosto,
fecho os olhos de saudades;
tenho visto muita coisa,
menos a felicidade.
Soltam-se os meus dedos tristes,
dos sonhos claros que invento.
Nem aquilo que imagino
já me dá contentamento.

Como tudo sempre acaba,
oxalá seja bem cedo!
A esperança que falava
tem lábios brancos de medo.
O horizonte corta a vida
isento de tudo, isento...
Não há lágrima nem grito:
apenas consentimento.

Autora: Cecília Meireles

FERNANDO PESSOA

Autopsicografia

O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.

E os que lêem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm.

E assim nas calhas de roda
Gira, a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama coração.

Autor: Fernando Pessoa

DIÁRIO POÉTICO DE UM ANDARILHO

MACHADO DE ASSIS

MACHADO DE ASSIS

Confira algumas obras de Machado de Assis:

Romances
1872 - Ressurreição
1874 - A Mão e a Luva
1876 - Helena
1878 - Iaiá Garcia
1881 - Memórias Póstumas de Brás Cubas
1885 - Casa Velha
1891 - Quincas Borba
1899 - Dom Casmurro
1904 - Esaú e Jacó
1908 - Memorial de Aires

Poesia
1864 - Crisálidas
1870 - Falenas
1875 - Americanas
1880 - Ocidentais
1901 - Poesias completas

Livros de contos
1870 - Contos Fluminenses
1873 - Histórias da Meia-Noite
1882 - Papéis Avulsos
1884 - Histórias sem Data
1896 - Várias Histórias
1899 - Páginas Recolhidas
1906 - Relíquias da Casa Velha

MACHADO DE ASSIS

Morte de Machado de Assis completa 100 anos nesta segunda

Machado de Assis fez história na literatura brasileira

A morte do escritor carioca Machado de Assis completa 100 anos nesta nesta segunda-feira. Romancista, contista, poeta e teatrólogo brasileiro, ele foi considerado um dos mais importantes nomes da literatura do Brasil.

Sua vasta obra inclui ainda a crítica literária. Machado de Assis foi também um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras e seu primeiro presidente, chamada de Casa de Machado de Assis.

De saúde frágil, epilético, gago, Joaquim Maria Machado de Assis ficou órfão de mãe muito cedo e também perdeu a irmã mais nova. Ele não chegou a freqüentar a escola, mas, em 1851, com a morte do pai, tornou-se vendedor de doces. No colégio teve contato com professores e alunos.

Mesmo sem ter acesso a cursos regulares, empenhou-se em aprender e se tornou um dos maiores intelectuais do País, ainda muito jovem.

Em 1855, aos 15 anos, Machado de Assis estreou na literatura, com a publicação do poema Ela na revista Marmota Fluminense. Continuou colaborando intensamente nos jornais, como cronista, contista, poeta e crítico literário, tornando-se respeitado como intelectual antes mesmo de se firmar como grande romancista.

Aos poucos, Machado de Assis passou a dedicar mais seu tempo à carreira literária e escreveu uma série de livros de caráter romântico. Entre as obras que marcar a primeira fase da sua carreira estão: Ressurreição (1872), Helena (1876), além das coletâneas Contos Fluminenses (1870)

Em 1881, o escritor abandonou, definitivamente, o romantismo da primeira fase de sua obra e publicou Memórias Póstumas de Brás Cubas, que marca o início do realismo no Brasil.

Tanto Memórias Póstumas como as demais obras de sua segunda fase vão muito além dos limites do realismo, apesar de serem normalmente classificados nessa escola.

No momento áureo de sua carreira literária, Assis escreveu além de Memórias Póstumas de Brás Cubas, outras obras memoráveis como Quincas Borba (1892) e Dom Casmurro (1900).

Após a morte da mulher, Carolina Xavier de Novaes, em 1904, o autor entrou em um momento de tristeza em sua vida. Muito doente, solitário e triste depois da morte dela, Machado de Assis morreu em 29 de setembro de 1908, em sua velha casa no bairro carioca do Cosme Velho.

28 setembro 2008

FÓRMULA UM - CINGAPURA (HORRÍVEL)

Em décimo terceiro: Felipe Massa
Em quase último: Rubens Barrichello
Em último: Nelson Piquet





CLASSIFICAÇÃO BRASILEIRÃO 2008

1 Palmeiras 50 pontos
2 Grêmio 50 pontos
3 Cruzeiro 46 pontos
4 Flamengo 46 pontos
5 São Paulo 46 pontos
6 Botafogo 43 pontos
7 Goiás 42 pontos
8 Internacional 42 pontos
9 Coritiba 41 pontos
10 Vitória 40 pontos
11 Sport 39 pontos
12 Atlético-MG 34 pontos
13 Náutico 30 pontos
14 Santos 30 pontos
15 Figueirense 29 pontos
16 Atlético-PR 28 pontos
17 Portuguesa 27 pontos
18 Ipatinga 27 pontos
19 Vasco 26 pontos
20 Fluminense 26 pontos

o que eu OUVO: vander lee

o que eu OUVO: pato fu

o que eu OUVO: los hermanos

o que eu OUVO: pink floyd

(fala mais alto pra eu ver se'eu ouvo...)

ASAS - TINO FREITAS

DIÁRIO POÉTICO DE UM ANDARILHO

27 setembro 2008

MEDO DO ESCURO

DREAM THEATER - METROPOLIS

DIARRÉIA

Sentado
Calça aos pés
Dor de barriga desgraçada
E me lembro que sou igual a todo mundo
Que faço o que todo mundo faz...

Ou seja: uma merda só...

Orgulho-me de ser quem sou: nada!
Nada? Nada...

Tudo bem
Isso é contraditório: sou nada ou sou uma merda?
Prefiro ser nada...

Meus amigos é que são uma merda...

Claro, nem todos são uma merda.
Existem alguns que são mais
Existem outros que são menos.
Existem até os que não são...

E existem os que são uma fossa cheia até a tampa...

Não ria!
É sério!
Você nem conhece meus amigos...

Tudo bem, estou generalizando
E até sendo pessimista como eles.
Alguns se salvam...

E estes sabem quem são...

Você é meu amigo?
Você se acha uma merda?
Não sabe?
Então, desculpe-me, mas você é uma merda, sim...

Amigo que é amigo sabe que é amigo
E que fará falta quando morrer...

Mas, por que meus amigos são uma merda?
Isso é relativo.
Uns são porque falam umas porcarias;
Outros são porque fazem umas porcarias;
Outros apenas são umas porcarias...

E nem vem que não tem!
Eu sei que você pensa igual a mim
E me julga
E me condena
E me avalia
E me odeia
E me ignora
E me adora...

Me afaga com uma mão e me esbofeteia com a outra...

Sou um encosto pra você
Como você é pra mim...

Gostaria de me isolar do mundo.
Entrar em coma é uma saída.
Comer por tubos
Cagar e mijar por tubos
Não receber telefonemas
Não atender vendedores...

E não precisar conviver com essas merdas de amigos...

Autor: Jorge Leite de Siqueira

MASSA É POLE!

DIÁRIO POÉTICO DE UM ANDARILHO

MORRE PAUL NEWMAN

O ator Paul Newman, lenda do cinema de Hollywood, morreu aos 83 anos na sexta-feira, 26, vítima de câncer, segundo confirmou sua porta-voz, Marni Tomljanovic.

Newman ganhou um Oscar honorário pela carreira em 1986, outro de melhor ator por A Cor do Dinheiro, em 1987, e mais um em 1994, o chamado prêmio humanitário Jean Hersholt, concedido àquele que se destaca pelos atos humanitários que deram credibilidade à indústria do cinema de Hollywood, no seu caso, o de doar o lucro de sua fábrica de produtos alimentícios Newman's Own.

Ele foi indicado nove vezes ao Oscar e ganhou muitos outros prêmios.

Mas nem os prêmios dão a medida de seu talento, vasta obra e da marca que imprimiu na história do cinema. Nascido em Shaker Heights, Ohio, EUA, em 26 de janeiro de 1925, Paul Newman freqüentou a Yale Drama School e o famoso Actors Studio de Nova York quando saiu da escola.

Ele atuou na televisão, no cinema e na Broadway, começando sua carreia em 1952, em um episódio de uma série na TV. Após seu primeiro papel na peça Picnic (1953), o estúdio Warner Brothers ofereceu um papel em seu primeiro filme, O Cálice Sagrado (1954). Depois desse, Newman atuou em cerca de 60 filmes e outras dezenas de projetos para a televisão.

Outros filmes de destaque de sua carreira são Gata em Teto de Zinco Quente (1958), no qual atuou com Elizabeth Taylor, Butch Cassidy (1969), em que dividiu a cena com Robert Redford, no memorável Golpe de Mestre (1973) e o sucesso de bilheteria Estrada para Perdição (2002), protagonizado com Tom Hanks.

Newman também foi produtor e diretor de muitos filmes de sucesso como Harry & Son (1984) e Rachel, Rachel (1968), que lhe rendeu a primeira indicação ao Oscar e no qual atuou ao lado de Joanne Woodward.

Em 1957, ele atuou em The Long, Hot Summer, juntamente com Orson Welles e Joanne Woodward. Foi durante as gravações que Newman, que era casado com Jackie Witte desde 1949 e com quem teve três filhos, se apaixonou por Joanne. Eles se casaram em 1958 e ficaram juntos por 50 anos. Com Joanne ele teve mais três filhos.

Newman, apaixonado por carros de corrida desde a década de 1970, também foi piloto, tornando-se sócio da equipe Newman-Haas racing.

O MURO

Aqui em cima é confortável.
Coloquei tudo que gosto:
Tenho computador com Internet,
Televisão pra assistir Big Brother...

Construí prédios onde trabalho
Fiz uma praia só pra mim
Tem calçadão pra eu correr
Criei até uma academia...

Fiz padaria, completa,
Onde encontro ótimos lanches.
Construí teatros,
Assisto excelentes shows...

Tenho tudo isso, aqui, em cima do muro...

É isso mesmo!
Você entendeu direitinho.
Tenho tudo isso, aqui,
No conforto de cima do muro...

Algumas coisas me faltam
Mas aprendi a viver sem elas.
Não sei se são importantes...

Não me peça pra descer
Pelo amor de Deus...

Eu não consigo...

Já tentei, não nego,
Mas não me decido por qual lado optar...

Tentei descer pela direita
Encontrei o meu passado.
Fiquei apavorado!
Vieram traumas e medos,
Sombras e fantasmas...

Subi de volta, apavorado...

Resolvi ir pela esquerda
Saí no futuro.
Tantas dúvidas e incertezas
Que não entendi onde estava...

Pulei aqui de novo...

Aqui, em cima do muro,
Encontrei meu Presente.
Medíocre, eu sei,
Mas é o que me resta...

Tentaram subir pra cá,
Queriam ficar comigo.
Derrubei todo mundo...

Aqui é meu,
Só meu,
E de mais ninguém...

Não quero ninguém comigo...

Pra quê?
Aqui é muito cômodo...

Aqui sou livre!
Apesar de ser solitário...

Na verdade
Sinto falta de braços
E abraços.
Sinto ausência de mãos
E apertos...

De vez em quando telefono para alguém.
Bato longos papos
Finjo estar no meio deles
Na dita sociedade...

Mas não estou.
Estou no meu mundo
Criado em cima do muro...

Talvez eu fosse feliz, se descesse,
Mas tenho medo.
Acostumei a ficar aqui...

Ninguém me entende...

Eu não vou descer!
Agora não!
Não me importa o seu amor,
Eu não ligo para seus sentimentos...

Prefiro viver sozinho
A viver com alguém...

Mesmo que me ame...

Eu teria que retribuir,
Conviver,
Doar-me...

Poderia até amar...

Mas aí eu me perderia
E seria obrigado a tomar partido.
Teria que escolher um lado
E descer do muro...

Mas, os meus medos,
Os meus traumas,
As incertezas,
As dúvidas...

Não!
Não insista!
Não vou descer...

Autor: Jorge Leite de Siqueira

26 setembro 2008

GERALDO AZEVEDO

ELBA E ZÉ "RAMALHOS"

O GRANDE ENCONTRO - SABIÁ

ALCEU VALENÇA - MORENA TROPICANA

BRASIL COMEMORA CENTENÁRIO DA MORTE DE MACHADO DE ASSIS

Bons dias!

Não há eleição, não há crise nas bolsas, não há nada nestes dias que possa chamar mais atenção do que o centenário de morte de Machado de Assis. Quando eu era adolescente, ouvia das pessoas que os clássicos são chatos; logo, Machado de Assis, sendo clássico, era um chato. Mas agora ouço de muitas delas que redescobriram o mestre, que relendo suas obras sem os antolhos escolares o que saltou foi seu estilo, seu humor, sua filosofia. O Bruxo do Cosme Velho em pessoa não se furtaria a notar a ironia da cena: comemoram-se cem anos de sua morte, não de sua vida. Para um homem que no final da existência esperava a morte como um livramento, nada mais apropriado. Hoje são seus leitores que estão livres para ler seus livros, nos quais a morte é tão presente.

Muitas efemérides são tristes como os aniversários. Tristes?, perguntará o leitor. Sim, tristes. Porque em todos os aniversários há aquela obrigação de dar festa e chamar amigos e familiares, mesmo os amigos que já não são tão familiares e os familiares que nunca foram amigos. Já quem decide não dar festa causa toda sorte de especulação: "Ah, mas ele não parece bem mesmo, faz muito tempo que ando percebendo isso". O leitor perdoe a digressão, mas pode pôr a culpa no próprio Machado. O que eu queria dizer é que este seu aniversário não tem nada de triste, apesar de tantas meias-verdades ainda ditas e escritas sobre ele; não tem nada de triste porque é um aniversário em que o aniversariante é quem dá os presentes - os seus textos, que tantas e tantas pessoas andam lendo e relendo. Pode ver como se lançaram mais reedições deles do que edições sobre ele.

Ninguém, afinal, sabia o que ele era quando escrevia. Machado seguramente escrevia melhor do que falava. Falar, sobretudo falar em público, é uma espécie de riacho, cheio de pedras e desvios, por onde a idéia corre com dificuldade. Escrevendo, Machado era profundo e amplo como o mar; suas idéias iam e vinham com a elevação das marés. Parece que há cada vez mais gente se banhando nessas águas, e isso é bom. Mesmo que tenha sido um crítico da religião, a tal ponto que recusou padre no leito de morte, Machado batizou a língua brasileira, e com seus Bentos e Cubas e Quincas criou um espelho onde os brasileiros podem enxergar a si próprios.

Outro dia, porém, dobrando uma esquina, vi dois pombos conversando sobre a data machadiana. Conheço bem os arrulhos dessas criaturas urbanas, alimentadas a migalhas de pão que algum mendigo atira ao chão sujo da praça, o que as deixou acostumadas ao ioiô emocional dos humanos, ora tão piedosos, ora tão mesquinhos. Fiquei inclinado e escutei:

- Eles falam do Machado como se comessem migalhas - disse o da esquerda.

- Como assim? - perguntou o da direita.

- Eles só leram um livro ou outro, ou no máximo algum conto, e vivem citando as mesmas frases, como "Não tive filhos, não transmiti a nenhuma criatura o legado da nossa miséria" ou "Matamos o tempo; o tempo nos enterra". Nem se dão conta de que as frases são do Brás Cubas, não do Machado...

- É verdade. Eles ainda acham que ele é o Machadinho, o escritor tímido que não participava de controvérsia, o sujeito frágil que ficava em casa o dia inteiro tomando remédio e escrevendo sobre a vida que não vivia...

- Aí fazem essa festa toda, como se fosse um gesto de patriotismo!

O pombo da esquerda entrou num bueiro e deu algumas bicadas:

- Ele gostava de catar o mínimo e o escondido, de enfiar o nariz onde ninguém enfiava. Mas todo mundo finge que ele era bonzinho, que escrevia bonitinho. É o Machado em diminutivo, apequenado como convém aos homens e aos gafanhotos. Mal sabem eles como é difícil não ser convencional.

O pombo da direita corre de um menino que tenta pisá-lo:

- E ele criticava o brasileiro, que "nasceu com a bossa da ilegalidade"... Morreria de rir dessa politicalha de hoje. E morreria de chorar ao ver como está o seu Rio de Janeiro.

- Pelo menos teria um blog para a gente ler, pois o homem gostava de uma conversa textual, de prosear ausente. Certamente não seriam migalhas. Machado era um banquete, não tinha tempo para esmolas. E ele criticava o ser humano em geral, não só o brasileiro.

- "Qualquer um de nós teria organizado o mundo melhor do que saiu."

- Essa é boa! Ei, cuidado!

Os dois pombos saíram voando quando uma bicicleta passou e foram conversar num fio lá no alto. Segui meu caminho, meditando sobre aquela estranha conversa. Os pombos tinham razão: Machado pode estar sendo celebrado e lido como nunca antes, mas não combina com essa visão de mundo ingênua e otimista que domina a cena hoje em dia. Saber que 70% dos brasileiros acham que as escolas são boas o deixaria entre a galhofa e a melancolia. Essas mesmas escolas que ensinam que os clássicos são chatos e que Machado de Assis deve ser lido como uma modalidade de dever cívico. Mas, tudo bem, os adjetivos passam e os substantivos ficam. Machado é substantivo.

Daniel Piza (O Estado de São Paulo) para Machado de Assis

HUMANOS X MÁQUINAS

FÓRMULA UM

Se você quer assistir à Fórmula Um e não pode, veja os resultados on-line:

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Cadastre-se gratuitamente e curta uma porção de numerozinhos numa negra tela escuramente preta... (afrodescendente?)

DIÁRIO POÉTICO DE UM ANDARILHO

Quando se aprende a amar o mundo passa a ser seu..."
(Renato Russo)

DIÁRIO POÉTICO DE UM ANDARILHO

22 setembro 2008

A MAIS BELA FLOR

Não tenho mais pernas
Tudo treme
Estou cansado
Não consigo mais andar...

Tenho que subir esta montanha
É a última coisa que me falta
E tenho que conseguir...

Me disseram que lá em cima
Tem a mais bela flor
A única do mundo
E é o que falta te dar
Pois já te dei tudo...

Me arrasto
Agarro, arranho, sangro,
Mas chego ao topo...

A mais linda das flores me espera
Nunca vi igual
Única
A maior raridade do Planeta...

Levo minha mão
Vou arrancá-la
Mas não consigo...

É demais pra você
Não farei isso...

Tenho uma idéia melhor
E vou até o precipício
E me jogo...

Meu corpo se esfacela,
Dilacera e se desfaz
Aos poucos
Como você merece...

A última coisa que te dou
É a minha morte,
Pois a vida sempre foi sua...

Autor: Jorge Leite de Siqueira

AGILDO NO JÔ

MARCELO CAMELO

MARCELO CAMELO

MARCELO CAMELO

21 setembro 2008

SÓ RINDO 6

TODAS ELAS NUMA SÓ

HOJE EU SÓ QUERO SAIR SÓ

MEDO

PACIÊNCIA - LENINE

PACIÊNCIA

Ah! Se vendessem paciência nas farmácias e supermercados... Muita gente iria gastar boa parte do salário nessa mercadoria tão rara hoje em dia.

Por muito pouco a madame que parece uma 'lady' solta palavrões e berros que lembram as antigas 'trabalhadoras do cais'... E o bem comportado executivo?

O 'cavalheiro' se transforma numa 'besta selvagem' no trânsito que ele mesmo ajuda a tumultuar...

Os filhos atrapalham, os idosos incomodam, a voz da vizinha é um tormento, o jeito do chefe é demais para sua cabeça, a esposa virou uma chata, o marido uma 'mala sem alça'. Aquela velha amiga uma 'alça sem mala', o emprego uma tortura, a escola uma chatice.

O cinema se arrasta, o teatro nem pensar, até o passeio virou novela. Outro dia, vi um jovem reclamando que o banco dele pela internet estava demorando a dar o saldo, eu me lembrei da fila dos bancos e balancei a cabeça, inconformado...

Vi uma moça abrindo um e-mail com um texto maravilhoso e ela deletou sem sequer ler o título, dizendo que era longo demais.

Pobres de nós, meninos e meninas sem paciência, sem tempo para a vida, sem tempo para Deus.

A paciência está em falta no mercado, e pelo jeito, a paciência sintética dos calmantes está cada vez mais em alta.

Pergunte para alguém, que você saiba que é 'ansioso demais' onde ele quer chegar?
Qual é a finalidade de sua vida?
Surpreenda-se com a falta de metas, com o vago de sua resposta.

E você?
Onde você quer chegar?
Está correndo tanto para quê?
Por quem?
Seu coração vai agüentar?
Se você morrer hoje de infarto agudo do miocárdio o mundo vai parar?
A empresa que você trabalha vai acabar?
As pessoas que você ama vão parar?
Será que você conseguiu ler até aqui?

Respire... Acalme-se...

O mundo está apenas na sua primeira volta e, com certeza, no final do dia vai completar o seu giro ao redor do sol, com ou sem a sua paciência...

NÃO SOMOS SERES HUMANOS PASSANDO POR UMA EXPERIÊNCIA ESPIRITUAL.
SOMOS SERES ESPIRITUAIS PASSANDO POR UMA EXPERIÊNCIA HUMANA.

Artigo atribuído a ARNALDO JABOR (não confirmado)

19 setembro 2008

LUA

LISTA

METADE

VOZ

Entre duas pessoas é bate-papo
Sozinho é monólogo
Em grupo vira reunião
No virtual é conferência
No celular é ligação...

Acima do tom torna-se grito
Desespero
Loucura
Berro
Exagero...

Abaixo da tonalidade vira cochicho
Gemido
Resmungo
Segredo
Sussurro
Fofoca...

Com sorrisos é piada
Com lágrimas é notícia ruim...

No palanque é discurso
Na escola é aula
No hospital é consulta
Em casa é educação...

Inteligente é solução
Insistente é incômodo
Autorizada é livre-arbítrio
Proibida é ditadura...

A minha voz
É seu conforto.
A sua?
É minha paz...

Autor: Jorge Leite de Siqueira

PLANOS ADIADOS

O frio invade meu âmago
Arrepiando-me pêlos
Incendiando-me traumas
Amedrontando-me a alma...

Junto à chuva
Assustam-me
Os olhos
O cérebro...

Consciente, inconsciente e subconscientemente...

Sinto-me numa máquina do tempo
Onde só existem coincidências
E os planos são avaliados
E as dificuldades supervalorizadas...

Sou derrotado antes das soluções...

Repetições de planos
Imitações de problemas
Multiplicações de dificuldades...

A chuva fina quebra minha cara
O frio congela o sangue azul de minha caneta
O inverno me obriga a esconder a cabeça entre as mãos...

Sou covarde...

Sou fraco
Tão fraco que não entendo as repetições
E me sinto responsável pelas minhas falhas...

Sou incapaz de lutar contra o destino
Que cisma em brincar comigo
E sempre protela o final
E adia
E me engana...

A solução fica para o próximo ano
E sempre é assim
Há muitos anos é assim
E eu sempre prometo mudar...

Será desta vez?

Autor: Jorge Leite de Siqueira

SÓ RINDO 8

25 VOZES PARA UMA MÚSICA

FÁBIO RABIN

BILLIE JEAN

18 setembro 2008

PINK FLOYD - LIVE AID 2005 - PARTE 1

PINK FLOYD - LIVE AID 2005 - PARTE 2

PINK FLOYD - LIVE AID 2005 - PARTE 3

PINK FLOYD - LIVE AID 2005 - PARTE 4

SER

EU! ROBO?

Que sorte que nasci gente
Homem
Forte, musculoso...

Que sorte...

Se eu fosse robô
Eu estaria perdido...

Ontem, quando me levantei
As costas doeram
Dando uma sensação ruim
De que estou ficando velho...

Um robô velho?
Joga no lixo...

O joelho?
Quando me abaixo
Para pegar algo no chão
Estala tudo...

Falta de óleo nas juntas?
Talvez...

Graças a Deus sou gente
E tenho olhos.
Funcionam mal, devido à miopia,
Mas se fossem câmeras
Estariam desativados...

Sou fraco
Gordo
Mole...

Se eu fosse máquina?
Com certeza seria desmontado...

Autor: Jorge Leite de Siqueira

17 setembro 2008

QUEEN - LIVE AID - PARTE 1

QUEEN - LIVE AID - PARTE 2

QUEEN - LIVE AID - PARTE 3

QUEEN - LIVE AID - PARTE 4

QUEEN - LIVE AID - PARTE 5

DENTRO DE MIM

Não tenho muito
Que possa te dar.
Bens materiais?
Nada
Nada tenho...

Tenho eu
E o que sou...

Um corpo?
Sim, completo,
Carne e ossos
Músculos e gorduras...

Tenho sangue
Que posso derramar
E, talvez,
Até morrer por ti...

Tenho lágrimas
Para chorar contigo
Nas derrotas
E nas vitórias...

Tenho suor
Para correr ao seu lado,
Tenho sêmen
Para te dar um filho...

Dentro de mim
Tenho um pouco de tudo.
Sou bem real
De uma forma utópica...

Agora, é contigo!
Decida...

Sou o que sou
Incompleto
E extremamente apaixonado...

Autor: Jorge Leite de Siqueira

ESTRADA PARA O INFERNO - TUTORIAL

ESTRADA PARA O INFERNO - AC/DC

ESTRADA PARA O INFERNO - MARILYN MASON

UTOPIA

Meus versos
Desnudam-me
Expõe dor
E orgasmos...

Olhos que surgem
Bocas que vão.
Água salgada
Areia
Mãos dadas
Amor...

E me sinto nu...

Nada sou!
Nada mais
Que sonhos...

Estou nu
Vestido de utopia.
Não ria de mim...

Se você ainda não me entende,
Desista!
Você nunca conseguirá...

Autor: Jorge Leite de Siqueira

DÚVIDAS

Por que "tudo junto" é separado e "separado" é tudo junto?

16 setembro 2008

LUA DE HOJE!!!



A CULPA É DO DESEJO

Olhos verdes
Que me olham
E me chamam
E suplicam
E gritam
E imploram
E eu não resisto
E não penso
E te agarro
E te abraço
E te beijo
E demoro
E te sinto
De corpo
De alma
Em minhas mãos...

A culpa é do desejo...

E tantos nos olham
E tantos homens
E tantas mulheres
E tantos invejosos
E tantos orgulhosos
E tantos revoltados
E tantos humilhados
E todos nos olhando
Abraçados
Beijando-se
Roçando-se
Vivendo
Revelando
Tendo prazer...

A culpa é do desejo...

E todos olham quando esfrego suas costas
E todos olham quando tiro sua blusa
E todos olham quando beijo os seus seios
E todos olham quando sugo o seu corpo
E todos olham quando você me faz o mesmo
E todos olham quando estamos nus
E todos olham quando nos amamos...

A culpa é do desejo...

Não me arrependo de ter feito o que fiz
Arrependo-me de ter gravado...

Maldito dia que roubaram minha máquina
E tudo foi parar no Youtube...

Autor: Jorge Leite de Siqueira

A CULPA É DO DESEJO


Olhos verdes
Que me olham
E me chamam
E suplicam
E gritam
E imploram
E eu não resisto
E não penso
E te agarro
E te abraço
E te beijo
E demoro
E te sinto
De corpo
De alma
Em minhas mãos...

A culpa é do desejo...

E tantos nos olham
E tantos homens
E tantas mulheres
E tantos invejosos
E tantos orgulhosos
E tantos revoltados
E tantos humilhados
E todos nos olhando
Abraçados
Beijando-se
Roçando-se
Vivendo
Revelando
Tendo prazer...

A culpa é do desejo...

E todos olham quando esfrego suas costas
E todos olham quando tiro sua blusa
E todos olham quando beijo os seus seios
E todos olham quando sugo o seu corpo
E todos olham quando você me faz o mesmo
E todos olham quando estamos nus
E todos olham quando nos amamos...

A culpa é do desejo...

Não me arrependo de ter feito o que fiz
Arrependo-me de ter gravado...

Maldito dia que roubaram minha máquina
E tudo foi parar no Youtube...

Autor: Jorge Leite de Siqueira

15 setembro 2008

LUA CHEIA

Lua emprestada à Bithia. Só por hoje...

CALE-SE

CALE-SE

ODEIO FANTOCHES

CERCEAR

Estou indo, vou voando.
Mas você não deixa
Tem tesoura amolada nas mãos.
Me segura pelos cabelos
E, rangendo os dentes,
Dá tesourada nas minhas asas...

Por quê?
O que eu te fiz?

Tudo bem, eu vou andando.
Mas, por que essas pedras em meu caminho?
Você quem colocou?

Então não vou!
Fico aqui contigo
Até que o dia acabe...

Mas você desliga o rádio
Tira o cobertor que me aquece
Apaga as luzes para eu não ler
Esconde os doces para eu não comer
Fecha a porta do banheiro
E põe areia na minha farofa...

O que eu te fiz?
Por que você é tão má?

Você não tem brilho
Não sabe voar
Não tem idéias próprias...

A inveja morre em seu peito
Ao ver a minha felicidade...

Mas não fique assim!
Vou te dar um conselho:
Pule de um precipício
E encontre-se com Deus.
Quem sabe Ele recompense seus atos...

Afinal, pra que serve Igreja mesmo?

Autor: Jorge Leite de Siqueira

MEUS ÍDOLOS ESTÃO MORRENDO...


Morre Richard Wright, tecladista e fundador do Pink Floyd
Músico estava com 65 anos e sofria de câncer.
Em foto de 1988, os integrantes do Pink Floyd, David Gilmour, Nick Mason e Richard Wright (à direita)

14 setembro 2008

ABCDE

PROFESSORA

Paro a moto
Estaciono...

Em cima da hora
O sinal já tocou
E os alunos estão saindo...

Você vem no meio deles
Brincando com uns
Rindo para outros.
A professora boazinha...

Uma criança
Só não sabe disso...

Ainda bem...

Você vem para meu lado
Te abraço
Te beijo.
Põe o capacete
Sobe na moto...

- Vamos para onde?
Pergunto...

- Qualquer lugar.
Ela diz...


Esta é a senha.
Quando ela diz isso
Sei que está bem
Seu dia foi bom
E nossa noite será ótima...

Vou para o Caros Amigos
Um barzinho com som ao vivo
MPB instrumental de alta qualidade...

Sentamos
Pedimos
Bebemos e comemos
Sorrimos e falamos
Amamos...

Eu a adoro
Ela sabe disso...

Conversamos
Nos tocamos
Beijos rápidos...

Nos olhamos
Sorrimos
Nos amamos...

Mais tarde
Levo-a para casa
É ali perto.
Deixo a moto
Subimos de elevador
Um beijo mais longo...

Ela abre a porta de seu apartamento
Me sorri
Maliciosa.
Ela entra
Me arrasta junto...

A partir de agora
Use a imaginação.
O restante
É proibido para menores...

Foi nessa noite
Que a pedi em casamento.
E ela aceitou...

Autor: Jorge Leite de Siqueira

VISITA SURPRESA

VISITA SURPRESA

Você entra na minha sala
Onde trabalho
Aproveita a porta aberta
E a cadeira livre
E senta-se
Olhando para mim...

Nunca te vi
Mas nem te perguntei nada.
Eu sabia a resposta...

Fica algum tempo
Levanta-se
Vai até a mesa
Pega um copo
Toma um pouco de água
Me olha
Sorri
Sente prazer...

Vira-se e sai
Porta afora
Nem olha para trás...

Eu saio no corredor
E não a vejo
Como era de se esperar...

Apenas mais uma visita surpresa
Da outra dimensão
Como acontece todos os dias...

Autor: Jorge Leite de Siqueira

SANTOS!!! SANTOS!!! GOL!!!

SANTOS 2 X 1 FLUMINENSE

13 Náutico 29 pontos
14 Santos 29 pontos
15 Figueirense 28 pontos
16 Atlético-PR 26 pontos

ZONA DE REBAIXAMENTO

17 Vasco 26 pontos
18 Fluminense 25 pontos
19 Ipatinga 24 pontos
20 Portuguesa 23 pontos

12 setembro 2008

E AGORA, JOSÉ

E agora, José?
A festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou,
e agora, José?
e agora, Você?
Você que é sem nome,
que zomba dos outros,
Você que faz versos,
que ama, protesta?
e agora, José?

Está sem mulher,
está sem discurso,
está sem carinho,
já não pode beber,
já não pode fumar,
cuspir já não pode,
a noite esfriou,
o dia não veio,
o bonde não veio,
o riso não veio,
não veio a utopia
e tudo acabou
e tudo fugiu
e tudo mofou,
e agora, José?

E agora, José?
sua doce palavra,
seu instante de febre,
sua gula e jejum,
sua biblioteca,
sua lavra de ouro,
seu terno de vidro,
sua incoerência,
seu ódio, - e agora?

Com a chave na mão
quer abrir a porta,
não existe porta;
quer morrer no mar,
mas o mar secou;
quer ir para Minas,
Minas não há mais.
José, e agora?

Se você gritasse,
se você gemesse,
se você tocasse,
a valsa vienense,
se você dormisse,
se você consasse,
se você morresse....
Mas você não morre,
você é duro, José!

Sozinho no escuro
qual bicho-do-mato,
sem teogonia,
sem parede nua
para se encostar,
sem cavalo preto
que fuja do galope,
você marcha, José!

José, para onde?

Autor: Carlos Drummond de Andrade

SENHOR SUCESSO - VELHAS VIRGENS

A MULHER DO DIABO - VELHAS VIRGENS

ABRE ESSAS PERNAS

SEXTA-FEIRA

GRAMPOS

11 setembro 2008

ELEIÇÕES OU GUERRA?

CANTO DOS MALDITOS NA TERRA DO NUNCA

CANTO DOS MALDITOS NA TERRA DO NUNCA

CANTO DOS MALDITOS NA TERRA DO NUNCA

QUE NUNCA SE REPITA!

ELIMINATORIAS DA COPA

1 Paraguai 17 8 5 2 1 16 6 10

2 Brasil 13 8 3 4 1 11 4 7

3 Argentina 13 8 3 4 1 11 5 6

4 Chile 13 8 4 1 3 13 12 1

5 Uruguai 12 8 3 3 2 16 6 10

6 Colômbia 10 8 2 4 2 4 7 -3

7 Equador 9 8 2 3 3 10 14 -4

8 Venezuela 7 8 2 1 5 9 13 -4

9 Peru 7 8 1 4 3 5 16 -11

10 Bolívia 5 8 1 2 5 8 20 -12

10 setembro 2008

SONO

ZÉ GERALDO - CIDADÃO

ZÉ GERALDO - SENHORITA

BOLSO FURADO

Não vi meu bolso furado...

Caiu meu dinheiro,
Sumiu minha carteira.
Pelo caminho ficou meu dinheiro...

Não vi meu bolso furado...

Perdi minha pele
Enrugou, endureceu,
A flacidez chegou.
E meus olhos agora míopes
Têm rugas e pés de galinha,
Olheiras e mais olheiras,
Do choro que eu verti...

Não vi meu bolso furado...

Minhas pernas cansaram,
Minhas costas envergaram.
Minha sandália se gastou,
Minha roupa se rasgou...

Não vi meu bolso furado...

Perdi os meus planos
Sumiram minhas idéias
Acabaram os meus sonhos...

Não vi meu bolso furado...

Perdi meu tempo,
Perdi meus dias.
Perdi meu estudo,
Perdi meu trabalho.
Perdi a vontade de viver...

Não vi meu bolso furado,
E perdi minha vida...

Autor: Jorge Leite de Siqueira

LOUCOS PENSAMENTOS

Se eu pular de um prédio de dez andares, eu morro?
Será que posso voar?
E se eu beber cinco caixas de cerveja?
E se não for Skol?

Poderia eu andar por todo o Brasil,
Igual um andarilho,
E viver de minha criatividade?

Poderei te fazer feliz?

Será o mar minha salvação?
Será a areia, o sol, o calor?
Será o lugar?
Será a pessoa?
Ou serei apenas eu?

A resposta!
Quero a resposta!
Ela não está em você,
A resposta está em mim...

Enquanto meus loucos pensamentos
Estiverem presos ao que já fui
Jamais serei feliz...

Esta é a resposta...

Autor: Jorge Leite de Siqueira

Dez mitos sobre dietas

Muitos mitos você com certeza já deve ter ouvido e talvez até possa acreditar, mas o fato é que não correspondem à realidade. Aqui vão ...