27 dezembro 2009

POESIAS



1528 - REGRAS DE NATAL

Não almoça todo dia?
Não ganha presente.
É pobre?
Não ganha presente.
Mora num orfanato?
Não ganha presente.
Os pais estão desempregados?
Não ganha presente...

E não adianta chorar.
São as regras...



1529 - DOCES

Quero doce!
Algodão, bala, boca,
Qualquer coisa que me acalme...

Quero doce!
Palavras, olhares, sorrisos, gestos,
Qualquer coisa que me traga de volta...

Estou longe!
Em outra dimensão
E assustado...

Precipícios, buracos, pedras,
Tenho medo...

E quero apenas doces!
Balas, sorrisos, palavras,
Qualquer coisa
Doce...

Tenho saudades de doces...



1530 - HÁ TEMPOS

Há tempos
Guardei a realidade na gaveta
E saí em busca dos sonhos...

Degrau a degrau
Subi uma escada
Nem tão íngreme
Nem tão impossível...

Degrau a degrau,
Devagarzinho,
Vi o sonho, ali, ao alcance das mãos,
Mas, ele me escapou...

Agora, a volta à realidade é inevitável...

Não será tão ruim, assim,
Mas, o pior,
É saber que os sonhos se foram
Definitivamente
Para o lugar encantado das fantasias...

O lugar onde os sonhos são apenas sonhos...

Autor - Jorge Leite de Siqueira
Todos os direitos reservados.

POESIAS

1528 - HÁ TEMPOS

Há tempos
Guardei a realidade na gaveta
E saí em busca dos sonhos...

Degrau a degrau
Subi uma escada
Nem tão íngreme
Nem tão impossível...

Degrau a degrau,
Devagarzinho,
Vi o sonho, ali, ao alcance das mãos,
Mas, ele me escapou...

Agora, a volta à realidade é inevitável...

Não será tão ruim, assim,
Mas, o pior,
É saber que os sonhos se foram
Definitivamente
Para o lugar encantado das fantasias...

O lugar onde os sonhos são apenas sonhos...

18 dezembro 2009

POESIAS

1515 – Daqui a pouco

Caminhada diária
Manter a forma e o peso
E colocar os pensamentos no lugar...

Quilômetro sete...

Os pensamentos se misturam
O remorso aparece
E me mostra pecados...

Quilômetro seis...

Quer saber?
Daqui a pouco vou ligar para minha mãe
E falar o quanto a amo
E das saudades que sinto...

Quilômetro cinco...

Quer saber?
Daqui a pouco vou ligar para meus filhos
E falar coisas legais
E mostrar o tamanho de meu carinho...

Quilômetro quatro...

Quer saber?
Daqui a pouco vou procurar a namorada
Marcar alguma coisa diferente
E fazê-la a mulher mais feliz do mundo...

Quilômetro três...

Banco do Brasil.
Vou ver meu saldo
Não demora nem cinco minutos...

Vou!
E volto.
Na saída vejo o corpo estendido no asfalto
Atropelado
Há poucos minutos...

Podia ser eu.
Passe ali, naquele mesmo lugar,
Há exatos cinco minutos...

Camisa verde
Calça jeans
E sangue no nariz...

Quais seus últimos pensamentos?
O que ele planejava?

Quer saber?
Pra que deixar para daqui a pouco
O que posso fazer agora?

- Eu te amo!

1516 – Meu amigo invisível

Quando acordo
Lá esta ele, ao meu lado,
E acorda comigo...

Eu durmo em um canto
Ele dorme no outro
No chão
Encostado na parede...

Quando estou feliz
Ele está feliz.
Quando estou chateado
Ele também está.
E se entristece junto comigo...

Quando saio pelas ruas
Pegando papelão e latinhas
Ele vai comigo
Ficamos conversando
E ele faz meu dia ficar mais leve...

As pessoas não o vêem
E acham que falo sozinho.
Ah, coitados, não vêem meu amigo...

A gente ri de algumas pessoas
Os mesmos que riem de mim.
Enquanto me chamam de louco
Por conversar com um sujeito invisível
Nós rimos dele
Que conversa com quem não quer...

Eu converso só com quem quero...

E quero conversar com meu amigo
São longos papos
Ótimas conversas.
Falamos de futebol
Falamos de amor
Falamos da vida...

Ele me dá tantos conselhos
Que, na verdade, não sigo.
Pede que eu seja mais educado
Pede que eu seja mais atencioso
Mas, eu não sigo todos seus conselhos...

Nossa! Quantas garrafas de pinga tomamos juntos...

Quando eu me irrito com meu amigo
Simplesmente tomo uma pinga
E deito
E durmo...

Às vezes ele fica me chamando, quando durmo.
Fica mexendo em meu corpo
Fica falando coisas pra mim
Por isso eu bebo
E não o escuto...

Daí ele desiste e durmo em paz...

Meu amigo invisível.
Que cara incrível!
Adoro esse cara
Sem nem sequer saber seu nome...

Adoro esse cara
Mas, não sou louco, não...

Eu sou apenas, digamos, diferente...

1517 – Um ponto de vista

Olhos
Que me vêem
Não me vêem...

Não como sou...

Vêem o amarelo de meus dentes,
E não enxergam o verde de meus olhos.
Vêem a falta de cabelos,
Mas não enxergam a maciez de minha pele.
Vêem minhas rugas,
E não enxergam o brilho de meu sorriso...

Vêem-me caído,
Arrastando-me
Bêbado ou abandonado...

Não enxergam a viagem que tive
O prazer que tive para me embebedar
A diversão que vivi...

Uns vêem meu fim.
Outros, meu próximo passo...

São apenas pontos de vista...

1518 – Derrotas após derrotas

Meu time foi goleado
A Sena não saiu pra mim
Não acertei nada no jogo do bicho...

E não consigo contornar as pedras...

1519 – Feliz em crise

Imprimi a frase
Papel vegetal
Tela, emulsão, sol,
Tinta e água...

Seca, uso a camiseta...

Escândalo?
Só porque sou feliz?
Eu sou
E mostro a camiseta:
“Muito melhor ser feliz sem motivos...”

Sim, sou feliz,
Só estou em crise...

Mas passa...

1520 – Psicografia

Renato Russo aparece em meu sonho
E me cobra o livro
Aquele que não fiz
Que conta sua história atual...

“Farei”, eu disse,
Ele não acreditou
E pediu pressa...

“Daqui a pouco você estará aqui
E não poderá mais fazer”
Disse ele...

“A não ser que queira psicografar...”

1521 – Um ao encontro do outro

Metades
Que se separam
E se encontram
Sem lógica
A não ser a magia da vida
Que me joga
E te joga
Um ao encontro do outro...

Metades
Que se separam
Para serem felizes...

Onde está a lógica?

1522 – Migalhas

Migalhas!
Cansei de sobras!
Não quero mais restos...

Quero tudo!
Ou não me dê nada...

1523 – Sou criança

Sou criança
No sentido mais desmiolado que houver.
Sem inocência
Com incompetência...

Sou criança...

Não sei de nada
E já aprendi tudo...

Estou perdido
Tenho medo do escuro
E nem sei acender a luz...

1524 – Abrigo

E agora?
Como ver poesia na vida?
Sou um fracassado
Um derrotado...

Não tive coragem de ser feliz...

Era tudo mentira?
Meus sonhos eram mentiras?
Sou covarde?

Quando encontrei a liberdade
Busquei abrigo nas asas da mãe...

1525 – Os sinais sumiram

Os sinais sumiram.
Do amor
Da paz
Da vida.
Sinais?
Só de vergonha...

1526 – O verdadeiro andarilho

Hoje vi um andarilho
Um de verdade
Não igual a mim...

Ele pediu dinheiro
Ganhou moedas
Mas foi amoroso com todos...

Estávamos em um ônibus...

Uns dizem que isso não é vida
Outros, adoram-na.
Eu?
Vejo só a poesia...

1527 – Não sou daqui

Não sou daqui
Não sou de nenhum lugar
Quando morrer, paro,
E serei dali
Onde estiver
Quando morrer...

Acho que gosto de São Paulo
Gosto de BH
Gosto de São Francisco...

Mas só gosto de meninas...

Autor - Jorge Leite de Siqueira
Direitos reservados ao autor.

01 dezembro 2009

POESIAS

Poesia 1503 – O início da nova viagem

Um dia, tive tudo.
O sol, a lua,
As estrelas, todas, foram minhas.
O mar era meu
A praia, tudo, até Netuno...

Eu era feliz quando tinha o mar...

Um dia, tive dinheiro.
Tinha carro, casas.
Eu tive amigos.
Sério! Pode acreditar!
Eu tive amigos...

Eu tive patrão,
Tive emprego.
Eu tinha rotina...

Sei que você não vai acreditar
Mas, eu tive sentimentos.
Tive tristeza, ódios,
Mas também tinha alegria, amor...

Sei que sou repetitivo
Sei que pareço piegas,
Mas, quem teve tudo pode ser ridículo...

Honra!
Humor!
Amor!

Não sei quando perdi tudo.
Acho que foi aos poucos
Homeopaticamente...

Começou quando recusei alguns convites
Quando evitei certas pessoas
Quando dispensei alguns trabalhos...

E hoje estou aqui
Sozinho, desempregado,
Abandonado...

Não estou mal, acredite.
Pareço pior do que estou...

Também, não estou bem...

Não quero tudo de volta
Quero um pouco
Apenas uma pequena parte...

Estou correndo atrás...

Um emprego qualquer me ajuda
Pode ser vigia, gari,
Qualquer um
Mas, gerente não quero mais...

Não quero mandar em ninguém...

Quero um lugar para morar.
Um quarto e sala
Afinal, estou sozinho...

Casa grande dá muito trabalho...

Quero uma bicicleta.
Carro, não, por favor.
Ah! Quero um amigo!
Apenas um...

Não quero um monte de conhecidos...

Quero um aperto de mão em meu aniversário
E não um monte de scraps...

Quero escrever!
Quero viver de escrever
Mesmo que nunca fique famoso...

Não quero o que tive!
De jeito nenhum.
Quero outras coisas
Quero viver outras emoções
Quero errar novamente
Quero acertar, também...

Não quero ser ninguém.
Como sou...

Não sou ninguém,
Mas, sinto-me um nada.
Não gosto de me sentir assim
Pois sei quem eu sou...

E sou muito forte...

Tenho poder espiritual
O que ninguém vê.
Só vêem fracasso
Derrota, tristeza...

Só vêem o que é socialmente perceptível...

Vou mudar!
Não serei rico
Mas, serei feliz.
Mesmo que não chame a atenção...

Não era feliz, quando tive tudo,
Mas, agora serei feliz, tendo a mim.
E quem vier comigo
Venha pelo que sou
E não pelo que tenho...

Prepare-se
A viagem está apenas começando... 



Poesia 1504 – No shopping com Deus

A moça é esnobe
O rapaz é deficiente
A mulher é gorda
O homem é musculoso
A menina come sem educação
O menino chora...

Brancos, negras,
Loiras, morenos,
Cabelos lisos, encaracolados,
Olhos verdes, negros,
Felizes, tristes...

Meu Deus!
Quanto mais eu olho
Mais vejo as diferenças...

Que forma é essa?
Quem moldou isso tudo?
Quantos lápis de cor...

Não quero mais ser ateu...



Poesia 1505 – Família no shopping

Cinco pessoas no shopping.
Pai, mãe, filhos,
Bob’s, Mc Donald’s,
Cinqüenta reais, sessenta,
Em quinze minutos...

Com cinema?
Mais sessenta reais...

Qual a solução?
Não ter filhos?
Não casar?
Não viver?

É cada um para si...



Poesia 1506 – Amazônia

Uma bomba atômica
E a Amazônia explode!
Um câncer
No pulmão do mundo...

Em português ruim
Eu tusso
Tu tosses
Nós morremos...

Em péssima matemática
Menos uma árvore
Mais animais em extinção...

Em uma real Biologia...

Sem ar
Sem oxigênio
Loucura capitalista
Contrariando a lógica...

Multiplicam-se os homens
Divide-se o futuro...

Derrubam árvores
Nascem meninos
Proporção?
Na mesma em que queima o pavio
Da bomba que exterminará a vida na Terra...

E pensar que nunca fumei...



Poesia 1507 – 2012

Acordo
Vinte e um de dezembro
Dois mil e doze...

Sexta-feira...

Vou virar o calendário
Mas não encontro o sábado...

São nove horas
Daqui a pouco tudo acabará.
Recebi a mensagem
O pessoal de Antares está a caminho...

Daqui a pouco estarei livre...

Livre dessa carne
Dessa gente
Desse mundo...

Até que enfim voltarei para Antares...



Poesia 1508 – Carência

Queria ser
Ao menos uma vez
Um por do sol...

Não quero muito
Quero uma vez
Só uma vez...

Mesmo que eu jamais volte
Mesmo que eu morra
Eu queria ser um por do sol...

Por do sol.
Igual aquele que você admirou
Que ficou paralisada
Que não piscou
Que ficou maravilhada
E até sonhou...

Igual aquele por do sol
Que, em cinco minutos,
Você se apaixonou...

Um por do sol
Único
Em sua vida...

Queria ser um por do sol!
Mesmo que por cinco minutos
Mas, que fosse único para você...

Queria ter seu amor por, pelo menos, cinco minutos...



Poesia 1509 – Uma chance

Uma chance
E te vi.
Passou rápido
Mas deixou o cheiro
E um brilho em meus olhos...

Uma chance
E te falei.
Um cumprimento
Coisas da vida
E um pedido de casamento...

Uma chance
E te beijei.
A proximidade
O coração acelerado
E a certeza que o amor existe...

Uma chance
E te dei minha vida.
Aos poucos
Dia a dia
Por um dia
E pela eternidade...

Precisei apenas de uma chance...



Poesia 1510 – Megiro

Recebo a ordem
Devo descer à Terra
Assumir um corpo
E corrigir defeitos...

Meus, não do corpo...

Olhos verdes,
Magro, inteligente,
Bonito...

Um corpo interessante...

Que vantagens nesse corpo?
Uma vida de decepções
Brigas
Do corpo e da alma
Que não se entendem
E dão cabeçadas
Materiais
Espirituais...

Eu quero ir embora
O corpo não aceita.
Quer tentar mais um pouco...

Quarenta e cinco anos
Na próxima semana.
Que mais pode acontecer?
O que era bom já aconteceu
O que era ruim, também...

Acabou! Aceite...

Só me resta, agora, rastejar.
De corpo, não de alma.
Igual cobras
Ou insetos
Até que aceite minha opinião
E resolva irmos embora...

Vamos!
Depois a gente volta
E tenta de novo...



Poesia 1511 – Quantas mentiras

Quantas mentiras!
Meus pais iniciaram
Meus professores prosseguiram
Adultos, adultos...

E eu, tolo, acreditando em todos...

Será feliz!
Seus sonhos se realizarão!

Serei?
Quando?
Devo andar na linha
Fugir das más companhias...

Quantas mentiras...

Hoje, as más companhias sorriem, felizes,
Viveram intensamente
Enquanto eu...

Eu?
Nada me resta...

Tudo me foi tomado...



Poesia 1512 – Identidade

Não tenho nome
Não tenho referências
Não tenho nada...

Minhas digitais foram raspadas
Minha arcada dentária foi arrancada
Meu DNA foi apagado...

Não tenho!
Não sou!
Não...

Hoje, sou pura negação!
Meu nome é não
É nenhum.
Sou sombra, sem luz,
Apagado, sou cinza, sem cor,
Silêncio,
Sou falta, sou menos,
Sem, não, nunca...

Quer me encontrar?
Procure por ninguém...



Poesia 1513 – Rimando

Mal
Natal
Legal...

Brasil!
Puta que pariu...

Carnaval?
Que tal?
No meu quintal?

Brasil!
Eu e meu tio...

Com til?

Não?
Ladrão?
Alucinação!

Brasil!
Arrepio
Calafrios...

Mal
Estou mal
E está chegando o Natal...

Ó
Vou ficar pior...



Poesia 1514 – Violão

O dedo passeia
Os dedos apertam
Cordas, casas, pestanas, acordes...

Dedilhados, batidas...

Claves
Notas e pausas
Maior, menor, sustenido, bemol...

Na televisão, fácil,
Mas, por que só sei tocar uma música?

Poesia – Espelho



Quem é você?
Como chegou aqui?
Que olhos feios!
Você chorou?
Seus olhos me assustam...

E esse cabelo despenteado
Essa barba por fazer
Acho que te conheço!
Não tenho certeza...

Você me assusta...

Seus dentes amarelos
Suas rugas
Sua pele queimada...

Como ousa vir à minha frente?
Quem te autorizou?
Saia já de minha frente...

Tenho medo de você!
Muito medo!
E saber que você é apenas um reflexo...

Passado, presente ou futuro?

Autor - Jorge Leite de Siqueira
Todos os direitos reservados

27 novembro 2009

TÁ RUIM? PODIA SER PIOR...

Esclarecimentos sobre a diferença entre: BOM , RUIM e TERRÍVEL.

BOM : Sua esposa está grávida.
RUIM : São trigêmeos.
TERRÍVEL : Você fez vasectomia ano passado e não contou prá ninguém.

BOM : Sua esposa não fala mais com você.
RUIM : Ela quer o divórcio.
TERRÍVEL : Ela é advogada...

BOM: Seu filho passou da puberdade.
RUIM: Ele está envolvido com a vizinha da frente.
TERRÍVEL: Você também está.

BOM : Seu marido entende de moda feminina.
RUIM: Usa a sua roupa.
TERRÍVEL: Fica melhor nele que em você.

BOM : Você decide dar aula de educação sexual para a sua filha.
RUIM : Ela te interrompe várias vezes.
TERRÍVEL: Corrigindo você.

BOM: Sua filha arranjou seu primeiro emprego.
RUIM: De prostituta.
TERRÍVEL: Seus colegas do futebol e do trabalho estão todos ficando clientes dela.
MAIS TERRÍVEL AINDA : Ela está ganhando 10 vezes mais que você e disse que vai reformar a casa e te dar um carro novo.

BOM: Você arranjou uma gata quente para bater papo via CHAT... Começou no erótico, partiu pra sacanagem e descambou para a ########### pura.
RUIM: não agüentando de tesão você resolve se revelar. Ela responde que conhece você muito bem e que não vai dar para continuar porque você não passa de um grande canalha e, ainda por cima, vai contar para a sua mulher!
TERRÍÍÍÍÍÍÍÍÍÍÍÍÍVEL: Era sua sogra!

MORAL DA HISTÓRIA:
Tá ruim? Não reclama... Aprenda a sorrir de seus problemas e não terá razões para deixar de sorrir!
Loucura é fazermos sempre as mesmas coisas e esperarmos por resultados diferentes!

PROJETO ANDARILHO

Meu nome é Jorge Leite de Siqueira, tenho 45 anos, moro em Fortaleza (CE), sou escritor mas nunca publiquei um livro. Escrevo poesias, contos e já escrevi alguns livros, tais como o FAROESTE CABOCLO - O LIVRO, que conta a saga de João de Santo Cristo, como a música de Renato Russo e a Legião Urbana. Na verdade, o que fiz foi detalhar a música. O livro vazou para a Internet via pdf e fez muito sucesso. No entanto, nenhuma editora topou publicar o livro.

Mas, o que quero preparar através deste Projeto é preparar uma aventura envolvendo simplesmente a mim e a um personagem que criei, o poeta andarilho.

O poeta andarilho é um personagem que criei, escrevi um livro com suas aventuras onde ele sai de Americana (SP) e, passando por diversas cidades chega em Maxaranguape (RN), onde se faz o desfecho do livro.

Agora, com o intuito de divulgar o meu trabalho quero fazer uma viagem, a pé, percorrendo toda a BR116 que sai daqui de Fortaleza e vai até o Rio Grande do Sul. Serão aproximadamente 4 mil quilômetros que pretendo caminhar.

Para caminhar tanto, e sem dinheiro, quero preparar um projeto onde os meus amigos orkutianos e msnianos poderiam colaborar comigo, divulgando meu trabalho, dando-me comida e o que for possível. Tenho muitos amigos mas tenho que fazer muito mais para que a viagem seja bem sucedida.

Então, a princípio é isso. Brevemente dou mais detalhes...

15 novembro 2009

Poesia – Prancha

O carro chega
As pessoas descem
As mesas enchem...

Alguém grita:
- Traz a prancha!

Fiquei feliz!
Estou entre surfistas
E são mulheres...

Mas, há algo errado.
São surfistas gordas
Como surfarão?
Acho que afundarão...

A resposta, um pouco depois, me assusta.
Vejo a filha
E uma máquina na mão...

Vão fazer chapinha na praia?
Nunca vou entender as mulheres...

Autor - Jorge Leite de Siqueira
Direitos reservados ao autor...

Poesia – Três estados

Sou líquido
Saio de seus olhos
Desço pelo rosto...

Sou gás
Vôo ao céu
Procuro-te...

Sou sólido
Duro como rocha
Ao seu lado...

Sou o que me fazes ser...

Autor - Jorge Leite de Siqueira
Direitos reservados ao autor...

Poesia – Três estados


Sou líquido
Saio de seus olhos
Desço pelo rosto...

Sou gás
Vôo ao céu
Procuro-te...

Sou sólido
Duro como rocha
Ao seu lado...

Sou o que me fazes ser...

Autor - Jorge Leite de Siqueira
Direitos reservados ao autor...

Poesia – Pescaria na lua

Descobriram água na lua
Na minha lua
Na sua lua
Na lua dos poetas
Na lua dos amantes...

Vou pescar na lua...

Autor - Jorge Leite de Siqueira
Direitos reservados ao autor...

Poesia – Humildade

“O poeta é um fingidor
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente...”

Um dia serei como Pessoa...

“Se tu me amas
Ama-me baixinho...”

Um dia serei igual Quintana...

“Que não seja imortal, posto que é chama,
Mas que seja infinito enquanto dure...”

Um dia parecerei Vinícius...

Hoje, não sou nada perto de meus ídolos,
Mas, um dia,
Serei semelhante a eles...

Um dia...

Um dia estarei morto
Como todos eles...

Só assim serei comparado aos grandes poetas...

Autor - Jorge Leite de Siqueira
Direitos reservados ao autor...

Poesia – A carona no carro grande

Sou um cara legal!
Cada vez me convenço mais.
Vou contar uma história...

Ontem, fui ao centro,
Andei, comprei, conversei,
Sou andarilho, enfim...

Resolvi voltar
Vim, andando,
Vi muitas pessoas paradas em um local
E me aproximei...

Conversei com um
Falei com outro
E apontei para o outro lado da rua
Mostrando algo que não me lembro...

Acredita que parou um carro
E pediu para eu entrar?
Era um carro enorme
Cheio de gente dentro...

Entrei, claro,
Aceitei a carona...

Que educação!
Fiquei muito feliz...

Vi um cara sentado
Acho que era pobre
Necessitado, sei lá,
Todos davam dinheiro a ele...

Tirei dois reais
E dei também...

Ele ficou tão feliz
Que me mandou ira para a frente do ônibus
Onde eu poderia sentar...

Acredite se quiser
Mas me trouxeram até a rua da minha casa...

Que pessoal legal!
Acho que me conhecem
E quiseram me ajudar...

No mundo ainda tem pessoas boas...

Autor - Jorge Leite de Siqueira
Direitos reservados ao autor...

Poesia – Andarilho na BR


Pego a BR
Vou à cidade
São sete quilômetros
Em ordem decrescente...

Andarilho urbano...

Três quilômetros depois
Já estou cansado
Desisto
E pego o ônibus...

Eu não sou mais o mesmo...

Autor - Jorge Leite de Siqueira
Direitos reservados ao autor...

Poesia – Andarilho na BR

Pego a BR
Vou à cidade
São sete quilômetros
Em ordem decrescente...

Andarilho urbano...

Três quilômetros depois
Já estou cansado
Desisto
E pego o ônibus...

Eu não sou mais o mesmo...

Autor - Jorge Leite de Siqueira
Direitos reservados ao autor...

Poesia – A moça da esquina

Ela passa em minha porta.
Linda, cheirosa, feliz,
Um sorriso no rosto
Encantadora
Como só ela sabe ser...

Ela mora na esquina.
Não sei seu nome
Sei que tem o brilho das estrelas...

Arrumo desculpas para vê-la.
Vou à padaria
Mesmo não precisando.
Vou à farmácia
Mesmo sem estar doente...

Quero apenas ver a minha estrela...

E a vejo!
Está na janela,
Ouvindo música.
Está na sala,
Assistindo televisão.
Está na varanda,
Lendo um livro...

Às, vezes, tropeço,
E paro para não cair.
Ela não me vê
Estou do outro lado da rua...

E assim, dia após dia,
Sou mais feliz
Vendo a moça
Que brilha, sozinha,
Na casa da esquina,
Na minha rua...

Autor - Jorge Leite de Siqueira
Direitos reservados ao autor...

Poesia – Livros e filhos


Filhos:
Livros que começamos a escrever
Mas que não terminamos...

Damos os títulos
Escrevemos o prefácio
Algumas vezes prevemos até o índice
Mas, paramos a história...

Em um momento
Só nos resta admirar
Concordando ou não
Com o que eles fazem...

Eles escrevem rápido.
São histórias românticas
Apimentadas de sensualismo
Que muitas vezes não tem final feliz
Mas, ficção é assim,
Basta rasgar a página
E começar outra história...

Às vezes, escrevem devagar.
É a faculdade abandonada
O emprego que nunca chega
O casamento sempre protelado...

Mas, livros são assim,
Começamos a história de um jeito
Mas, nunca sabemos como terminará...

Filhos, idem.

Terror, amor, ficção,
Humor e romantismo,
Suspense e emoção...

E dá-lhe criatividade...

Já comecei três livros.
Aos poucos eles tomam as rédeas
E começam a se escrever...

Só me resta, agora,
Armar a rede nos coqueiros da praia
Abrir uma cerveja
E admirar minhas obras...

O final?
Espero um final encantado
Um conto de fadas
A felicidade plena...

Mas, não está mais nas minhas mãos.
Que Deus os guie...

Autor - Jorge Leite de Siqueira
Direitos reservados ao autor

Poesia – Livros e filhos

Filhos:
Livros que começamos a escrever
Mas que não terminamos...

Damos os títulos
Escrevemos o prefácio
Algumas vezes prevemos até o índice
Mas, paramos a história...

Em um momento
Só nos resta admirar
Concordando ou não
Com o que eles fazem...

Eles escrevem rápido.
São histórias românticas
Apimentadas de sensualismo
Que muitas vezes não tem final feliz
Mas, ficção é assim,
Basta rasgar a página
E começar outra história...

Às vezes, escrevem devagar.
É a faculdade abandonada
O emprego que nunca chega
O casamento sempre protelado...

Mas, livros são assim,
Começamos a história de um jeito
Mas, nunca sabemos como terminará...

Filhos, idem.

Terror, amor, ficção,
Humor e romantismo,
Suspense e emoção...

E dá-lhe criatividade...

Já comecei três livros.
Aos poucos eles tomam as rédeas
E começam a se escrever...

Só me resta, agora,
Armar a rede nos coqueiros da praia
Abrir uma cerveja
E admirar minhas obras...

O final?
Espero um final encantado
Um conto de fadas
A felicidade plena...

Mas, não está mais nas minhas mãos.
Que Deus os guie...

Autor - Jorge Leite de Siqueira
Direitos reservados ao autor

Poesia – Não existe beleza na miséria

Daqui de cima
Vejo os urubus rasgando carne
Disputando com crianças
O almoço de cada dia...

Daqui de cima
Vejo as flores secas
A terra seca
Os corações secos...

Daqui de cima
Vejo os pés no chão
O olhar que não encontra o horizonte
A poeira sobre as mãos...

Daqui de cima
Eu me vejo:
Jogado
Resto
Como não queria ver meu inimigo...

Não existe beleza na miséria...

Autor - Jorge Leite de Siqueira
Direitos reservados ao autor

Poesia – O andarilho na BR116


Quilômetro zero
Estou pronto
A rede de televisão me filma
O repórter me entrevista...

Falo sobre a idéia
Falo sobre o que pretendo
Falo sobre meus planos...

É chegada a hora...

O andarilho se vai
O poeta andarilho se solidifica
O poeta cria vida...

A camisa especial para o evento
Reflete a capa do livro que escrevi.
Tenho reservas, à venda,
Quem comprar me ajuda na empreitada que criei...

A idéia é aparecer...

Quero chamar a atenção
E conseguir apoio de uma editora
Que publique meus livros
E que me faça conhecido no Brasil inteiro...

Nessa era virtual
Quem não chama a atenção não se destaca.
E quem não se destaca
Não consegue nada...

Inteligência apenas?
Não basta.
Tem que ter algo mais...

Quero chegar a São Paulo.
São três mil quilômetros...

Tentarei andar trinta quilômetros por dia
Ou seja,
Em cem dias completarei a missão...

Quer dizer, descontando algumas possíveis paradas...

O roteiro está feito
Os contatos existem
As amizades virtuais foram consolidadas
Consegui apoios
Tudo virtual...

Andarei à luz do dia
Chova ou faça sol
Não aceitarei carona
Mas aceitarei comida...

Não quero esmolas...

Onde dormir?
Na casa de meus contatos
Ou numa rede
Entre duas árvores
Mesmo na beira da estrada...

Vai dar certo?
Quem sabe?

Sei que vou tentar
Sei que não estarei sozinho
Sei que muitos me apoiarão...

Quero publicar meus livros...

Aceito uma camisa, quando a minha se rasgar.
Aceito um sapato, quando o meu furar.
Aceito um prato de arroz, quando tiver fome...

Não levarei reservas
Apenas um pouco de dinheiro
Mas espero não usar...

Estou preparado.
Acabou a entrevista
Vou começar...

São oito horas
Estou ao vivo na televisão
Até Ana Maria Braga falou comigo...

Meus filhos soltam foguetes
Meus amigos gritam palavras de incentivo
O pessoal da faculdade faz bagunça...

Câmeras me filmam
Máquinas me fotografam
Já estou chamando a atenção...

Uma melancia no pescoço não seria igual...

Sei que alguns me chamarão de louco
Mas outros me chamarão de gênio.
Vão revelar meus defeitos
Mas falarão de minhas virtudes.
O que quero é aparecer
E publicar meus livros...

Quero publicidade...

Os primeiros passos são complicados
A mochila está pesada
A tevê me acompanha, ao vivo,
Mas, daqui a pouco estarei sozinho
E então veremos do que sou capaz...

A solidão é maravilhosa...

Onde dormir?
Espero convites.
Palestras?
Espero convites.
Quer publicar o livro?
Espero convites...

O andarilho se vai
O poeta dentro dele
Mais uma vez
Encontrar-se vivo...

Autor - Jorge Leite de Siqueira
Direitos reservados ao autor...

Poesia – O andarilho na BR116

Quilômetro zero
Estou pronto
A rede de televisão me filma
O repórter me entrevista...

Falo sobre a idéia
Falo sobre o que pretendo
Falo sobre meus planos...

É chegada a hora...

O andarilho se vai
O poeta andarilho se solidifica
O poeta cria vida...

A camisa especial para o evento
Reflete a capa do livro que escrevi.
Tenho reservas, à venda,
Quem comprar me ajuda na empreitada que criei...

A idéia é aparecer...

Quero chamar a atenção
E conseguir apoio de uma editora
Que publique meus livros
E que me faça conhecido no Brasil inteiro...

Nessa era virtual
Quem não chama a atenção não se destaca.
E quem não se destaca
Não consegue nada...

Inteligência apenas?
Não basta.
Tem que ter algo mais...

Quero chegar a São Paulo.
São três mil quilômetros...

Tentarei andar trinta quilômetros por dia
Ou seja,
Em cem dias completarei a missão...

Quer dizer, descontando algumas possíveis paradas...

O roteiro está feito
Os contatos existem
As amizades virtuais foram consolidadas
Consegui apoios
Tudo virtual...

Andarei à luz do dia
Chova ou faça sol
Não aceitarei carona
Mas aceitarei comida...

Não quero esmolas...

Onde dormir?
Na casa de meus contatos
Ou numa rede
Entre duas árvores
Mesmo na beira da estrada...

Vai dar certo?
Quem sabe?

Sei que vou tentar
Sei que não estarei sozinho
Sei que muitos me apoiarão...

Quero publicar meus livros...

Aceito uma camisa, quando a minha se rasgar.
Aceito um sapato, quando o meu furar.
Aceito um prato de arroz, quando tiver fome...

Não levarei reservas
Apenas um pouco de dinheiro
Mas espero não usar...

Estou preparado.
Acabou a entrevista
Vou começar...

São oito horas
Estou ao vivo na televisão
Até Ana Maria Braga falou comigo...

Meus filhos soltam foguetes
Meus amigos gritam palavras de incentivo
O pessoal da faculdade faz bagunça...

Câmeras me filmam
Máquinas me fotografam
Já estou chamando a atenção...

Uma melancia no pescoço não seria igual...

Sei que alguns me chamarão de louco
Mas outros me chamarão de gênio.
Vão revelar meus defeitos
Mas falarão de minhas virtudes.
O que quero é aparecer
E publicar meus livros...

Quero publicidade...

Os primeiros passos são complicados
A mochila está pesada
A tevê me acompanha, ao vivo,
Mas, daqui a pouco estarei sozinho
E então veremos do que sou capaz...

A solidão é maravilhosa...

Onde dormir?
Espero convites.
Palestras?
Espero convites.
Quer publicar o livro?
Espero convites...

O andarilho se vai
O poeta dentro dele
Mais uma vez
Encontrar-se vivo...

Autor - Jorge Leite de Siqueira
Direitos reservados ao autor...

Poesia – Falar de Deus

Lá atrás
Antes de Isaac, de Jacó,
Antes de Davi, de Abraão,
Bem antes, muito antes,
O Homem não sabia falar...

Um raio caiu
Queimou a árvore
E mostrou o fogo ao Homem
Que se ajoelhou
E conheceu Deus...

Mesmo sem saber o que era Deus...

E altares foram criados
E animais sacrificados
E o conhecimento disseminado...

Hoje, piores que na Idade da Pedra
Queremos ser ateus
E não ver a bondade de Deus...

Só vemos o mal
Em jornais, revistas e televisão.
Só vemos o ódio
Nas palavras, nos gestos, nas pessoas.
Não vemos o amor
Esquecemos de Deus...

Falta-nos a Luz...

A mesma luz
Aquela criada por Deus
No início de Tudo...

“Haja luz! E viu Deus que a luz era boa...”

Autor - Jorge Leite de Siqueira
Direitos reservados ao autor...

Poesia – A rede da varanda

A rede,
A varanda,
O vento.
O movimento, lento, da rede...

Eu e você
Corpos nus
Puro amor...

Na rede, na varanda...

O vento mais calmo
Embala nosso sono
De amantes saciados...

Abraçados
Esperamos raiar o dia
E o sol nos acordar
Na rede
Na varanda...

No quarto andar...

Autor - Jorge Leite de Siqueira
Direitos reservados ao autor

Poesia – Há quanto tempo

Olá!
Tudo bem?
Há quanto tempo!
Você está bonita.
Parabéns...

Eu?
Desculpe-me.
Mudei bastante...

Desculpe-me os olhos triste
Não tenho sorrido muito
E os olhos são reflexos da alma...

Desculpe-me estar tão magro
Acho que por não comer
Fiquei mais magro...

E mais fraco também...

Desculpe-me o cabelo grande
Desculpe-me a barba enorme
Desculpe-me a roupa rasgada...

Não sou o mesmo
Desde que você se foi.
Desculpe-me!
Perdi até minha personalidade...

Autor - Jorge Leite de Siqueira
Direitos reservados ao autor...

08 novembro 2009

COMENTÁRIOS SOBRE MEU LIVRO

Estes comentários sobre o livro FAROESTE CABOCLO - O LIVRO, que escrevi, foram retirados do site www.skoob.com.br:

1) É o tipo do livro que poderia muito bem substituir os paradidáticos sem-sal que dão para o pessoal do Ginásio/Ensino Médio ler.

A história, que nada mais é do que uma versão "extended" da já longa letra de "Faroeste Caboclo", passa com maestria os pontos mais fortes e delicados da história de João de Santo Cristo.

Recomendadíssimo para quem gosta da música, mas nem tanto pra quem gostaria de ler um livro sobre Renato Russo. Para esses, "Renato Russo de A a Z" pode vir a ser uma melhor pedida...

(Wendell Raphael)

2) Muito bom livro, o autor soube encaixar muito bem trechos de músicas de Renato Russo na tão famosa "Faroeste Caboclo" música da Legião Urbana que dá título ao livro e base a todo o enredo do livro...

(Holden)

3) Pra fã de Legião

O Livro mais parece uma enorme redação, mas prende quem é fã de Legião.
Renato Russo é um ícone e tem fãs que defendem sua memória e sua obra a ferro e fogo, ao ponto de implicar com cd's póstumos.

Os mais fanáticos podem ficar injuriados por alguém ter tido a "ousadia" de reescrever/deturpar a obra do Renato Russo (sim, já ouvi isso por ai), mas no somatório geral é um bom livro!

O autor casou um monte de outras músicas na história de 'faroeste caboclo', o que em algumas passagens, muda um pouco o sentido da música original, apesar de casar bem com a história que está sendo contada.

De fã pra fã: é uma homenagem!

Vale a leitura...

(Carol Rodrigues)

02 novembro 2009

POESIA - A LUA É DOS POETAS

Por que a NASA explodiu a lua?
Quer dizer, explodiu duas naves
Na lua...

Quem autorizou?
A lua é minha
A lua é dos poetas...

A lua é da NASA?
Eu não assinei nada
Eu não vendi nada
Eu não autorizei nada...

A lua é dos poetas...

Autor: Jorge Leite de Siqueira
Todos os direitos reservados...

POESIA - CÍRCULO

Um círculo
Riscado ao meu redor
Eletrificado por traumas
Exemplificado por erros...

Um círculo
Limite inconsciente da busca
Perímetro incondicional da razão
Espaço insuficiente de atmosfera...

Um círculo
Desenhado por meus pais
Rabisco pelos professores
Corrigido pelo patrão...

Um círculo
Que agora apago...

Autor: Jorge Leite de Siqueira
Todos os direitos reservados...

POESIA - CÍRCULO


Um círculo
Riscado ao meu redor
Eletrificado por traumas
Exemplificado por erros...

Um círculo
Limite inconsciente da busca
Perímetro incondicional da razão
Espaço insuficiente de atmosfera...

Um círculo
Desenhado por meus pais
Rabisco pelos professores
Corrigido pelo patrão...

Um círculo
Que agora apago...

Autor: Jorge Leite de Siqueira
Todos os direitos reservados...

POESIA - A MÃO DE PETER PAN

Pulei!
Não sei quantos anos eu tinha.
Lembro que era pequeno
Menor que um metro...

Mesmo assim, pulei...

No pulo, vi meu futuro.
Não gostei do que vi...

Também vi uma mão
Estendida
Querendo me ajudar
Querendo me salvar do futuro
Daquele futuro...

Era Peter Pan!

Segurei-a!
E não mais a soltei...

Autor: Jorge Leite de Siqueira
Todos os direitos resxervados...

POESIA - TENTAÇÕES

A loja
Chocolate na vitrine
Tantas cores
Tantos recheios
E estou de regime...

O bar
Cerveja na geladeira
Tantas marcas
Tantos tamanhos
E estou em tratamento...

A rua
Mulheres nas calçadas
Tantas formas
Tantos estilos
E estou casado...

Tem algo errado comigo...

Autor: Jorge Leite de Siqueira
Todos os direitos reservados...

POESIA - PULEI AO MAR

Pulei ao mar.
Não pensei nos tubarões,
Nem nas marés.
Queria fugir da rotina...

Nadei.
Furei ondas,
A correnteza me levou pra longe.
Encontrei piratas,
Visitei sereias,
Conversei com Netuno...

E voltei...

Fui, por mim.
Voltei, por você...

Autor: Jorge Leite de Siqueira
Todos os direitos reservados...

POESIA - A PRIMEIRA PALAVRA

Nas trevas
Um ser
(homem, na ascendência)
Descobre o fogo
Pintando na parede
A magia da escrita...

A invenção da Luz
A verdadeira Luz
Que mudou tudo
Expressa na tinta intacta na caverna...

Faça-se a luz!
E o ser escreveu “A”...

Autor: Jorge Leite de Siqueira
Todos os direitos reservados...

POESIA - A FORMIGA

E a formiga
Que nada tem a ver com poesia
É esmagada por meus dedos
Que seguram o palito
Brincando de Deus...

Autor: Jorge Leite de Siqueira
Todos os direitos reservados...

POESIA - RISO INTERIOR



Um riso interior.
É isso!
Um riso no âmago...

Um riso que chora
Nos olhos
No exterior
Mas, no interior é um riso...

Um riso que ninguém vê
Apenas eu
Com algum esforço...

Um riso interior
Mas, que não é alegria...

Autor: Jorge Leite de Siqueira
Todos os direitos reservados...

POESIA - O BURACO

Previna-se!
Há um buraco à sua frente
Não vá cair...

Eu trago esse buraco comigo
Eu mesmo o cavei
E você, à minha frente,
Corre riscos
De cair...

Não me encares!
Há um buraco...

Autor: Jorge Leite de Siqueira
Todos os direitos reservados...



POESIA - O BURACO

Previna-se!
Há um buraco à sua frente
Não vá cair...

Eu trago esse buraco comigo
Eu mesmo o cavei
E você, à minha frente,
Corre riscos
De cair...

Não me encares!
Há um buraco...

Autor: Jorge Leite de Siqueira
Todos os direitos reservados...





20 outubro 2009

MULHER MELANCIA? MORANGUINHO? E OS HOMENS???

HOMEM Camarão : só tem merda na cabeça, mas é gostoso e você come assim mesmo.

HOMEM Caranguejo: é feio e peludo, mas você bate nele, limpa direitinho e come.

HOMEM Pão : tem sempre o mesmo gosto, mas você come todo dia.

HOMEM Aperitivo : acompanhado de uma bebida você come e ainda acha bom.

HOMEM Maracujá : é todo enrugado, você come e depois sente vontade de dormir...

HOMEM Lagosta : só come quem tem dinheiro.

HOMEM Caviar : você sabe que alguém está comendo, mas não é ninguém que você conheça.

HOMEM Bacalhau : você só come uma vez por ano.

HOMEM Maionese de Fim de Festa : todo mundo te avisa pra não comer, mas você come porque está desesperada; arrepende-se e depois passa mal.

HOMEM Rã : todo mundo já comeu, menos você.

HOMEM Salada : é bonito, mas quando você come descobre que não é tão gostoso assim.

HOMEM Marmita : não é lá essa coisa, mas você come rapidinho.

HOMEM Cafezinho de Supermercado : você nem faz questão, mas como é de graça, você come.

HOMEM Jiló : é horrível, mas você conhece alguém que come.

HOMEM Docinho de Festa : você fica com vergonha de chegar junto, então vem outra, come e deixa você chupando dedo..

HOMEM Cogumelo Venenoso : comeu, ta fudido.

HOMEM Feijoada : você come e ele fica te enchendo o dia todinho.

HOMEM Coqueiro : pode trepar que não tem galho.

HOMEM Miojo : em um minuto ta pronto pra comer.

HOMEM Coca 2 litros : dá pra seis

HOMEM pé de chuchu: Você é obrigado a comer senão a vizinha vai lá e come.

HOMEM BIS : você come, repete e nem se lembra das calorias.

15 outubro 2009

Poesia – Veneno

Fel na língua,
Mel na garganta.
Vida na agulha,
Morte na presa...

No cristal da taça
Bóiam palavras no veneno.
Misturam-se aos poucos...

Homogêneos...

Bebo, aos goles;
Rumino, lentamente;
Regurgito, aos borbotões...

Invado sua mente...

O veneno que me dá a beber
Intoxica a sua consciência...

Autor: Jorge Leite de Siqueira
(Todos os direitos reservados)

14 outubro 2009

Poesia – O sopro divino

A vida
O sopro no barro
Que só seria barro
Sem a presença divina...

O sopro
Que se renova pelas manhãs
Quando abro os olhos
E percebo a vida
Depois da morte do sono...

Agradeço o sopro a Deus
E a força que me deu
Para matar outro leão
Aquele de cada dia...

De terno ou bermudas
Visto um sorriso
E vou à luta...

Voltarei à noite
Trazendo o mesmo sorriso
A pele do leão morto
E o sopro divino...

Pela fé estou vivo,
Pela fé viverei...

Autor: Jorge Leite de Siqueira
(Todos os direitos reservados)

13 outubro 2009

Poesia – Pensando demais

A alegria
Na risada alheia
No motivo banal
Por detrás das paredes
Me leva a pensar
Que não rio...

Penso demais para rir...

Autor: Jorge Leite de Siqueira
(Todos os direitos reservados)

Poesia - Entreguei a direção de minha vida a Deus

Não agüento mais!
É muito desastre em meu caminho!
Sou um péssimo motorista...

Vou devolver a carteira
Não quero mais dirigir
Eu desisto...

Preciso de um motorista
Alguém em quem eu possa confiar
Pois cansei das trombadas
De quebrar a cara.
Quero ser apenas passageiro...

Apresentaram-me um motorista!
Um bom motorista!
Seu currículo é ótimo...

Com ele não corro perigo
Os buracos sumirão
A velocidade será sempre a justa
E os acidentes desaparecerão de minha vida...

Destino?
Nem quero saber para onde vou.
Sempre fiz meu roteiro
E sempre me dei mal.
Agora, não!
Agora vou para onde devo ir...

Chega dos caminhos tortos!
Chega da escuridão!
Agora terei rumo...

Agora, tudo faz sentido!
Deus dirige para mim...

Autor: Jorge Leite de Siqueira
(Todos os direitos reservados)

Poesia - O vento

Viro vento
E sigo teu cheiro
Entre árvores
Montanhas
E invado a cidade
Desvio de carros
Subo em prédios
E te encontro
Com janelas abertas
Assistindo televisão...

Embaralho teus cabelos
Arrepio tua nuca
E jogo papéis pelo chão...

Eu te deixo maluca...

Você tenta me expulsar
Aproveito e levanto teu vestido
Congelo o tempo
Rodeado ao teu corpo
Abraço a você...

Mas, você fecha a janela...

Vou para fora
E fico batendo no vidro da janela
Empurrando a porta
Implorando para entrar
E te abraçar novamente
Tê-la nos braços
Mais uma vez...

Cansado
Paro de tentar
E volto para o mundo
Desmanchando-me em redemoinhos
Desejando-me furacão
Que me leve a você
Ou te traga a mim...

Tão rápido vou
Que nem preciso de tempo
Para medir meu amor...

Autor: Jorge Leite de Siqueira
(Todos os direitos reservados)

Poesia – How deep is your love?

No radio
Elton John, Phil Collins,
Bee Gees…

Domingo à noite
Flashback...

Não mereço!
O pensamento voa
Volta anos, séculos, milênios,
Não evito as lágrimas...

São as últimas?
Antes fossem!
Que derramassem o balde!
Por mim...

Não serão...

Quero mudar
Me encontrar
Mas não está fácil...

Estou tentando
Mas não consigo...

Agora está pior!
As coisas se complicam
E sinto que estou perdido...

Ou estou aprendendo...

Quem sabe!
Torço para que amanhã,
Quando o sol brilhar
Eu receba boas notícias
E crie asas novamente...

Não para voar a esmo,
Mas, para apenas voar.
Nem isso faço mais...

O peso nas costas é demais
O fardo na consciência é enorme
E não consigo levantar vôo...

Amanhã...

Sim, amanhã.
Os raios de sol brilharão
Iluminarão minha alma
E voltarei a sorrir...

Amanhã...

Porque, agora,
Domingo à noite,
Sozinho neste quarto
Só enxugo lágrimas...

How deep is your love...

Autor: Jorge Leite de Siqueira
(Todos os direitos reservados)

20 agosto 2009

PIADA

Mãe: Alô?

Filha: Mãe? Posso deixar os meninos contigo hoje à noite?

Mãe: Vai sair?

Filha: Vou...

Mãe: Com quem?

Filha: Com um amigo.

Mãe: Não entendo porque você se separou do teu marido, um homem tão bom...

Filha: Mãe! Eu não me separei dele! ELE que se separou de mim!

Mãe: É... você me perde o marido e agora fica saindo por aí com qualquer um...

Filha: Eu não saio por aí com qualquer um. Posso deixar os meninos?

Mãe: Eu nunca deixei vocês com a minha mãe, para sair com um homem que não fosse teu pai!

Filha: Eu sei, mãe. Tem muita coisa que você fez que eu não faço!

Mãe: O que você tá querendo dizer?

Filha: Nada! Só quero saber se posso deixar os meninos.

Mãe: Vai passar a noite com o outro? E se teu marido ficar sabendo?

Filha: Meu EX-marido!! Não acho que vai ligar muito, não deve ter dormido uma noite sozinho desde a separação!

Mãe: Então você vai dormir com o vagabundo!

Filha: Não é um vagabundo!!!

Mãe: Um homem que fica saindo com uma divorciada com filhos só pode ser um vagabundo, um aproveitador!

Filha: Não vou discutir, mãe. Deixo os meninos ou não?

Mãe: Coitados... com uma mãe assim...

Filha: Assim como?

Mãe: Irresponsável! Inconseqüente! Por isso teu marido te deixou!

Filha: CHEGA!!!

Mãe: Ainda por cima grita comigo! Aposto que com o vagabundo que tá saindo contigo você não grita.

Filha: Agora tá preocupada com o vagabundo?

Mãe: Eu não disse que era vagabundo!? Percebi de cara!

Filha: Tchau!!

Mãe: Espera, não desliga! A que horas vai trazer os meninos?

Filha: Não vou. Não vou levar os meninos, também agora não vou mais sair!

Mãe: Não vai sair? Vai ficar em casa? E você acha o que, que o príncipe encantado vai bater na tua porta? Uma mulher na tua idade, com dois filhos, pensa que é fácil encontrar marido? Se deixar passar mais dois anos, aí sim que vai ficar sozinha a vida toda! Depois não vai dizer que não avisei! Eu acho um absurdo, na tua idade você ainda precisar que EU te empurre para sair!

18 agosto 2009

ESTRESSADOS

Senhor, dê-me serenidade para aceitar as coisas que não posso mudar, coragem para mudar as coisas que não posso aceitar, e sabedoria para esconder os corpos daquelas pessoas que eu tiver que matar por estarem me enchendo o saco.

Também, me ajude a ser cuidadoso com os calos em que piso hoje, pois eles podem estar diretamente conectados aos sacos que terei que puxar amanhã.

Ajude-me, sempre, a dar 100% de mim no meu Trabalho...

12% na segunda-feira,
23% na terça-feira,
40% na quarta-feira,
20% na quinta-feira e
5% na sexta-feira.

E... Ajude-me sempre a lembrar, quando estiver tendo um dia realmente ruim e todos parecerem estar me enchendo o saco, que são necessários 42 músculos para socar alguém e apenas 4 para estender meu dedo médio e mandá-lo para aquele lugar...

Que assim seja!!!

Viva todos os dias de sua vida como se fosse o último.
Um dia, você acerta!

FRASES DITAS POUCO ANTES DE MORRER

- Atira se for homem.

- Atravessa correndo que dá.

- Ah, não se preocupe, o que não mata, engorda.

- Fica tranqüilo que este alicate é isolado.

- Sabe qual a chance de isso acontecer? Uma em um milhão.

- Essa camisa do Palmeiras não é minha não….eu sou corintiano como vocês.

- Adoro essas ruas pois são super tranqüilas.

- Tem certeza que não tem perigo?

- Nem acredito que vou saltar de pára-quedas! E, ó, eu mesmo que dobrei!

- Aqui é o PT-965 decolando em seu primeiro vôo solo.

- Confie em mim!

- Aqui é o piloto. Vamos passar por uma ligeira turbulência.

- Capacete? Imagina, tá calor.

- Eu sempre mudei a temperatura do chuveiro com ele ligado…

- Deixa comigo.

- Desce desse ônibus e me encara de frente, sua bicha!

- Você é grande mas não é dois!

- Kung-Fu nada. Eu vou acabar com você.

- Vamos lá que não tem erro.

- Pode mexer. É Pitbull, mas é mansinho.

14 agosto 2009

PIADA: GORILA

Um casal está no zoológico e passa pela jaula do gorila macho.

- Marcos - diz a mulher - sabia que os gorilas são os animais mais parecidos com o ser humano relativamente ao seu comportamento? Olha só, vou mostrar um seio meu e aposto que se vai excitar como um homem. Maria mostra o seio e o gorila começa a ficar excitado e a mover as barras da jaula.

- Viu? - diz a mulher - os homens são iguaizinhos a eles, não conseguem controlar os seus instintos animais.

E Marcos diz-lhe:

- Agora lhe mostra os dois seios, para ver o que acontece.

A mulher levanta a blusa e mostra-lhe os dois seios, e o gorila ainda fica mais excitado e desesperado por sair.

Marcos diz:

- Incrível, agora desce as calças e mostra a bunda, só para ver o que se acontece!

A mulher abaixa a calça, e o gorila, completamente excitado, arrebenta as barras da jaula, sai e agarra a mulher.

- Marcos me ajuda!

E Marcos fala:

- Agora, explica pra ele:

Que hoje não está com vontade...
Que está com dor de cabeça...
Que está cansada...
Que está com dor de garganta...
Que trabalhou demais...
Que tão depressa nãooooo...
Que te entenda como mulher...
Que está deprimida...
Que está menstruada...
Que está enjoada...
Que só quer que te abrace...
Que está nervosa...
Que tem que acordar muito cedo...
Que hoje acordou muito cedo...
Que andou muito hoje...
Que está super ca rente e só quer carinho...
Que está muito tensa e só quer massagens de relaxamento...
Que está com vontade de ver TV...
Que não quer perder a novela...

-Aí eu quero ver se ele te entende... Isso, eu quero ver!

09 agosto 2009

MEUS LIVROS ESTÃO À VENDA

LIVRO FAROESTE CABOCLO
R$ 40,00
http://clubedeautores.com.br/book/3801--FAROESTE_CABOCLO__O_LIVRO

LIVRO AS AVENTURAS DE CLARINHA
R$ 35,00
http://clubedeautores.com.br/book/3803--AS_AVENTURAS_DE_CLARINHA

LIVRO DIÁRIO POÉTICO DE UM ANDARILHO
R$ 30,00
http://clubedeautores.com.br/book/3805--DIARIO_POETICO_DE_UM_ANDARILHO

LIVRO O POETA ANDARILHO
R$ 40,00
http://clubedeautores.com.br/book/3806--O_POETA_ANDARILHO

LIVRO CONTOS DO ANDARILHO
R$ 30,00
http://clubedeautores.com.br/book/3807--CONTOS_DO_ANDARILHO









06 agosto 2009

PIADA - COMPLÔ CONTRA OS HOMENS

Três mulheres, em reunião, resolveram fazer um complô contra os homens, e decretaram que, a partir daquela data, não iriam fazer mais nada em casa.

Três meses depois, em outra reunião, elas decidiram contar o que tinha acontecido daquela data em diante.

Primeiro, a francesa:

"Eu quando cheguei em casa fui logo dizendo ao meu marido que a partir de hoje não faço mais nada aqui em casa. Não cozinho um grão de arroz..."
No 1º dia não vi nada.
No 2º dia não vi nada.
No 3º dia já o vi cozinhando seu arroz, fritando um ovo... e agora ele está pensando em abrir uma rotisserrie!!!

Aí a americana contou:

"Quando cheguei em casa fui logo avisando a novidade. Não lavo mais uma peça de roupa. Nem uma cueca..."
No 1º dia não vi nada..
No 2º dia também não vi nada.
No 3º dia já o vi indo para o tanque, lavando suas cuecas... ele já tem um sócio pra abrir uma lavanderia!!!

Aí foi a vez da brasileira, Raimundinha, nordestina, ali, do Ceará:

"Chegando em casa já fui logo gritando forte, não faço mais porra nenhuma aqui em casa, mas nada mesmo..."
No 1º dia não vi nada.
No 2º dia não vi nada.
No 3º dia continuei não vendo nada
No 4º dia fui voltando a enxergar, o olho já foi desinchando, já dava até pra ver o vulto dos meninos...

05 agosto 2009

Poesia - Light

Stress ao extremo
Taquicardia constante
Noites e mais noites de insônia...

Acabei no médico...

Sentado
Fila de espera
Nervoso
Olho no relógio a cada dois minutos...

Televisão ligada
Ventilador no máximo
Sala lotada
Sou o décimo-terceiro...

Do meu lado esquerdo
Um rapaz, feliz, sorridente,
Conta que não tem com que se preocupar
Afinal, é pobre, não tem nada...

Não tem nada a perder...

Do meu lado direito
Uma senhora, feliz, sorridente,
Pergunta meu nome
Eu falo
E conto mais uma porção de coisas...

Ela presta atenção
Mas, cinco minutos depois
Pergunta meu nome novamente...

Seu filho me explica
Fala que ela operou o cérebro
E esquece tudo
O bom e o ruim
O bem e o mal...

Por isso é feliz
Não tem com o que se preocupar...

Nem precisei da consulta.
Saí curado...

Aprendi a ser feliz
Não tendo nada
Afinal não posso perder nada;
E comecei a viver o presente
Esquecendo o passado
E não me preocupando com o futuro...

Os exemplos podem estar perto
Muito perto
E nem sabemos perceber a felicidade
Ao alcance de nossas mãos...

Autor - Jorge Leite de Siqueira




Poesia – Máscaras

Você me pede
Implora
Diz que é importante ver meus olhos...

Eu não posso mostrar
Por isso uso máscaras...

Já me pintei
Mas, manchava quando chorava.
Não me pinto mais.
As máscaras me escondem melhor...

Auto - Jorge Leite de Siqueira

Dez mitos sobre dietas

Muitos mitos você com certeza já deve ter ouvido e talvez até possa acreditar, mas o fato é que não correspondem à realidade. Aqui vão ...