A crise me faz pensar...
E penso...
Somos insignificantes
Valemos muito pouco
Ou nada, em alguns casos...
Abro minha casa
Tiro minha roupa
Escancaro minha alma
E, de repente, o fim...
Que estranho...
Como os sentimentos acabam repentinamente?
Ou será que nunca existiram?
Todas as pessoas são iguais?
Eu não sou igual a ninguém
Creio que não
E se tem alguém igual a mim, não conheço...
Tenho sangue
Sinto-o correndo dentro de mim
Sinto o coração.
Agora tenho um vazio na alma
A falta de alguma coisa dentro de mim...
Alguma coisa foi arrancada de mim...
Mas, estamos no século vinte e um
Devo ser diferente
E pensar em coisas diversas...
Coisas boas, talvez...
AUTOR: JORGE LEITE DE SIQUEIRA
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