Doce.
Mesmo que não te escute tanto
Sinto teu mel lambuzando meus ouvidos
E acalmando minha alma...
Doce.
Sinto na audição
Degusto nos tímpanos
Como um deus mitológico e seus poderes...
Doce.
Que me traz o sol para perto
E me deixa o sal do mar tão claro
E transforma a fúria em correnteza amena...
Doce.
Que me transforma
De leão a gato
De senhor a escravo...
Doce voz a tua
Que agradeço aos Cosmos por existir...
AUTOR: JORGE LEITE DE SIQUEIRA
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