23 Abril 2010

POESIA 1724 – MEU PRÓPRIO MOLDE

Corro na superfície.
Sou medroso
Temo a profundidade
Não quero me aprofundar mais do que posso...

Perco mais que ganho
É inerente a mim...

Também é parte de mim voar.
Temo o solo
Receio tropeçar, cair,
E nunca mais me levantar...

Por isso vago sozinho...

Quero mudar
Conhecer o mistério
Ver o que só os raros vêem
Entender os sonhos
(os meus, principalmente)
As utopias
Que me isolam da realidade...

Quero ter o abstrato nas mãos
Como barro
E formar o meu próprio molde...

Cansei de apenas assistir...

AUTOR: JORGE LEITE DE SIQUEIRA

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