Corro na superfície.
Sou medroso
Temo a profundidade
Não quero me aprofundar mais do que posso...
Perco mais que ganho
É inerente a mim...
Também é parte de mim voar.
Temo o solo
Receio tropeçar, cair,
E nunca mais me levantar...
Por isso vago sozinho...
Quero mudar
Conhecer o mistério
Ver o que só os raros vêem
Entender os sonhos
(os meus, principalmente)
As utopias
Que me isolam da realidade...
Quero ter o abstrato nas mãos
Como barro
E formar o meu próprio molde...
Cansei de apenas assistir...
AUTOR: JORGE LEITE DE SIQUEIRA
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