03 Abril 2010

POESIAS DE UM SÁBADO DE ALELUIA À TARDE

1691 – ESTRANHAS REGRAS

Somos tão estranhos!
Escolhemos a escola
Escolhemos o trabalho
Escolhemos os namorados...

Você é minha!
Agora não te quero mais!
As regras são tão estranhas...

Nasci na época errada...


1692 – EGOÍSTAS ESPACIAIS

O infinito do espaço
Com tantas galáxias desconhecidas
Tantos planetas por desvendar
E nós, humanos egoístas,
Acreditamos que só há vida aqui na Terra...

Somos tão egoístas
Que criamos um Deus
Único, infinito como o Espaço,
Mas, nosso, terrestre...

Ah, quão idiotas somos...


1693 – MÚSICA PARA DORMIR

Ouço música para dormir
E a mesma música me acorda
Quando vira barulho em meu sono...

Preferia ser máquina
Ter um botão para desligar.
Não gosto de ser esse relógio quebrado que sou
Que pára e anda
Sem noção de nada...


1694 – MÁ COMPANHIA

Eu não gosto de mim
Não gosto de minha companhia
Sou doente, chato, irritante...

Entendo o que você sente.
Se eu fosse você
Também me abandonaria.
Já pensei nessa hipótese...

Se eu pudesse, eu também me expulsaria de mim...


1695 – DESPEDIDA

Trouxe-te flores
Para se lembrar que te amei.
Os bombons,
Pode comer.
O ursinho de pelúcia,
Guarde.
Você pode precisar dele,
Um dia,
Se sentir saudades...

Eu ficarei bem.
Choro um pouco, mas vai passar.
Pode ficar tranqüila...

Não é a primeira vez
Tudo se arruma
O tempo cura tudo:
A dor, as lágrimas...

Como das outras vezes...

AUTOR: JORGE LEITE DE SIQUEIRA

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