27 junho 2010

OITAVAS - COPA DO MUNDO





POESIA 1842 – SEM MEMÓRIA

Meu destino
Escrito em um livro de poemas
Descreve minha utopia
E me transforma em sonhos a realizar...

Algumas páginas deste livro ainda estão por escrever
Esperam por mim
Por meu livre-arbítrio...

Por enquanto as deixo em branco...

Quando tento escrevê-las não sei o que quero
É uma confusão
Que me deixa pensando apenas no futuro
E me faz esquecer o passado...

O presente segue
Em branco
Sem uma única linha escrita
Racional ou utopicamente...

Nada...

É como um sono
Que não acaba nunca
E me faz igual a todos...

Igual a todos nesta dimensão...

JORGE LEITE DE SIQUEIRA

26 junho 2010

POESIA 1841 – ESTAÇÕES QUE SE SUCEDEM

Ah, nossas vidas,
Estações que se sucedem
No espírito
No corpo...

Calor e frio,
Cinza e colorido...

Ah, minha vida...

Antigamente as estações demoravam a mudar
Eram meses coloridos, felizes, quentes,
Eram anos bem agasalhado
E eu era feliz...

Hoje, não...

Hoje as estações mudam rapidamente
Em dias, em horas,
Às vezes em minutos...

O calor de meu coração esfria em instantes...

Palavras me alteram
Gritos me irritam
Presenças me incomodam...

E assim vivo
Estação após estação
Um escravo esperando o descanso...

Mesmo que seja eterno...

JORGE LEITE DE SIQUEIRA

COPA 2010

POESIA 1840 – OS QUATRO ELEMENTOS

Meus pés, cansados,
Tentam suportar a caminhada
Escalando pedras emocionais
Transpondo o lamaçal psicológico em que me encontro
E que não consigo exterminar
Com palavras
E muito menos com ações...

Dou um passo para frente
O vento me traz dois para trás.
A chuva me molha a alma
Pois tento ajudar
Mas sei que sou doente
E um doente não pode ajudar a outro...

Respiro com dificuldade.
Falta-me algo...

Ou apenas sou alérgico...?

Feliz?
Não!
Eu nunca te disse que sou feliz...

Se eu pudesse recomeçar, eu recomeçaria,
Mas, não posso.
Suicídio não é a solução...

Preciso de milagres...

Ou de anti-milagres:
O barro com cuspe que me cegue
O sopro divino que me emudeça
O toque que me decepe as pernas...

Preciso que os elementos me ouçam
E me levem de volta...

Para onde?
Eu também não sei.
Só sei que nunca deveria ter saído de lá...

JORGE LEITE DE SIQUEIRA

COPA 2010

25 junho 2010

COPA 2010

JÁ ESTÃO ACOSTUMADOS A PERDER?
MAIS UMA VEZ, BRASIL!!!!


COPA 2010

JOGOS DAS OITAVAS DE FINAL

RESULTADOS FINAIS DO GRUPO G

RESULTADOS FINAIS DO GRUPO H

POESIAS

1837 – A RESPOSTA

Eu procuro a resposta
A chave certa
A carapuça que me caiba...

Não
Não procuro a estrela no ombro
A metade da laranja
Não quero paixão...

Quero a resposta.
Aliás, as respostas
Para as perguntas que farei
Mesmo antes de perguntar
Apenas por pensar em fazê-las
Mesmo sem sabê-las
Mas por saber existi-las...

A resposta
A carapuça
A chave que abra as portas
Da minha vida
Ou da minha morte...

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1838 – PREDESTINADO

Eu tenho sorte
Muita sorte
E estou sempre no lugar certo
Na hora certa...

Dizem que sou inteligente.
Sou nada.
Dizem que sou esforçado.
Sou nada.
Eu tenho sorte...

Não me imite
Não me inveje
Não me copie
Não me siga...

Nada vai adiantar...

Eu não sou nada
Nada
Além de sortudo...

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1839 – BOMBAS E ATENTADOS

Antes
Quando eu era novo
Ouvia sempre falar de guerra.
Era atômica
Era nuclear
Era fim do mundo...

Antes...

Depois veio uma falta de guerra
E a apreensão dos atentados.
Homens bombas
Aviões que batem em prédios
Pacotes explosivos
Pós em envelopes...

Suspeitas de doenças criadas
Líderes traidores
Ditadores retrógrados...

Não sei o que é melhor:
As guerras do passado ou os atentados de agora.
Mas, sei o que é pior:
O Homem...

JORGE LEITE DE SIQUEIRA

COPA 2010

23 junho 2010

COPA 2010

OITAVAS DE FINAL

RESULTADO FINAL DO GRUPO D

POESIAS

1826 – SONHEI QUE SONHAVA

Eu sonhei.
No sonho, eu sonhava.
Acordei...

E ainda continuo sonhando...

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1827 – RUA IMUNDA

Minha rua está imunda!
Não, não é sujeira,
É gente
É traficante de drogas...

Ah, se essa rua fosse minha...

Lembro as palavras bíblicas:
“Ao pó voltarás...”
Tento entender
Mas, de pó nada entendo...

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1828 – MÚLTIPLAS ALTERNATIVAS

Ódio ou amor?
Guerra ou paz?
Certo ou errado?
Ele ou eu?

Opções
Que surgem
Para você...

Ainda bem que amo uma só...

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1829 – CONTRADITÓRIO

Tenho tudo em mim
Na cabeça
Dentro da cabeça
Voando em meu cérebro...

O desejo
A ambição
O amor...

Às vezes sou bom
Às vezes sou mau
Revezamento social
Que preciso usar
Para ser normal...

Mas, não me sinto normal.
Prefiro a solidão da caverna
À solidão da multidão...

Adoro minha companhia...

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1830 – QUEM É O FANTASMA?

Coitada dela.
É um fantasma
Mas pensa que está viva...

Sentada ali em minha frente
Olhos verdes
Assustados
Como se visse fantasmas...

Ela é um fantasma...

Mas, continua cuidando da casa,
Faz comida
Como se estivesse viva...

Coitada...

Encara-me
Grita comigo
Tenta me assustar
Mas, não me assusto facilmente...

Não entendo o que ela fala
Nem o que ela pensa...

O fantasma sou eu?

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1831 – O CÉU É AQUI

Como será o céu?
Ouro?
E quem não gosta de ouro?
Algodão?
Será que tem mar no céu?
E montanhas?

O que poderia ter no céu que não tenhamos aqui?
O céu é aqui...

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1832 – SER FANTASMA

Noite silenciosa.
Como meus olhos não se fecham
Resolvo passear pela casa
Como um fantasma
Ou um ladrão silencioso...

O gato me olha, quer comida.
O gato sempre quer comida.
Corre atrás da barata que também saiu para passear.
Vira brinquedo para o gato...

O cachorro foge do sofá
Volta para seu canto:
Trapos de cobertor...

Ele acha que eu não vi onde ele estava...

No quarto, minha mãe não se mexe:
Deve estar sonhando com sua juventude.
Minha irmã ronca.
Seu filho, ao lado, conversa dormindo:
Os anjos o aconselham...

Volto para a cama,
Pego um livro.
É mais emocionante...

Ser fantasma não está com nada...

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1833 – TEMPO, TEMPO, TEMPO

O frio me arrepia, apesar de tantas roupas.
Estou sentado na grama olhando os peixes.
O parque está lotado
E estou tão sozinho...

Quero um abraço
Quero um beijo
Quero sentir seu cheiro...

Sinto sua falta
E sinto medo
De ver o tempo passando...

Tempo, tempo, tempo...

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1834 – A VIDA CONTINUA

O peixe é manso
Encara-me
Enquanto come a migalha que joguei na água...

A abelha zumbe
Passa bem perto
E pousa na flor.
Suga algo e vai embora...

Mesmo no frio a vida continua...

Levanto-me
Volto a andar
Preciso parar de pensar
E esperar o tempo resolver tudo...

O mesmo tempo que criou essa situação...

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1835 – QUEREM PROVAS

Dizem que fui eu
Dizem que não fui
Não concluem...

Perguntam-me:
- Foi?
- Não foi?

Deixei digitais?
Não!
Deixei pegadas?
Não!
E querem que eu prove que não fui eu?

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1836 – ANJO DA GUARDA

Para o poeta nada é impossível.
Existem gnomos
Existem fadas
Existem anjos...

Para mim existem na fantasia
Existem na poesia
E existem sempre...

Eu tenho certeza e quase posso provar...


JORGE LEITE DE SIQUEIRA

COPA 2010

RESULTADOS FINAIS DO GRUPO C

OITAVAS DE FINAL

MEU ATUAL SONHO DE CONSUMO (ACEITO PRESENTE...)





Dez mitos sobre dietas

Muitos mitos você com certeza já deve ter ouvido e talvez até possa acreditar, mas o fato é que não correspondem à realidade. Aqui vão ...