12 setembro 2012

Poesia 2312 – FRAGMENTOS DE UM FRAGMENTADO




1)
 

Viver.
O que é viver?
Sentir-se peixe no aquário?
Sentir-se capacho do sistema?
Sentir-se podre entre sadios?
Ou vice-versa?

2)

Contrato.
Assine o seu, comigo,
E vamos ser felizes.
Com contrato assinado
Quem sabe
Talvez
Todavia
Eu possa cumprir...

Ou não?
Talvez minha insegurança não me permita mais
Nem isso...

3)

Vontade de ir para casa.
E ficar lá.
Sem nada pra fazer
Sem fazer nada
Só esperando...

Nem sei o quê...

4)

Passo oito horas no trabalho.
Gasto duas horas comendo ou preparando comida.
Gasto duas horas caminhando (vestindo-me, saindo de casa, caminhando, voltando).
Fico duas horas na Internet.
Ainda namoro
Tiro fotos
Ando de moto
Assisto tv.
E durmo...

Quantas horas têm um dia?

5)

Viver é perigoso.
Vai que tudo dá certo
Que não teremos de que discordar
De que discutir
De que reclamar...

Que perigo!

6)

Reclamar faz parte de nós.
Os nós fazem parte das linhas.
As linhas fazem as partes dos caminhos.
Os caminhos levam.
Todos os caminhos me levam à lona...

Os caminhos poderiam nos levar a “nós”.

7)

Faço coroas!
O cartaz
Imita-me:
Faço coroas!

Faço jovens também...

8)

A hora chega.
Todos se vão.
Só eu fico aqui
No calor...

Fones de ouvido nos ouvidos
Músicas aleatórias
Até o telefone tocar...

Espero que não toque jamais...

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