13 setembro 2012

Poesia 2314 - Luto. De preto, luto.


1)

Luto.
De preto, luto.
Por Fernando Pessoa
Por Drummond
Por Quintana.
Por Vinícius!
Por Clarice...

Estou!
De luto.
Porque
Ninguém mais
Está...

E o mundo fica mais triste quando o luto acaba...

2)

Nessa estrada só quem pode me seguir sou eu.
Claro!
Só eu tenho asas...

3)

Faz de conta!
Que eu sou feliz
Que eu sou barata
Que eu alguém
Ou eu sou batata...

Faz de conta!
Que só faço o que quero
Que só quero o que faço
Que só faço o que faço
Que não penso...

Faz de conta...

4)

Já tentei mudar
Já tentei ser feliz
Já tentei amar
Já tentei sonhar
Já tentei viver...

Tentativas em vão...

5)

Dicionário pessoal:
Viver
É o mesmo que
Ser feliz
Fazer o que se quer fazer
Seguir ruas ou voar
Ler ou dormir
Beber em abundância sem traumas nem medos
Vestir-se como se quer...

É ser livre...

6)

E se você virasse pó nesse momento?
Quem iria sentir tua falta?
Quem iria chorar tua ausência?
Quem iria lembrar-se de ti?

Cuidado com teus passos...

7)

Tudo confuso
Mas tudo está bem...

8)

Ah, essas mensagens,
Subliminares
Na minha cabeça.
Me impedem de fazer tanta coisa...

Culpa de quem?
Minha mãe?
Meu pai?
Professores?
Ídolos do rock?
Irmãos mais velhos?
Livros que eu não li?

Nunca me esqueço de usar o pé direito...

9)

Condicionados.
Somos todos condicionados.
Maldita vontade de tomar café
Que não quero
Mas preciso
Pois sou condicionado...

10)

Meu coração bate.
Forrós
Sertanejos
MPB
Ritmos que me afligem...

Loiros e morenos ritmos...

11)

Vem
Me dê a mão
Ou abrace-me
Antes que eu voe mais...

Agora é tarde...

12)

Fome.
Quase meio-dia.
Fome.
Quase meia-vida.
Fome.
De comida.
Eu não quero só comida
Quero diversão e arte também...

13)

Hoje é dia treze.
Que sorte...


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