10 dezembro 2012

MAURO SALLES





O poeta

Deixa quieto o poeta
em seu canto de cismas
Poupa explicações jamais possíveis
no momento de angústia incompreendida
Dá-lhe o silêncio necessário
à solidão procurada
Fecha a porta do quarto que o separa
do mundo

Assim
vale a pena fingir que é mesmo grande
o parco sofrimento
e que são de infinitos desenganos
as pedras do caminho

Respeita no poeta
o momento isolado
e as dores que ele abriga

Talves feitas de amor, como nos sonhos
talvez feitas de sangue, nos seus versos

Autor: Mauro Salles



===================

Presente-ausente

De presenças nada sei

Não me pertence o mistério
dos que vão no meu caminho
de todos que me acompanham
e vivem na minha vida
tristezas de lado a lado

Sou poeta dos que foram
dos que sumiram no tempo
ou dos que estão por chegar

Entendo, pressinto e vejo
seres que não se formaram
ausências que vou chorar

Autor: Mauro Salles

Nenhum comentário:

Dez mitos sobre dietas

Muitos mitos você com certeza já deve ter ouvido e talvez até possa acreditar, mas o fato é que não correspondem à realidade. Aqui vão ...