26 março 2013

39ª crônica - dor de barriga



eu estava voltando para casa. cinco horas. cansado. coisas de velhos. como de costume segui o mesmo percurso. rotatória. reta. hospital. ponte. parei na padaria para comprar pão. comprei. subi na moto. acelerei. reta. lá na frente, na rua que vai cruzar a avenida em que ando, vejo um carro, rápido. experiente, malicioso, piloto de moto, percebo que ele não vai parar e vai cruzar na frente da moto. diminuo a velocidade. e acontece.

o carro passa na minha frente, mas não segue. freia bruscamente. um pedestre o atrapalha. para não atropelar um velho o motorista para na minha frente.

assustado, freio. pneu dianteiro, pneu traseiro. pneus cantam. parei. eu trombaria na porta do passageiro.  o motorista me olhou. sorriu. parece que sabe a burrice que fez. o pedestre me olhou. sorriu. parece que sabe a burrice que fez. eu? sorri. fazer o quê se eles são burros?

tudo certo, continuo.

em casa, percebo movimentação dos vizinhos. festa de aniversário. som ligado. visitas. eu odeio barulho. não consigo dormir com um passarinho cantando. imagina uma festa. resmungos. irritações. os minutos passam. perto de uma hora eu dormi. de madrugada já havia silêncio.

no dia seguinte, acordei irritado. normal. barulho. mas, a vida segue. perto das duas da tarde o filho do vizinho me chama. vou, incomodado. ele diz que foi aniversário dele e me deu um pedaço de bolo. chocolate. bonito. eu agradeço. sorrindo. felicito pelo seu aniversário. que legal. ganhei bolo. e comi.

e agora essa dor de barriga não passa. o que será? será que esse pó branco por cima do chocolate não é açúcar? será formicida?

e essa dor de barriga não passa. e já se passaram dois dias.

tudo bem, deus, se essa dor passar nunca mais vou me incomodar com nada. nem com o barulho dos vizinhos.

o filho do vizinho aparece no portão e diz: por que o eco não é um felino? eu não sei. ele responde: porque economia. e astro? astronomia? irritado, digo que se ele continuar desse jeito ninguém vai aturar ele. ele diz: a miniatura.

desisto. volto para a cama. e para meus remédios. ai, que dor de barriga. parece que aumentou...


escrito por jorge leite de siqueira. no trono.



24 março 2013

38ª crônica - embaixo



acordei cansado. era uma segunda-feira. o cansaço do final de semana se apresentou logo cedo. engraçado. cansaço de final de semana. algo está errado na vida.

mas não era disso que eu queria falar.

eu queria falar de uma frase que escutei ontem: o que vem de baixo não me afeta. todo mundo repetiria: então senta no formigueiro.

pensando em formigas, em frases de efeito, na vida, estava fazendo análise com meu chuveiro, água quente e comecei a pensar em quantas formigas morrem diariamente pisadas por pessoas que não sabem de suas existências.

não é de assustar? quantas formigas são esmagadas em sua ida ao trabalho? quantas são mortas em sua caminhada matinal? quantas são pisadas em sua ida ao restaurante?

somos assassinos. somos. que bom seria se voássemos. mas, poderíamos nos chocar com pássaros. tudo é tão assustador.

agora, pensando assim, comecei a pensar nas coisas que estão abaixo de nós. embaixo de nós.  tipo o ralo do banheiro que recebe toda a água que o chuveiro despeja. ele está olhando para mim, de baixo para cima. o que ele pensa?

será que está rindo da minha barriga?

imagino o tapete sendo pisado quando saio do chuveiro. imagino o vaso sanitário. imagino a cadeira, a moto, as ruas, as pedras, tudo. imagina se as coisas inanimadas fossem animadas.

deixa pra lá. é melhor não exagerar senão vão me levar ao sanatório. e é disso que acho que estou precisando. de um lugar onde os loucos seriam os meus amigos.

preciso de loucos ao meu redor. estou muito sozinho.


escrito por jorge leite de siqueira, sentado, claro, em uma cadeira plástica que não tem motivos nenhum para reclamar.

FÓRMULA UM 2013 - CLASSIFICAÇÃO


20 março 2013

37ª crônica - economia


vindo ao trabalho, sou atrapalhado por um motorista barbeiro: ele anda no meio da pista. não me permite ultrapassá-lo. e anda devagar. irritado, decido me controlar e diminuo a velocidade. quero ver até onde isso vai dar.

bruscamente ele vira a esquina. não deu seta. isso me irrita muito. é tão simples. é pura educação.

por coincidência ele segue na mesma direção que eu e acaba estacionando perto de mim. eu vou conversar com ele.

o motorista é um senhor, quase cinquentão. ainda não saiu do carro. parece triste. deve estar sofrendo.

puxo conversa. pergunto se está tudo bem. por educação. ele resolve responder a verdade: não, não está tudo bem. e começa a deslanchar uma série de problemas: o salário da prefeitura não dá pra nada, as contas estão atrasadas, etc.

pra piorar fez um empréstimo consignado que desconta trinta por cento do salário todos os meses. o que sobra paga o aluguel, a água e luz. tem sessenta reais de internet que é seu único luxo. o que sobra mal dá para pagar a sua alimentação.

eu fico triste. estou na mesma situação.

e ele continua contando o que anda fazendo para economizar. parou de frequentar os barzinhos onde se divertia. nem bebe mais. só bavaria. comprada em supermercado. e bem esporadicamente. cultura nenhuma. cinema? teatro? nada. só vai a espetáculos gratuitos.

coitado. digo, coitados de nós dois. tão parecidos.

em casa não janta mais. é pão com café para virar a noite. almoça no restaurante popular onde é mais barato. está economizando sabonete: não usa em todos os banhos. está economizando papel higiênico: aproveita o banho para se limpar. está economizando creme dental: escova os dentes uma vez por dia.

opa. aí não. agora a coisa ficou séria.

eu já estava ficando vermelho. não sou tão parecido assim, não. aí já é demais.

mas, o pior mesmo, o que eu não aguentei foi o que veio a seguir: ele andava no meio da pista com medo de “riscar” o carro; andava devagar para não gastar os pneus; e o pior, o exagero dos exageros: não dava seta para não gastar a bateria do carro.

daí eu não aguentei. puxei o cara para fora do carro e dei porrada nele. com gosto. bati no cara como gostaria de bater em todos os motoristas que não dão seta. só parei quando alguém nos separou.

hoje já estou solto. a polícia entendeu minha loucura e me liberou. e me pediram para não dirigir mais.

não sei porquê. os outros é que erram...



escrito por jorge leite de siqueira em uma tarde chuvosa. esta história não é verídica, claro, pois eu não sou violento. mas fico irritado, sim, com os motoristas mal educados.



16 março 2013

36ª crônica - cirurgia


sabadão. hoje estou um verdadeiro universitário: cerveja e comida congelada. só faltou a mulherada. quando começa a chover mulher? não vai chover? sou universitário.



mas não era disso que eu queria falar.



agora há pouco fui tomar banho. costume antigo levo a mão aos olhos para tirar os óculos para entrar no chuveiro. costume antigo. fiz cirurgia dos olhos. não uso mais óculos. não normalmente. só para leitura. mas, leio o dia todo. então? uso ainda.



mas não era disso que eu queria falar.



eu queria contar pra você do dia em que fui fazer a cirurgia. muito legal. quer dizer, muito nervosismo. normal, claro. já imaginou um laser em seus olhos? e se algo der errado? e se faltar energia? vou parar por aqui, senão o pessimismo chega.



a cirurgia foi num domingo. eu cheguei, fiz cadastro, confirmei presença, fiz exames obrigatórios e fui para a sala de espera. só que na sala era de espera para a cirurgia e espera da van que levaria alguns pacientes embora para o interior.



ah, deixa eu falar. moro em limeira e a cirurgia foi em são paulo. a, da mesma forma que eu, muitos ali que faziam a cirurgia eram do interior.



sentei à espera de me chamarem, de frente a um rapaz que olhava para baixo. e gemia. e reclamava. havia acabado de fazer a cirurgia. e falava que estava doendo. e a enfermeira o levou lá para dentro, colocou remédio, ele voltou. e continuou reclamando.



e eu? dali a pouco estaria lá dentro, passando pelo que ele passou. e doeria. e eu reclamaria. claro que o nervosismo aumentou, a ansiedade me deu dor de barriga, a pressão aumentou. mas, graças a deus me chamaram. e lá fui eu. abatedouro. sabia que ia sofrer.



de repente: sente-se. de repente: olhe para cima. de repente: acabou.



e não doeu nada.



quando vai doer? agora? agora? e agora? agora? o médico que fez a cirurgia me perguntou as horas, olhei para o relógio de parede (sem óculos) e respondi. ele sorriu. e me disse que a cirurgia foi boa.



eu entendi.



sorri. esperei a alta. saí. coloquei óculos escuros e fui para a sala de espera. o rapaz já tinha ido embora. coitado. a minha não doeu nada. na hora. só no dia seguinte. e uns dois depois. mas, era mais incômodo do que dor.



prk. lembre-se disso. não foi lasik. qual a diferença? a lasik é mais fácil, recupera mais fácil, mas só é possível fazer em córneas mais “normais”. a minha era fina demais. não foi possível.



e hoje? vejo tudo. está ótimo. estou ótimo. com exceção de ter que ler com óculos. mas é bem melhor do que ter que usar óculos para tudo.



eu também fiz cirurgia de vasectomia. mas essa não teve tanta graça.



escrito por jorge leite de siqueira, com óculos de leitura.



15 março 2013

35ª crônica - animais


todos os dias, quando saio, quando chego, está lá, ela, a xuxa, a cachorra da vizinha, a cadela da vizinha, balançando o rabo pra mim, a cauda, sorrindo, implorando por atenção.



tudo por algumas migalhas de pão. literalmente.



e eu, seduzido, volto à cozinha e pego um pãozinho, meio duro, adormecido. coloco em sua boca, enorme, que abocanha violentamente, faminta. e sai, como que rebolando, para sua casinha.



eu sorrio. divirto-me com a xuxa.



e o gato, invejoso, está ali, ao pé da moto, esperando sua vez. eu ligo a moto, ele se assusta, corre para a rua. vem outra moto. cuidado! não dá tempo, há o choque. graças a tantas vidas felinas ele sobrevive intacto. quase intacto. não pode mais ouvir a moto que se esconde.



e saio. vou trabalhar.



logo à esquina há os meninos de rua, que me perseguem, latindo, tentando morder o pneu. ah, meninos, vira-latas, bonitos de se ver, brincando sem nada a perder.



eu gostaria de ser um vira-latas. eu viveria andando pelas ruas, pelos bairros, sem me apegar a nada, a ninguém. só fingiria algum amor em troca de um pedaço de carne, de um prato de ração. e quando eu me enjoasse, mudaria de cidade. se fosse uma cidade à beira-mar eu iria me banhar todos os dias, bem cedo, para que o meu deus canino pudesse me abençoar.



mas não era disso que eu queria falar.



eu queria falar que uma vez eu atropelei uma galinha. de moto. foi pena pra todo lado. galinha não pensa. se atira na frente da moto, não dá tempo de desviar. eu achei que tinha matado a galinha, mas, que nada, ela saiu correndo. quase voando. careca, claro.



mais sério, uma vez eu atropelei um boi. um garrote. para quem não sabe, garrote é como se fosse um rapazinho boi. mais novo. pois então, eu ia em meu caminho a uns cem quilômetros por hora. vi, lá na frente alguns animais atravessando a pista. era no nordeste. pernambuco. muito comum os bodes atravessando a pista.



aí eu diminuí a velocidade. oitenta por hora, sei lá. de repente, do nada surge o garrote. pula na frente do carro. belina. esposa ao lado, amigo e filho atrás. e o garrote cisma de espancar o radiador do carro. bati em seu corpo que rodopiou, pisou no para-brisa, escorregou (lodo nas patas), deitou no teto da carro e caiu lá atrás.



parei, claro, assustado. nada tão sério de ferimentos. só o carro pra consertar. acelerei rápido para chegar à cidade antes que a água do radiador acabasse. ainda pude ver os outros carros parando perto do garrote. facas acionadas.



e em algum lugar houve um belo churrasco de garrote.

escrito por jorge leite de siqueira.


13 março 2013

34ª crônica - marginal tatu



hoje acordei mais cedo e fui andar. mudei de lugar. agora não terei mais a companhia dos velhinhos malucos do limeirão.

peguei a moto e fui para a marginal tatu. não sei porque tem esse nome. nem quero saber. só sei que tem uma longa reta, uma calçada legal e pouca gente andando.

ainda era escuro quando cheguei. parei a moto em um lugar inapropriado (engraçado que não tem área de estacionamento nas ruas daquela região). preparei as músicas no celular, coloquei fone no ouvido e comecei a andar.

preguiça. acho que comi arroz. por falar em arroz ontem eu fiz uma pesquisa e descobri que o arroz dá preguiça. conversei com sete colegas. seis estavam com preguiça. o comum era que todos haviam comido arroz há pouco tempo. era um pouco depois da hora do almoço. só uma (a amanda) não havia comido arroz e estava disposta. conclusão: o arroz dá preguiça.

mas não era disso que eu queria falar.

eu queria falar da minha caminhada. veio uma mulher do lado de lá e foi chegando, chegando, me ultrapassou e foi-se embora. poxa vida, eu estou andando rápido e ela foi mais rápida? deve ser profissional.

vou correr, então.

comecei devagar e fui aumentando o ritmo. parei, recomecei. para o coração ir se acostumando. sabe como é, faz tempo que não corro. parei de novo, recomecei. diminui. estava passando pelas câmeras de radar. velocidade máxima sessenta km por hora. sei lá qual a minha velocidade. não quero pegar multa correndo.

mas, para espanto de todos (meu, pelo menos), uma velhinha me ultrapassou. inacreditável! pior ainda: de andador!!!

comecei a correr mais rápido, nem quero saber de multas.

arfando como um camelo no deserto percebo que meus minutos estão acabando. o despertador começa a tocar. a chuva se apresenta e começa a me molhar. acelero o passo (começo a correr de novo, havia parado) e vou para a moto.

por hoje está bom.

no caminho para casa quase vejo um acidente. fiquei rindo da tiazinha do carro. logo cedo. a tia vinha de carro e não parou no pare. o tio vinha de carro e tinha a preferência. ele estava certo e seguiu. a tia freou e começou a xingar.

ela não viu o sinal de pare? ela se achou com razão. minha dúvida é a seguinte: e se fosse eu de moto? no sentido preferencial. e ela não brecasse? onde eu estaria agora?

é. pois é. acho que a corrida deve ser menos intensa amanhã.


escrito por jorge leite de siqueira com frio de ventilador 



 

11 março 2013

33ª crônica - velhinhos



hoje, conforme proposto no último final de semana (ontem), acordei cedo para fazer caminhada. a dor, na verdade, começou ontem ao colocar o despertador para cinco e quarenta e cinco. só por colocar cinco (horas) houve uma mistura de empolgação e preguiça dentro de mim.

mas, vamos lá, vamos ver em que vai dar isso.

o despertador tocou. pulei, assustado. passei a noite toda acordando diversas vezes. ansiedade. mas, já era cinco e quarenta e cinco. meu deus, está tudo escuro. e está um friozinho gostoso. que preguiça! mas, o que irão dizer as pessoas que confiam em mim? não! não vou decepcioná-las.

liguei a moto. fiz o quilômetro que me separava da pista de atletismo em poucos minutos. um quilômetro apenas. de moto. podia ir andando. e já estaria contando. mas, e a subida que tem logo na saída de casa? eu iria desistir antes mesmo de ir. resolvi ir de moto. estacionei. tinha umas vinte ou trinta pessoas. tirei o capacete, coloquei o fone de ouvido (rádio mpb), alonguei (mentira!) e comecei a andar.

rapidamente entrei no clima. fui aumentando o ritmo e comecei a ultrapassar as pessoas. um velhinho, dois velhinhos, três velhinhos. espera! só tem velhinho aqui? olhei ao redor. sim! só tinha velhinhos. e eu? o que faço no meio desses velhinhos? não sou velho. sou quase velho. mas não sou velho.

passei por um que tinha um livrinho numa mão e um terço na outra. nas costas da camisa estava escrito paróquia alguma coisa. o cara estava rezando. e andando. esse vai pro céu direto. é muita coragem. olha o corpo daquela velhinha. opa! isso não! não aceito isso. que coisa feia, jorge!

vamos em frente. passei a senhorinha que comia lanche. passei o casal de idosos que andava muito devagar. passei o velhinho que escutava rádio de pilha (sim, daqueles grandes) ligado por fone de ouvido. ele levava o rádio na mão e estava com fone de ouvido. e aposto que ele escutava alguma missa!

mas, vamos em frente.

segui, fiz três voltas, tentei me concentrar nos meus passos, olhando para meus pés. tentei me esquecer dos velhinhos que me acompanhavam. tentei pensar nos benefícios que a caminhada me faria. não deu! desisti! três voltas, apenas. meia hora de caminhada e desisti. subi na moto e fui embora para casa. cheio de promessas. amanhã vou pra academia. amanhã vou à estrada do horto. amanhã vou à pista da anhanguera.

amanhã vou a qualquer lugar, mas não venho aqui para o meio dos velhinhos. juro por deus!


escrito por jorge leite de siqueira, cansado, mas feliz.

10 março 2013

MINHA MÃE ME ENSINOU

Tudo o que sempre precisei saber... Aprendi com a minha Mãe:


Minha mãe me ensinou a valorizar um sorriso:
'ME RESPONDE DE NOVO E EU TE ARREBENTO OS DENTES!!!'


Minha mãe me ensinou a retidão:
'EU TE AJEITO NEM QUE SEJA NA PANCADA!!!'


Minha mãe me ensinou a escutar:
'ABAIXA O VOLUME SENÃO EU QUEBRO ESSE RÁDIO'


Minha mãe me ensinou a apreciar um trabalho bem feito:
'SE VOCÊ E SEU IRMÃO QUEREM SE MATAR, VÃO PRA FORA. EU ACABEI DE LIMPAR A CASA!'


Minha mãe me ensinou a ter fé:
'REZA PRA EU NÃO CONTAR PRO TEU PAI!'


Minha mãe me ensinou a lógica:
'POR QUE EU ESTOU DIZENDO! ACABOU! PONTO FINAL!'


Minha mãe me ensinou o que é motivação:
'CONTINUA CHORANDO QUE EU VOU TE DAR UMA RAZÂO VERDADEIRA PARA VOCÊ CHORAR!!!'


Minha mãe me ensinou a contradição:
'FECHA A BOCA E COME!!!'


Minha mãe me ensinou a ter força de vontade:
'VOCÊ VAI FICAR AÍ SENTADO ATÉ COMER TUDO'


OBRIGADO,MAMÃE !!!

Bainês

Baiano na Reforma Ortográfica

Como alguém consegue pronunciar RUMÁLADISGRAÇA ???
O baiano consegue!

BAIANÊS
TRADUÇÃO

Colé, meu bródi!
Olá, amigo.

Colé, miséra!
Olá, amigo.

Colé, meu peixe!
Olá, amigo.

Colé, men!
Olá, amigo.

Diga aê, disgraça!
Olá, amigo.

Digái, negão!
Olá, amigo. (independente da cor do amigo)

E aí, viado!
Olá, amigo. (independente da opção sexual do amigo)

E aê, meu rei?
Olá amigo.

Ô, véi!
Olá amigo.

Diga, mô pai!
Oi para você também, amigo!

Êa!
Olá, amigo.

Colé de mêrmo?
Como vai você?

É niuma, misere.
Sem problemas, amigo.

Relaxe mô fiu.
Sem problemas, amigo.

Cê tá ligado qui cê é minha corrente, né vei?
Você sabe que é meu bom amigo, não é?

Bó pu regui, negão?
Vamos para a festa, amigo?

Aí cê me quebra, né bacana.
Aí você me prejudica, não é meu amigo?

Aooonde!
Não mesmo!

Vô quexá aquela pirigueti.
Vou paquerar aquela garota.

Vô cumê água.
Vou beber (álcool).

Colé de mermo?
O que é que você quer mesmo? (Caso notável de compactação!)

Eu tô ligado que cê tá ligado na de colé de merma.
Estou ciente do seu conhecimento a respeito do assunto.

O brother tirou uma onda da porra.
O cara se achou.

Tá me tirando de otário é?
Está me fazendo de bobo?

Tá me comediando é?
Está me fazendo de bobo?

Se plante!
Fique na sua.

Se bote aí, vá!
Chamada ao combate físico.

Eu me saí logo.
Eu evitei a situação.

Shhh... Ai, mainhaaa.
Até hoje não se sabe a tradução. Sabe-se apenas que nas músicas de pagode, o vocalista está excitado com sua respectiva amante.

Ôxe!
Todo baiano usa essa expressão para tudo, mas um forasteiro nunca acerta quando usa.

Lá ele! ou Lá nele!
Eu não, sai fora, ou qualquer outra situação da qual a pessoa queira se livrar ou passar para outro.

Lasquei em banda!
Meteu sem dó nem pena.

Biriba nela mô pai.
Manda ver! (no sentido sexual da coisa)

Ó paí ó!
Olhe para aí, olhe!

Essa expressão foi utilizada pela primeira vez pelo capitão português Manoel da Padaria à frente da Nau Bolseta, que por infortúnio (leia-se burrice) perdeu-se da frota portuguesa no caminho para as Índias e veio parar na Bahia; desde então foi resgatada pelo povo baiano, assíduo leitor de Camões, já que se trata de um texto apócrifo dos Lusíadas, que nem os portugueses sabiam (nenhum jamais concluiu a leitura do clássico). É muito usada por aqui, tanto que virou filme, peça teatral, música, marca de refrigerante, água de coco, barzinho, cerveja, igreja....

Num tô comeno reggae!
Não estar acreditando ou dando muita importância.

Num tô comeno reggae de (fulano)!
Não estar com medo de provocação/ameaça de (fulano)

Tome na seqüência misere.
Tomar o troco de algo ruim que você fez.

Eu quero prova e R$ 1,00 de Big-Big!
Não acreditar. O Big-Big é um chiclete muito valorizado por pessoas de todas as classes.

Sai do chão!
Frase típica e predileta das bandas de axé. O intuito da mesma é de que indivíduo se agite e curta o som tocado em questão.

Rumálaporra!
Agir violentamente contra alguém ou algo.

Rumáladisgraça!
Agir violentamente contra alguém ou algo.

Picá a porra!
Agir violentamente contra alguém ou algo.

Ei, ó o auê aí ô!
Tida como única frase universal a utilizar apenas vogais e ter sentido completo, significa parem de baderna.

Bó batê o baba?
Chamar os amigos para uma partida de futebol.

Bó pu reggae?
Chamar os amigos para a balada.

Salvador é também conhecida por ser uma cidade cujo dialeto deu um lar aos mais diversos impropérios do cancioneiro popular local.

Possivelmente você um dia já foi convidado a visitar a Casa da Porra, a Casa do Caralho, a Casa da Desgraça!

Lá também existe a Casa de Noca que ninguém sabe onde fica, mas sabe-se que lá sempre o couro come.


Curiosidades sobre o nosso corpo que você provavelmente ainda não sabe:

- A comida leva sete segundos para ir da boca ao estômago.
- Um fio de cabelo agüenta o peso de 3 kg.
- O órgão sexual do homem é três vezes o comprimento do seu polegar.
- O fêmur é mais forte que concreto.
- O coração da mulher bate mais rápido que o do homem.
- Existem aproximadamente um trilhão de bactérias em cada pé.
- As mulheres piscam duas vezes mais que os homens.
- O peso médio da pele é duas vezes maior que o do cérebro.
- Seu corpo utiliza mais de 300 músculos para manter o equilíbrio quando está parado em pé.
- Se a saliva não consegue dissolver algo, não se consegue sentir seu sabor.
- As mulheres que estão lendo este texto já terminaram.
- Os homens ainda estão ocupados medindo seus polegares.

MAIS UMA DE MULHER

A HEROÍNA

DIÁRIO DE UMA MULHER FIEL NUM CRUZEIRO MARÍTIMO

Querido Diário... 1º Dia:
Já estou preparada para fazer este maravilhoso Cruzeiro que ganhei de presente do meu marido...
Vim sòzinha e trouxe na mala minhas melhores roupas! Estou excitada!!!

Querido Diário... 2º Dia:
Estivemos todo o dia navegando. Foi lindo e vi alguns golfinhos e baleias!
Que viagem maravilhosa estou começando! Hoje me encontrei com o Capitão, que por sinal é um belo homem!

Querido diário... 3º Dia:
Hoje estive na piscina. Fiz também um pouco de jogging e joguei mini-golfe.
O Capitão me convidou para jantar em sua mesa. Foi uma honra e a noite foi maravilhosa.Ele é um homem muito atraente e culto.

Querido diário... 4º Dia:
Fui ao Cassino do navio! Tive muita sorte, pois ganhei U$80. O Capitão me convidou para jantar com ele em seu camarote. A ceia foi luxuosa com caviar e champanhe. Depois de comermos ele perguntou se eu ficaria em seu camarote, mas recusei o convite. Disse a ele que não queria ser infiel ao meu marido.

Querido diário... 5º Dia:
Hoje voltei à piscina para me bronzear um pouco.
Depois, decidi ir ao Piano Bar e passar ali à tarde. O Capitão me viu e me convidou para tomar um aperitivo. Realmente ele é um homem encantador...
Perguntou-me de novo se eu queria visitá-lo em seu camarote naquela noite.
E eu lhe disse que não, que era casada!
Então ele falou que se eu continuasse respondendo não, ele iria afundar o navio! Fiquei aterrorizada!

Querido diário... 6º Dia:
Hoje salvei 1600 pessoas... três vezes!!!

Viram Só ?
Mulher não trai...ela salva VIDAS!!!!

REVANCHE DA MULHERADA

REVANCHE DA MULHERADA!!!!

Depois de tantos e-mails machistas pela net.... eis a revanche das mulheres:

CORAÇÃO DE MULHER É IGUAL CIRCO:
Sempre tem lugar para mais um palhaço...

O QUE SE DEVE DAR A UM HOMEM QUE PENSA QUE TEM TUDO?
Uma mulher para ensiná-lo como funciona!

POR QUE AS ARANHAS VIÚVAS-NEGRAS MATAM O MACHO DEPOIS DA CÓPULA?
Para acabar com o ronco antes que ele comece

POR QUE OS HOMENS QUEREM CASAR COM VIRGENS ?
Porque eles não suportam críticas! (ótima)

COMO SE CHAMA UM HOMEM INTERESSANTE NO BRASIL?
Turista.

POR QUE DEUS CRIOU O HOMEM ?
Porque vibradores não cortam grama.. (ótima)

POR QUE MUITAS MULHERES FINGEM O ORGASMO ?
Porque muitos homens fingem as preliminares.

POR QUE APENAS 10% DOS HOMENS VÃO PARA O CÉU?
Porque se todos fossem, seria o inferno!

QUAL A DIFERENÇA ENTRE HOMENS E PORCOS ?
Porcos não viram homens quando bebem.

POR QUE OS HOMENS NA CAMA SÃO COMO COMIDA DE MICROONDAS?
30 segundos e já está pronto! o pior é que mais trinta segundos já esfriam novamente.....

QUAL O NOME DA DOENÇA QUE PARALISA AS MULHERES DA CINTURA PRA BAIXO?
Casamento

O QUE ACONTECEU À MULHER QUE CONSEGUIU ENTENDER OS HOMENS?
Ela morreu de tanto rir e não teve tempo de contar a ninguém.

POR QUE É QUE OS HOMENS TÊM A CONSCIÊNCIA LIMPA?
Porque nunca a usam... (perfeito)

POR QUE DEUS CRIOU PRIMEIRO O HOMEM, E DEPOIS A MULHER?
Porque as experiências são feitas primeiro com animais e depois com humanos!!! (essa é a melhor revanche)

POR QUE OS HOMENS GOSTAM DE MULHERES INTELIGENTES?
Porque os opostos se atraem! (hahaha)

QUAL O LIVRO MAIS FINO DO MUNDO ?
Tudo o que os homens sabem sobre as mulheres

QUAL A DIFERENÇA ENTRE OS HOMENS E AS FRUTAS?
Um dia, as frutas amadurecem ... (essa é ótima!!!!!! kkkkkkkkkkkkkkkkk....)

POR QUE AS PILHAS SÃO MELHORES QUE OS HOMENS?
Porque elas têm pelo menos um lado positivo..

QUAL A SEMELHANÇA ENTRE O HOMEM E O CARACOL ?
Ambos se arrastam, tem chifres, e acreditam que a casa é deles!!! (hahaha)

POR QUE UM HOMEM NÃO PODE TER UM BOM CARÁTER E SER INTELIGENTE AO
MESMO TEMPO?
Porque assim seria mulher !!!

O QUE DEUS DISSE DEPOIS DE CR IAR O HOMEM ?
Creio que posso aperfeiçoá-lo...

POR QUE SÃO NECESSÁRIOS MILHÕES DE ESPERMATOZÓIDES PARA FERTILIZAR
UM ÚNICO ÓVULO ?
Porque os espermatozóides são masculinos e se negam a perguntar o caminho!!! (hahaha é isso aí)

QUANDO É QUE UM HOMEM PERDE 90% DE SUA INTELIGÊNCIA?
Quando fica viúvo!

O CONTRA ATAQUE

Tem recebido com freqüência ligações de operadoras de Telemarketing para tentar vender assinaturas de jornais, planos de saúde, kit de emagrecimento, aposta em jogo do bicho, internet discada de grátis, Halls preto, supositório, alongador de pênis, etc..? Está cansado dessas ligações?
Eis aqui a cartilha: 'Você está aqui DE METIDO' com 10 maneiras de estar atormentando quem está do outro lado da linha.

1) Quando a pessoa lhe perguntar "como vai?" responda:
- "Estou tão feliz que você esteja me perguntando isso! Hoje em dia ninguém mais se preocupa comigo... Meu furúnculo está me matando e meu porco selvagem acaba de morrer. O pior é o meu guru espiritual que me disse..."

2) Peça um tempo, dizendo que vai pegar uma caneta e um bloco de papel e fale à pessoa para falar MUITO devagar porque você estará escrevendo tudo o que ela disser.

3) Quando a pessoa disser: "Bom dia, sou Juvenal da Brasil Telecom", peça-lhe para soletrar o nome e sobrenome, e o nome da empresa. Faça-o repetir. Pergunte o endereço, faça soletrar o nome da rua, o CEP. E faça repetir novamente. Faça pausas longas como se você estivesse escrevendo tudo num papel. Continue a fazer perguntas pelo tempo que for necessário.

4) Quando a pessoa se apresentar (ex: "eu sou Júlia"), dê um grito:
"- Júlia? Oi. Querida! É você mesma? Faz tanto tempo que não tenho notícias suas! Como é que você foi na faculdade? "

5) Se uma empresa de telefonia ligar para lhe oferecer descontos nos interurbanos, responda com voz sinistra:
- "Não tenho amigos. Ninguém quer ser meu amigo. Você quer ser meu amigo? Eu poderia ligar para você... Qual é teu número?"

6) Se uma administradora de cartão de crédito ligar para lhe oferecer um cartão, responda que esta oferta caiu do céu, você acabou de ficar desempregado e está com um monte de dívidas, seu cheque especial foi cortado e que finalmente você vai poder fazer as compras de supermercado.

7) Ou então diga que você está em liberdade condicional, num programa de reabilitação social para detentos e que você precisa pedir à assistente social a autorização dela.

8) Depois de ter ouvido tudo o que a pessoa tem a dizer, peça-a em casamento, porque você só dá seu número de cartão de crédito à sua esposa.

9) Assim que a pessoa falar o nome dela, você já começa:
"-Não adianta, fulano(a), eu já reconheci sua voz! Essa brincadeira é boa, mas agora não tem mais graça. E como vai a tia Palmira?" Não importa o que a pessoa lhe disser, repita:
"-Pára com isso, Fulano, você não percebeu que eu já te reconheci?"

10) Diga à pessoa que você está muito ocupado no momento, mas que lhe dê seu número particular que você irá ligar mais tarde. A pessoa não vai querer lhe dar o número residencial. Responda então:
"- Eu imagino que você não quer ser importunado na sua casa... Eu também não!"

LEIS DE MURPHY

Lei da relatividade documentada:
* Nada é tão fácil quanto parece e nem tão difícil quanto à explicação do manual.

Lei da administração do tempo:
* Tudo leva mais tempo do que todo o tempo que você tem disponível.

Lei da procura indireta:
* O modo mais rápido de encontrar uma coisa é procurar outra.
* Você sempre encontra aquilo que não está procurando.

Lei da telefonia:
* Quando te ligam:
- se você tem caneta, não tem papel.
- se tiver papel, não tem caneta.
- se tiver ambos, ninguém liga.
* Quando você ligar para um número de telefone errado, ele nunca estará ocupado.

* Parágrafo Único: Todo corpo mergulhado numa banheira faz tocar o telefone.

Lei da gravidade:
* Se você consegue manter a cabeça enquanto a sua volta todos estão perdendo a deles, provavelmente você não entende a gravidade da situação.

Lei da experiência:
* Só sabe a profundidade da poça quem cai nela.

Regulamentação do especialista:
* Especialista é aquele cara que sabe cada vez mais sobre cada vez menos.
* Superespecialista é aquele que sabe absolutamente tudo sobre absolutamente nada.

Guia prático para a Ciência Moderna:
* Se se mexer, pertence à Biologia.
* Se feder, pertence à Química.
* Se não funcionar, pertence à Física.
* Se ninguém entende, é Matemática.
* Se não faz sentido, é Economia ou Psicologia.

Lei dos cursos, provas e afins:
* Se o curso que você mais desejava fazer só tem "n" vagas, pode ter certeza de que você será o aluno "n + 1" a tentar se matricular.
* 80% do exame final será baseado na única aula que você perdeu, baseada no único livro que você não leu.
* Cada professor parte do pressuposto de que você não tem mais o que fazer senão estudar a matéria dele.
* Parágrafo Único: A citação mais valiosa para a sua redação será aquela que você não consegue lembrar o nome do autor.

Lei das unidades de medida:
* Se estiver escrito "tamanho único" é porque não serve em ninguém.

Lei da queda livre :
* Qualquer esforço para agarrar um objeto em queda provocará mais destruição do que se deixássemos o objeto cair naturalmente.
* A probabilidade do pão cair com o lado da manteiga virado para baixo é proporcional ao valor do carpete.
* O gato sempre cai em pé.
* Não adianta amarrar o pão com manteiga nas costas do gato e jogá-lo no carpete; o gato comerá o pão antes de cair. em pé.

Lei das filas e engarrafamentos:
* A fila ao lado sempre anda mais rapidamente.
* Parágrafo Único: Não adianta mudar de fila. A outra é sempre mais rápida.

Lei do esparadrapo:
* Existem dois tipos de esparadrapo: o que não gruda e o que não sai.

Lei da vida:
* Uma pessoa saudável é aquela que não foi suficientemente examinada.
* Tudo que é bom na vida é ilegal, imoral ou engorda.

Lei da atração de partículas:
* Toda partícula que voa sempre encontra um olho aberto.

EMAIL

Um homem que estava desempregado, entra num concurso da Microsoft para ser faxineiro.

O Gerente de RH o entrevista, faz um teste (varrer o chão) e lhe diz: "O serviço é seu"; me de seu e-mail e eu lhe enviarei a ficha para preencher, e a data e hora em que devera se apresentar para o serviço.

O homem, desesperado, responde que não tem computador, e muito menos, e-mail. O Gerente de RH, disse que lamenta, mais se não tiver e-mail, quer dizer que virtualmente não existe, e, como não existe, não pode ter o trabalho.

O homem sai, desesperado, sem saber o que fazer; somente tem US$ 10 no bolso. Então decide ir ao supermercado e comprar uma caixa de 10 quilos de tomates.

Bate de porta em porta vendendo os tomates a quilo, e, em menos de duas horas, tinha conseguido duplicar o capital. Repete a operação mais três vezes e volta a casa com US$ 60.

Então, ele verifica que pode sobreviver dessa maneira, sai de casa cada dia mais cedo e volta a casa mais tarde, e assim triplica ou quadruplica o dinheiro a cada dia.

Pouco tempo depois, compra uma Kombi, depois troca por um caminhão e pouco tempo depois chega a ter uma pequena frota de veículos para distribuição.

Passados 5 anos, o homem e dono de uma das maiores distribuidoras de alimentos dos Estados Unidos.

Pensando no futuro da sua família, decide tirar um seguro de vida. Chama um corretor, acerta um plano e quando a conversa acaba, o corretor lhe pede o e-mail para enviar a proposta. O homem disse que não tem e-mail.

Curioso, o corretor lhe disse: Você não tem e-mail e chegou a construir este império, imagine o que você seria se tivesse e-mail!!.

O homem pensa e responde:
- Seria faxineiro da Microsoft!!

* Moral da historia 1: A Internet não soluciona sua vida
* Moral da Historia 2: Se você quer ser faxineiro da Microsoft, procure ter um e-mail.
* Moral da historia 3: Se você não tem e-mail e trabalha muito, pode vir a ser milionário.
* Moral da historia 4: Se você recebeu isto por e-mail, você esta mais perto de ser faxineiro do que de ser milionário.

DICAS PARA ESCREVER MELHOR

1. Deve evitar ao máx. a utiliz. de abrev., etc.

2. É desnecessário fazer-se empregar de um estilo de escrita demasiadamente rebuscado. Tal prática advém de esmero excessivo que raia o exibicionismo narcisístico.

3. Anule aliterações altamente abusivas.

4. não esqueça as maiúsculas no início das frases.

5. Evite lugares-comuns como o diabo foge da cruz.

6. O uso de parênteses (mesmo quando for relevante) é desnecessário.

7. Estrangeirismos estão out; palavras de origem portuguesa estão in.

8. Evite o emprego de gíria, mesmo que pareça nice, sacou??... então

9. Palavras de baixo calão, porra, podem transformar o seu texto numa merda.

10. Nunca generalize: generalizar é um erro em todas as situações.

11. Evite repetir a mesma palavra pois essa palavra vai ficar uma palavra repetitiva. A repetição da palavra vai fazer com que a palavra repetida desqualifique o texto onde a palavra se encontra repetida.

12. Não abuse das citações. Como costuma dizer um amigo meu: "Quem cita os outros não tem idéias próprias".

13. Frases incompletas podem causar

14. Não seja redundante, não é preciso dizer a mesma coisa de formas diferentes; isto é, basta mencionar cada argumento uma só vez, ou por outras palavras, não repita a mesma idéia várias vezes.

15. Seja mais ou menos específico.

16. Frases com apenas uma palavra? Jamais!

17. A voz passiva deve ser evitada.

18. Utilize a pontuação corretamente principalmente o ponto e a vírgula pois a frase poderá ficar sem sentido especialmente será que ninguém mais sabe utilizar o ponto de interrogação

19. Quem precisa de perguntas retóricas?

20. Conforme recomenda a A.G.O.P, nunca use siglas desconhecidas.

21. Exagerar é cem milhões de vezes pior do que a moderação.

22. Evite mesóclises. Repita comigo: "mesóclises: evitá-las-ei!"

23. Analogias na escrita são tão úteis quanto chifres numa galinha.

24. Não abuse das exclamações! Nunca!!! O seu texto fica horrível!!!!!

25. Evite frases exageradamente longas pois estas dificultam a compreensão da idéia nelas contida e, por conterem mais que uma idéia central, o que nem sempre torna o seu conteúdo acessível, forçam, desta forma, o pobre leitor asepará-Ia nos seus diversos componentes de forma a torná-Ias compreensíveis, oque não deveria ser, afinal de contas, parte do processo da leitura, hábito que devemos estimular através do uso de frases mais curtas.

26. Cuidado com a hortografia, para não estrupar a língúa portuguêza.

27. Seja incisivo e coerente, ou não.

28. Não fique escrevendo (nem falando) no gerúndio. Você vai estar deixando seu texto pobre e estar causando ambigüidade, com certeza você vai estar deixando o conteúdo esquisito, vai estar ficando com a sensação de que as coisas ainda estão acontecendo. E como você vai estar lendo este texto, tenho certeza que você vai estar prestando atenção e vai estar repassando aos seus amigos, que vão estar entendendo e vão estar pensando em não estar falando desta maneira irritante.

29. Outra barbaridade que tu deves evitar tchê, é usar muitas expressões que acabem por denunciar a região onde tu moras, carajo!... nada de mandar esse trem... vixi... entendeu bichinho?

30. Não permita que seu texto acabe por rimar, porque senão ninguém irá agüentar já que é insuportável o mesmo final escutar, o tempo todo sem parar.

CRISE FINANCEIRA AMERICANA

Isso é uma forma didática de explicar a crise americana.

É assim:

O seu Biu tem um bar, na Vila Carrapato, e decide que vai vender cachaça 'na caderneta' aos seus leais fregueses, todos bêbados, quase todos desempregados.

Porque decide vender a crédito, ele pode aumentar um pouquinho o preço da dose da branquinha (a diferença é o sobrepreço que os pinguços pagam pelo crédito).

O gerente do banco do seu Biu, um ousado administrador formado em curso de emibiêi, decide que as cadernetas das dívidas do bar constituem, afinal, um ativo recebível, e começa a adiantar dinheiro ao estabelecimento tendo o pindura dos pinguços como garantia.

Uns seis zécutivos de bancos, mais adiante, lastreiam os tais recebíveis do banco, e os transformam em CDB, CDO, CCD, UTI, OVNI, SOS ou qualquer outro acrônimo financeiro que ninguém sabe exatamente o que quer dizer.

Esses adicionais instrumentos financeiros, alavancam o mercado de capitais e conduzem a operações estruturadas de derivativos, na BM&F, cujo lastro inicial todo mundo desconhece (as tais cadernetas do seu Biu).

Esses derivativos estão sendo negociados como se fossem títulos sérios, com fortes garantias reais, nos mercados de 73 países.

Até que alguém descobre que os bêubo da Vila Carrapato não têm dinheiro para pagar as contas, e o Bar do seu Biu vai à falência. E toda a cadeia sifu.

Dez mitos sobre dietas

Muitos mitos você com certeza já deve ter ouvido e talvez até possa acreditar, mas o fato é que não correspondem à realidade. Aqui vão ...