13 março 2013

34ª crônica - marginal tatu



hoje acordei mais cedo e fui andar. mudei de lugar. agora não terei mais a companhia dos velhinhos malucos do limeirão.

peguei a moto e fui para a marginal tatu. não sei porque tem esse nome. nem quero saber. só sei que tem uma longa reta, uma calçada legal e pouca gente andando.

ainda era escuro quando cheguei. parei a moto em um lugar inapropriado (engraçado que não tem área de estacionamento nas ruas daquela região). preparei as músicas no celular, coloquei fone no ouvido e comecei a andar.

preguiça. acho que comi arroz. por falar em arroz ontem eu fiz uma pesquisa e descobri que o arroz dá preguiça. conversei com sete colegas. seis estavam com preguiça. o comum era que todos haviam comido arroz há pouco tempo. era um pouco depois da hora do almoço. só uma (a amanda) não havia comido arroz e estava disposta. conclusão: o arroz dá preguiça.

mas não era disso que eu queria falar.

eu queria falar da minha caminhada. veio uma mulher do lado de lá e foi chegando, chegando, me ultrapassou e foi-se embora. poxa vida, eu estou andando rápido e ela foi mais rápida? deve ser profissional.

vou correr, então.

comecei devagar e fui aumentando o ritmo. parei, recomecei. para o coração ir se acostumando. sabe como é, faz tempo que não corro. parei de novo, recomecei. diminui. estava passando pelas câmeras de radar. velocidade máxima sessenta km por hora. sei lá qual a minha velocidade. não quero pegar multa correndo.

mas, para espanto de todos (meu, pelo menos), uma velhinha me ultrapassou. inacreditável! pior ainda: de andador!!!

comecei a correr mais rápido, nem quero saber de multas.

arfando como um camelo no deserto percebo que meus minutos estão acabando. o despertador começa a tocar. a chuva se apresenta e começa a me molhar. acelero o passo (começo a correr de novo, havia parado) e vou para a moto.

por hoje está bom.

no caminho para casa quase vejo um acidente. fiquei rindo da tiazinha do carro. logo cedo. a tia vinha de carro e não parou no pare. o tio vinha de carro e tinha a preferência. ele estava certo e seguiu. a tia freou e começou a xingar.

ela não viu o sinal de pare? ela se achou com razão. minha dúvida é a seguinte: e se fosse eu de moto? no sentido preferencial. e ela não brecasse? onde eu estaria agora?

é. pois é. acho que a corrida deve ser menos intensa amanhã.


escrito por jorge leite de siqueira com frio de ventilador 



 

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