16 março 2013

36ª crônica - cirurgia


sabadão. hoje estou um verdadeiro universitário: cerveja e comida congelada. só faltou a mulherada. quando começa a chover mulher? não vai chover? sou universitário.



mas não era disso que eu queria falar.



agora há pouco fui tomar banho. costume antigo levo a mão aos olhos para tirar os óculos para entrar no chuveiro. costume antigo. fiz cirurgia dos olhos. não uso mais óculos. não normalmente. só para leitura. mas, leio o dia todo. então? uso ainda.



mas não era disso que eu queria falar.



eu queria contar pra você do dia em que fui fazer a cirurgia. muito legal. quer dizer, muito nervosismo. normal, claro. já imaginou um laser em seus olhos? e se algo der errado? e se faltar energia? vou parar por aqui, senão o pessimismo chega.



a cirurgia foi num domingo. eu cheguei, fiz cadastro, confirmei presença, fiz exames obrigatórios e fui para a sala de espera. só que na sala era de espera para a cirurgia e espera da van que levaria alguns pacientes embora para o interior.



ah, deixa eu falar. moro em limeira e a cirurgia foi em são paulo. a, da mesma forma que eu, muitos ali que faziam a cirurgia eram do interior.



sentei à espera de me chamarem, de frente a um rapaz que olhava para baixo. e gemia. e reclamava. havia acabado de fazer a cirurgia. e falava que estava doendo. e a enfermeira o levou lá para dentro, colocou remédio, ele voltou. e continuou reclamando.



e eu? dali a pouco estaria lá dentro, passando pelo que ele passou. e doeria. e eu reclamaria. claro que o nervosismo aumentou, a ansiedade me deu dor de barriga, a pressão aumentou. mas, graças a deus me chamaram. e lá fui eu. abatedouro. sabia que ia sofrer.



de repente: sente-se. de repente: olhe para cima. de repente: acabou.



e não doeu nada.



quando vai doer? agora? agora? e agora? agora? o médico que fez a cirurgia me perguntou as horas, olhei para o relógio de parede (sem óculos) e respondi. ele sorriu. e me disse que a cirurgia foi boa.



eu entendi.



sorri. esperei a alta. saí. coloquei óculos escuros e fui para a sala de espera. o rapaz já tinha ido embora. coitado. a minha não doeu nada. na hora. só no dia seguinte. e uns dois depois. mas, era mais incômodo do que dor.



prk. lembre-se disso. não foi lasik. qual a diferença? a lasik é mais fácil, recupera mais fácil, mas só é possível fazer em córneas mais “normais”. a minha era fina demais. não foi possível.



e hoje? vejo tudo. está ótimo. estou ótimo. com exceção de ter que ler com óculos. mas é bem melhor do que ter que usar óculos para tudo.



eu também fiz cirurgia de vasectomia. mas essa não teve tanta graça.



escrito por jorge leite de siqueira, com óculos de leitura.



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