12 junho 2013

50ª crônica - quando eu tiver cinqüenta anos

hoje, vindo trabalhar, sentia-me angustiado pela data: dia dos namorados. o que devo fazer com minha namorada? dar presente? sexo? jantar romântico? carinho? tudo isso? nada disso?

eu nunca liguei para essas datas. sempre achei que era algo comercial, criado pelos marqueteiros da vida. mas nunca vi o outro lado: a mulher. era puro egoísmo. de repente, depois de “quebrar a cara” algumas vezes, percebi que um relacionamento tem dois lados, duas opiniões, duas vontades. duas ilusões, inclusive. 

e, enquanto eu não ligava para a data, minha namorada esperava o presente, ansiosa. e haja decepções, claro. 

depois de algum tempo ela também não ligava mais para a data. e levou um tempo para eu perceber que ela ligava, sim, para a data, mas respeitava a minha opinião. 

hoje em dia, sozinho, não estou mais preocupado com isso. estou com outras preocupações de “solteiro”. pior: de velho solteiro.estou com quase cinqüenta anos. falta só um ano e meio para eu completar os cinqüenta. 

e comecei a fazer os meus planos para quando eu passar dos cinqüenta anos.

primeiro, não ligarei mais para as opiniões dos outros. nenhuma. meu raciocínio é o seguinte: se até hoje eu não fui compreendido por ninguém, não será a partir de agora que eu serei compreendido. vou levar em conta as minhas vontades. se eu quiser me mudar de cidade, mudarei. por que levar em conta a estabilidade, a segurança, a boa vida em que vivo naquele momento? se eu quero me mudar é porque não estou bem como pareço estar. se os outros acham que não devo me mudar é porque pensam como eles e não pensam como eu

quais são os meus valores? e quais são os deles?

exemplo: o que são cem reais? cem reais pode ser muito ou pouco, dependendo do ponto de vista. cem reais é muito dinheiro para mim, que ganho mal. mas para o diretor da empresa em que trabalho? ele dá isso de gorjeta. vamos pensar assim: em que restaurante eu almoço? naquele que tem uma boa comida, mas principalmente que tem um baixo preço. e o diretor? naquele que tem uma ótima comida, independentemente do preço. cem reais? quase nada. cem reais? quanta grana!

mas não vou falar de todos os meus planos agora. nem todos os planos feitos. quero desenvolvê-los. um dos planos, inclusive, é não ser radical. se hoje eu penso de um jeito não quer dizer que sempre pensarei assim. não quero ter sempre a mesma opinião. quero ser mais flexível.

um dos planos que estou desenvolvendo é conhecer cem novas cidades por ano. 

vou ficar por aqui. estou cansado. meu plano de hoje é dormir cedo para recuperar as forças. daqui a pouco chegam as férias e tenho que viajar. já te falei de como pretendo curtir as férias? não? então na próxima crônica eu falo. 

escrito por jorge leite de siqueira, cansado e com o cérebro ativo. cheio de planos e sem namorada.


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