09 julho 2013

59ª crônica - as mentiras que os jorges contam



um dia, quando eu era jovem, bem mais jovem, fui a uma praia, sem dinheiro (como hoje em dia). na praia comi pão com sardinha. acho que na época a sardinha (aquelas de lata) era barata, pois preferi a sardinha à manteiga, à mortadela, etc. foi uma alternativa para matar a fome. eu fiquei poucos dias, dormi em algum hotel barato, não sei maiores detalhes. mas eu me lembro de ter comigo pão com sardinha.

algumas vezes contei essa história a amigos, mas sempre disseram que era mentira. acham que, pela minha postura e posição profissional (seriedade), não seria capaz de ter recusado um restaurante popular para ter-me submetido à ausência de valores nutricionais que um pão com sardinha oferece.

mentira? então vamos mentir mais um pouco.

quando morava em santa bárbara d’oeste eu ia bastante ao shopping da cidade, o tivoli. na entrada do shopping tem um supermercado. como sei que os preços do shopping são maiores eu costumava ir ao supermercado comprar cerveja por um preço menor. era tipo comprar uma lá dentro (shopping) ou três lá fora (supermercado). eu escolhia a marca que estivesse mais gelada, mas tinha preferência pela skol.

colocava as cervejas na minha mochila e ia para a área de alimentação do shopping, comprava uma latinha da mesma marca em algum dos estabelecimentos, pedia um copo (personalizado) e sentava-me. quando a cerveja acabava (mais caro, claro) eu pegava outra na mochila e continuava a beber.

e assim fazia até terminar as quatro ou cinco que eu havia comprado no supermercado.

você pode perguntar por que eu não bebia em casa. a resposta é que eu ia ao shopping quando estava calor e lá havia ar condicionado, era um ambiente alegre e ficava inspirado ali.  eu ficava inspirado, digamos assim.

é meio idiota, mas é essa a resposta.

mas, pior do que isso era quando eu comprava pão com mortadela e ficava andando pela área de alimentação até que alguém que estivesse comendo lanche se levantasse. eu escolhia uma mesa que tivessem comido big mac ou outro lanche caro. o que eu fazia? eu me sentava à mesa e usava a caixinha do lanche para colocar o meu pão com mortadela. todo mundo acharia que eu estava comendo big mac!

incrível, ne? mas eu era pobre fudido (ainda sou) e achava (ainda acho) muito caros esses tipos de lanches.

e quando eu esperava alguém se levantar deixando sobras na mesa? eu me sentava para terminar o “almoço”. não comia restos, tipo pedaços de lanches. eu comia arroz e batata frita que não era resto, era sobra. e carne ou o que houvesse que não tivesse sido mordido.

mas não vou falar disso.

e quem nunca fingiu que era deficiente para atravessar a rua? era a coisa mais fácil a fazer. todos os carros param. eu começava a andar mancando e atravessava a rua. faça, e você verá que facilidade! eu já fiz isso algumas vezes...

mas também não vou falar disso.

e quando eu ia dormir no banheiro enquanto estava no trabalho, cansado e preguiçoso?

isso foi no passado. hoje eu não faço mais isso. verdade! juro!

escrito por jorge leite de siqueira, em casa (mentira).



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