09 julho 2013

Férias - 4º dia

Hoje fui a Analândia.

Analândia tem um potencial turístico enorme, mas parece que não é difundido como deveria. A Pedra do Cuscuzeiro e o Morro do Camelo são belos, escaláveis, sendo que o Camelo é mais fácil, acessível para os "pobres mortais" como eu. O Cuscuzeiro já precisa de um pouco mais de prática e orientação.


Além disso a cidade oferece uma série de cachoeiras, tem ruas largas, mistura de construções novas e antigas (mas não tão belas) e uma praça enorme e bem cuidada. Parece que a Prefeitura está "trabalhando" e espero que no futuro desenvolva-se esse potencial turístico ecológico que a cidade promete.


Eu estava perto na cidade quando vi, entre o nevoeiro, a Pedra do Cuscuzeiro. Parei a moto e tirei fotos, claro, mas fiquei bem impressionado com a beleza da natureza naquela parte. Não sabia ainda que dava pra chegar bem perto da Pedra e até escalá-la. Fui de moto por uma estrada de terra e parei no pé do Morro do Camelo. Há uma trilha que leva ao cume. Subi a trilha, claro, pra ver até onde eu chegaria. E cheguei ao topo. Fôlego baixo, sem condições físicas aeróbicas, mas fui aos poucos desbravando aquela floresta e subindo pedra após pedra, até chegar lá em cima, e pude ver bem de perto o Cuscuzeiro.


Fiz uns filmes mas não sou bom com isso. Coloquei no Youtube mas não são as melhores imagens que vocês podem apreciar. Quis apenas "documentar" minha aventura.

Fui depois até a Cachoeira da Bocaina. Já não gostei dos cinco reais que tive que pagar para entrar, pois acho que é uma exploração. Eu acho que essas coisas deveriam ser assim: entrada por cinco reais com direito a um pastel, ou a uma cerveja, ou algo do tipo. Compensatório e não pareceria exploração.



E não gostei da Cachoeira. Eu não gosto de cachoeiras, já percebi. Pouca água, fotos horríveis, vídeo pior ainda. O caminho de aproximadamente 60 metros de altura (cem metros de extensão) é cheio de partes escorregadias devido às diversas minas que nascem nas paredes da Cachoeira. Fiz uma imagem que dá pra ver o que eu digo. Eu escorreguei, sujei roupa, rasguei calça, e no final não curti como gostaria.


Voltando, fui conhecer a cidade. Bonita, mas sem estrutura comercial. É uma pequena cidade, mas bem que poderiam oferecer mais opções aos turistas, tipo lojinhas de artesanatos locais, comidas, algo no estilo de Águas de São Pedro.


E na saída há o Cristo de braços abertos. Tirei umas fotos. Muito bacana o Cristo em primeiro plano e a Pedra do Cuscuzeiro e o Morro do Camelo ao fundo. Veja as fotos e comprove.

Veja as fotos:

http://aslentesnaomentem.blogspot.com.br/

=)

Regime:

Cheguei super cansado em casa. As escaladas me mataram, além dos 215 km que andei no dia, desde a saída de casa até a volta, visitando a área dos morros e cachoeiras. Comi algumas barrinhas de cereal para aliviar a fome, mas comi uma esfirra com suco de abacaxi e hortelã numa pequena lanchonete. Eu precisava conversar com alguém na cidade e me submeti a isso para ter uma visão melhor do local.

Por falar nisso, a lanchonete era uma espécie de uma ideia que tive no passado: uma loja de artesanato, lanchonete com tudo o que você imaginar (tapioca, vodka, café) e vende de tudo um pouco.


Conversei com a dona mas não perguntei seu nome. Ela falou que os políticos vêm acabando com a cidade nos últimos anos e o turismo caiu muito. Disse-me que no passado era uma cidade bem procurada pelas pessoas da região e nos finais de semana a cidade ficava lotada. Hoje não fica mais. E realmente, a cidade estava vazia à 14:30 h, quando eu conversava com ela.

Curiosidades:

A minha lente não chegou ainda mas já foi confirmado o pagamento.

Estou dormindo muito mal. Acordo muitas vezes à noite, mesmo cansado. Acho que estou em transição entre a prisão e a liberdade. Ou talvez seja apenas ansiedade de aproveitar os dias de liberdade (férias).

Hoje vou comprar o saco de dormir. Vou procurar aqui em Limeira, senão irei em Piracicaba. No Walmart custa 60 reais mas tá faltando. Tem, mas tá faltando.

Eu abasteci a moto na chegada, ontem: 20 reais, 6,94 litros, 215 km. Média de quase 31 km por litro. Sinal que na estrada a moto rende mais. Andei bastante a 110 km por hora, já que peguei a Washington Luis para ir e a Anhanguera pra voltar (Pirassununga, Leme, Arara).

Perdi o fone de ouvido. Deixei cair na Cachoeira.

Então, o quarto dia foi só isso. Ou tudo isso... =)


Os vídeos a que me refiro:


Um comentário:

Invernal disse...

Cara, que legal que foi até aí. Essa é a cidade que mais gosto no mundo. Quando ficar velho, quero ter um lugar só meu aí. Sobre o desenvolvimento do turismo, pra mim, quero que não desenvolva, pois conheci essa cidade antes, durante, e depois do boom turístico, que teve ate reality show sendo gravado aí, e no sentido da proteção à natureza, hoje está bem melhor, e próximo à 1999, quando fui a primeira vez.
Abraços

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