05 janeiro 2014

Filosofando sobre a felicidade

"A resposta certa, não importa nada: o essencial é que as perguntas estejam certas." 
Mário Quintana

Eu tenho alguns momentos felizes, acho que todos os temos. Eu me lembro do prazer imenso quando estava em Paraty e em Trindade. Conviver entre pessoas "diferentes", livres. À beira-mar.

E hoje estava pensando em felicidade. Todos podemos ser felizes, mas queremos? Ou a pergunta certa seria: todos queremos ser felizes, mas podemos?

Eu poderia largar tudo agora e ir para Paraty ou Trindade? Eu seria feliz? Será que fui feliz porque sabia que iria embora? Será que quando eu lá voltar viverei momentos felizes como da primeira vez?

Pensando assim concluí que não serei feliz. A minha felicidade está em viver poucos dias em alguns lugares. A minha felicidade está em ser cigano, andarilho, turista. A minha felicidade está em conhecer lugares novos, conhecer novas culturas, conhecer novas pessoas. E tirar fotos.

Mas, eu pergunto, posso viver assim, viajando de cidade em cidade? Não, não posso! Ou seja, não serei feliz jamais? Não, não serei! Mas há uma solução intermediária: eu poderei ter mais momentos felizes. Basta eu aproveitar os feriados, os finais de semana e viajar mais. Posso ir às cidades vizinhas nos finais de semana. Vou no sábado e volto no domingo. E nos finais de semana com feriados (3, 4 dias ou mais) eu vou para um lugar mais distante. E nas férias eu "fico louco" e faço tours pelo Brasil ou até em outros países.

Os sonhos vão ficando distantes quando se envelhece, mas também vão se somando às realizações do passado. Os empregos foram ficando para trás, os filhos vão se formando, os endereços vão se alterando, bens vão e vêm, e assim por diante.


É a vida. E é bonita...

Jorge Leite de Siqueira

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