07 janeiro 2014

FILOSOFANDO SOBRE O AMOR

E, zapeando meio que insone às sete e meia da manhã, me deparei com um canal religioso da linha católica. O senhor de roupa branca falava sobre São Paulo. Assustei-me achando que falava sobre futebol, mas não, era sobre o apóstolo. Ignorante merecedor de chicotadas (se fosse mulçumano), resolvi aumentar o som e escutei uma das frases mais belas que (não) merecia escutar:

A MEDIDA DO AMOR É AMAR SEM MEDIDA.

Paulo (e não Renato Russo) disse que devemos amar as pessoas como se não houvesse amanhã. Para uma mente poluída como a minha, que só acredita no amor carnal, no amor heterossexual, no amor interesseiro, foi com enorme satisfação que fiquei ouvindo uma pregação logo pela manhã dessa terça-feira.

Comemorando o meu cinquentenário quero despoluir meus pensamentos, quero ser mais "normal" e fazer coisas mais "normais".

Devido às minhas convicções religiosas não consigo mais ter fé. Por mais que os milagres aconteçam, por mais que a sorte me acompanhe, por mais sucesso que eu tenha, por mais derrotas que eu sofra, por mais sofrimento que eu veja e sinta, não consigo responsabilizar um senhor de barba branca sentado numa cadeira com um caderno nas mãos escrevendo o meu diário (ou lendo, já que alguns afirmam que "tudo" já está escrito).

Até gostaria de nunca ter "aprendido" nada na vida, de ser completo ignorante, de crer em tudo, de ter fé do tamanho do grão de mostarda (ou pelo menos do tamanho do caroço do abacate), mas não consigo. Ter fé é inaceitável para os meus pensamentos.

Prometo que se eu renascer, se houver encarnação, se eu "voltar", eu farei diferente. Prometo!

Jorge Leite de Siqueira (manhã de terça-feira, preparando para o trabalho às dez e meia)

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