24 fevereiro 2014

As fotos

Ontem eu fui caçar jacaré. Caçar com câmera fotográfica. E peguei:







Apesar de ser mal encarado o danado do jacaré me fez feliz. Ele existe, livre no meio das flores de lótus, no meio do lodo do lago sem nome. O lago do Horto.


Cartas ao meu amor (Parte VIII)

Oi meu amor. Estou com saudades de você. Saudades são boas recordações?

Hoje eu fiquei pensando em como o tempo passa rápido. Tudo começou no sábado, quando eu fui ao aniversário da Aline. Ficamos conversando e falei sobre a minha vontade de comemorar meu cinquentenário com uma festa e etc. E pensei o quanto era cedo para planejar.

Hoje vejo mais claramente como as coisas acontecem independente de nossa vontade. Os dias passam, as datas chegam, os eventos passam e a vida continua.

A ansiedade me deixa maluco. À toa.

As coisas acontecem independentemente de minha ansiedade, de meu nervosismo, da minha insônia, de que eu esteja bem ou mal. O tempo não para. E o dia seguinte sempre chegará e trará o concurso tão esperando, o primeiro dia de emprego tão temido, a entrevista inadiável, o encontro amoroso tão esperado.

E tudo vem na hora certa.

E não adianta nos preocuparmos, amor, tudo vai acontecer na hora que tiver que acontecer, do que jeito que você planejou ou não, mas vai acontecer. Mesmo que a data seja daqui a um mês ou um ano, o dia vai chegar e vai ocorrer o que tiver que ocorrer.

Lembra da Copa do Mundo? Daqui a pouco ela começa. E daqui a pouco ela acaba. E faltavam quatro enormes anos.

Pois é, resolvi não mais correr contra o tempo. Agora vou me deixar levar. Estou cansado. O tempo venceu. Agora deixarei as rugas aparecerem. Deixarei o cansaço me derrubar. Deixarei de querer ser feliz. Deixarei de tudo.

Mas, atenção! Não estou me entregando, estou apenas aceitando.

Beijo, amor, fica em paz. Não fique triste, saudade existe só pra se viver. Minha vida cigana me afastou de você...

JORGE LEITE DE SIQUEIRA



23 fevereiro 2014

Cartas ao meu amor (Parte VII)

Oi amor, tudo bem? Estou ouvindo algumas músicas legais, e essa aqui me deixou a pensar:

"Quem sabe o amor tenha chegado ao final.
Não vou pedir a porta aberta. É como olhar pra trás.
Não vou roubar teu tempo, eu já roubei demais.
Aos poucos fui ficando sem saída.
Não vou querer ser o dono da verdade
Talvez eu volte cedo ou não volte mais..."

Confesso - Ana Carolina (trechos da música)

Será que sempre tenho razão?

Já falei sobre isso, cansei de repetir, mas vivo me perguntando se tenho sempre a opinião correta. O que me incomoda é que as minhas opiniões machucam as pessoas. Não é que ofendo (ou algo parecido) as pessoas, mas eu dou opinião no que já está decidido, no que existe há tempos.

No meu novo emprego já me aconteceu de querer mudar alguma coisa e eu tive que ver algumas pessoas virando "o nariz" pois estava querendo mudar o que "sempre foi daquele jeito".

Será que devo me calar? Calar-me seria essencial, mas como fazê-lo?

Não sou do tipo de ficar calado quando vejo que posso ajudar. Mas, eis a questão: será que estou ajudando? E se a minha opinião for pior?

Devo me calar, amor? Eu sei que falo demais...

Bem, estou esquisito. Acho que é cansaço. Amanhã começo a fazer musculação. Veremos no que vai dar.

Beijo, amor. Fica em paz.

JORGE LEITE DE SIQUEIRA



21 fevereiro 2014

CARNAVAL 2014 - Planejamento de viagem

A ordem de prioridades para esse Carnaval é:
1º - andar de moto
2º - conhecer cidades
3º - fotografar

Sábado - 01 de março

Ponto 0 - 07 horas - saída de Rio Claro
Ponto 1 - 09 horas - descanso em Araraquara - rodados aproximadamente 110 km
Ponto 2 - 12 horas - descanso em Catanduva - rodados aproximadamente 130 km
Ponto 3 - 15 horas - descanso em Votuporanga - rodados aproximadamente 150 km
Ponto 4 - 17 horas - descanso em Jales - rodados aproximadamente 100 km

Dormir em Jales

Domingo - 02 de março

Ponto 0 - 07 horas - saída de Jales
Ponto 1 - 09 horas - descanso em Ilha Solteira - rodados aproximadamente 100 km
Ponto 2 - 11 horas - descanso em Três Lagoas - rodados aproximadamente 80 km
Ponto 3 - 13 horas - descanso em Brasilândia - rodados aproximadamente 80 km
Ponto 4 - 15 horas - descanso em Presidente Epitácio - rodados aproximadamente 100 km

Dormir em Presidente Epitácio

Segunda - 03 de março

Ponto 0 - 07 horas - saída de Presidente Epitácio
Ponto 1 - 09 horas - descanso em Mirante do Paranapanema - rodados aproximadamente 100 km
Ponto 2 - 12 horas - descanso em Rancharia - rodados aproximadamente 140 km
Ponto 3 - 15 horas - descanso em Marília - rodados aproximadamente 130 km

Dormir em Marília

Terça - 04 de março

Ponto 0 - 07 horas - saída de Marília
Ponto 1 - 09 horas - descanso em Bauru - rodados aproximadamente 110 km
Ponto 2 - 12 horas - descanso em São Manuel - rodados aproximadamente 80 km
Ponto 3 - 14 horas - descanso em Barra Bonita - rodados aproximadamente 40 km
Ponto 4 - 16 horas - descanso em Brotas - rodados aproximadamente 80 km
Ponto 5 - 19 horas - volta para Rio Claro - rodados aproximadamente 80 km



20 fevereiro 2014

Cartas ao meu amor (Parte VI)

Bom dia, amor.
Hoje acordei pensando em ir trabalhar. Não que eu goste, mas eu preciso. Todos precisamos, então vamos. Mas eu não acordei pensando em ir trabalhar. Pelo contrário, estou com medo do trabalho.

Calma, está tudo indo bem, serviço legal, colegas legais. Calma!

Eu me lembrei da Célia (não a daqui, mas a do RH). Quando a Célia entrou eu falei pra ela que tinha um "problema mental". Ela esbugalhou os olhos para mim, assustada, pensando que eu fosse um deficiente trabalhando lá com ela. E sabe que cada deficiente deve ser tratado com mais carinho (e cuidado). E um deficiente com "problema mental" é pior ainda. Mas daí eu esclareci pra ela que o meu problema mental era o esquecimento. Afinal, isso é da mente, não é? Então é mental.

Eu já tinha problemas de esquecimento muito sérios nessa época.

Nessa semana eu fui "lembrado" de enviar um documento que era pra ter sido enviado em janeiro. Não deu problema nenhum, enviei atrasado, pesa no currículo, etc., mas não deu nada. O pior comigo é o esquecimento do que faço durante o dia e no dia seguinte o cliente chega todo feliz, falando meu nome, e eu nem aí pra quem é.

Eu trato todo mundo com educação e alegria. Sorrio, converso, conto histórias, escuto casos, e assim vou atendendo e agradando. Gosto muito do modo como trato os clientes e vejo que eles também gostam. Claro que não é unânime. Nem Jesus agradou todo mundo. Nem o Lula. E o retorno de meu atendimento é o cliente se lembrar de mim, de meu nome (tá no crachá) e ele volta todo sorrindo relembrando algumas coisas que conversamos. Daí que a pessoa se senta e não tenho a menor ideia de quem seja.

Ontem mesmo veio a professora da escola com quem conversei perguntando detalhes da função de professor (e outras coisas, afinal ela é colega de trabalho) e simplesmente eu me esqueci dela. Ela entrou, sorriu, me chamou pelo nome e perguntou como está a faculdade. Eu não me lembrei dela e fiquei triste com isso.

Será que vai piorar? Será que é o alemão que está chegando? Não, não é doença, eu sempre fui assim.]

Mas fiquei triste. E fico triste. Queria ser mais atencioso do que sou. Mas ninguém é perfeito.

Bom dia, amor, fica em paz. Agora vou trabalhar. Beijo. Te amo. Nunca se esqueça disso. Estou sempre te esperando e você nunca chega. Quando é que você vai acender a luz de nossa casa? Tá demorando!

JORGE LEITE DE SIQUEIRA


19 fevereiro 2014

Cartas ao meu amor (Parte V)

Boa noite, amor, tudo bem?
Eu estou bem. Fizemos uma reforma aqui no quarto e agora eu tenho ar puro todos os dias, horas, minutos, segundos e até nos milésimos. Acredite se quiser mas nesta noite fez até um friozinho gostoso. Foi de madrugadinha. Gostoso. Saudades do frio.

Ontem aconteceu uma coisa divertida lá no trabalho e eu fico pensando no fato e resolvi te contar para poder me esquecer e tirar do inconsciente (ou subconsciente). E até eu liguei o fato a uma pergunta que o professor fez no ano passado no curso de Nutrição. O Cherbéu falou que só existia um tipo de pessoa que poderia ser considerado "livre" de fato. Quem sabe? Eu sei: o louco! Os colegas me olharam espantados, como se eu tivesse dito algo absurdo. Mas todos já sabem disso. Fiz diversas poesias sobre isso e todos os poetas, os músicos, os menores e os maiores escritores já comentaram a respeito.

Pois é, o louco é livre e pode fazer tudo. Tudo! Tudo o que desejamos e não temos coragem. Tudo? Tudo. Tudinho.

E lá estava ela, a Raquel (nome fictício), sendo atendida por mim. Estava pagando a mensalidade do clube pois iria viajar no carnaval e não queria atrasar. Louca? Não parece, né? E na televisão estava passando o filme "vivendo a vida adoidado" (ou algo parecido). Ela falou que adorava aquele filme e cantou (tirilou baby, tirilou baby tuíste down. tuíste down). Eu fiquei conversando com ela enquanto fazia os procedimentos de recebimento do pagamento naquele momento (não sou um jumento, por favor). E na hora em que dei os recibos para a Raquel o filme mostrou a cena em que o rapaz participa de um desfile cantando a música acima.

Nossa, que legal! A Raquel deu uma gargalhada enorme, sem medo nenhum, sem vergonha nenhuma. Tinham umas dez pessoas em nosso espaço de lazer que olharam para ela mas não sorriram. Eu olhei-os e vi um enorme desprazer, uma vergonha, um asco, sei lá, uma coisa que a sociedade criou para considerar que não se podia gargalhar alto naquele recinto. Não vi nada escrito em lugar nenhum, mas deve existir algo no regulamento interno. Sei lá.

Só sei que a Raquel deu outra gargalhada, levantou-se e ficou olhando a cena na televisão, sorrindo, feliz como se ouvisse aquilo pela primeira vez. Eu ri com ela. Queria até estar em seu lugar.

Ah, nós, loucos somos tão felizes.

Ah, amor, desculpa, perdi o foco. Nem me lembro mais sobre o que eu queria falar. Fica para amanhã. Depois falo mais sobre a minha nova casinha. É o mesmo quartinho mas agora é diferente. Vamos ver se fica bom.

Amanhã vou te falar sobre o plano de me fantasiar para a festa da Aline: camiseta de super-homem com a minha cueca vermelha sobre a calça. Será que vão me achar feio? Não posso ir só de cueca, né? Senão ia.

Beijo. Boa noite. Fica em paz. Saudades de você.

JORGE LEITE DE SIQUEIRA

Poesia - Razão para viver

Subir?
Descer?
Cair?

Seguir em linha reta?
Fazer a curva a cem metros?
Bater conta a montanha?
Soltar o volante no final da ladeira?

Forró?
Rock?

Com quê devo me preocupar?

Esperar? Esperar? Esperar?
Abandonar tudo e recomeçar?
Recomeçar sempre e abandonar?

Amar incondicionalmente?
Odiar condicionalmente?
Ignorar as ignorâncias?

O que devo querer?

Subir na moto e pilotar até acabar o combustível?
Vestir a roupa mais bonita e ir à missa?
Tirar a roupa mais bonita e transar como se tivesse dezoito anos?

Pedir em casamento?
Romper as barreiras?
Isolar-se nas montanhas?

Qual a razão para viver?

Arrumar-se e ir ao trabalho?
Esperar a aposentaria e morrer?

Às vezes eu me pergunto por que sou tão calado, digo, pensativo...

JORGE LEITE DE SIQUEIRA



18 fevereiro 2014

Cartas ao meu amor (Parte IV)

Boa noite, meu amor. Tudo bem?
Eu não estou muito legal. Lembra-se daquela minha gata? Pois é, ela morreu. Não foi nada cruel tipo ser atropelada ou espancada, ela apenas amanheceu morta.

Ela estava velhinha, né? Eu a peguei há alguns anos - cinco, seis, sei lá - mas ela já era velhinha. Estava gorda, parecia castrada, mas acho que a velhice engorda os seres. Eu também estou gordo. E velho.

Apareceu morta. Em sua caminha.

Eu fiquei triste com a sua morte. Tentei disfarçar hoje no trabalho mas nem meus sorrisos prontos, nem minhas falas decoradas conseguiram me ajudar. Acho que meus olhos me denunciaram. Diversos clientes e colegas me perguntaram se havia acontecido algo.

É difícil disfarçar a tristeza.

Mas o tempo - ah, o tempo - o tempo cura tudo e me fará esquecê-la. Eu adorava aquela gata. Ela se deitava em meu colo, mordia minha orelha, brincava com meus sapatos. Tirei muitas fotos dela. Nunca mais terei outra gata como aquela.

Não chorei, não sei por quê, mas não chorei. Apenas fiquei com os olhos tristes. Acho que a dor era mais profunda, na alma, e isso chamou a atenção dos outros.

Mas, como eu disse, o tempo cura tudo e daqui a pouco estarei soltando gargalhadas e a esquecerei. Daqui a pouco a minha gata será apenas uma mera recordação. Daqui a pouco. Agora ela me faz falta.

Mas, é isso aí, amor, hoje te trouxe notícias ruins, mas todos os relacionamentos são assim, uma troca de sentimentos. Quando se acabam os sentimentos acaba-se tudo.

E tudo será uma mísera amizade. Boa noite, amor. Fica em paz.

JORGE LEITE DE SIQUEIRA

17 fevereiro 2014

Poesia - Fera Ferida

Volto da caça.
Sangrando
sofro
mas estou vivo.
As garras em meu peito
mostram como fui atacado.
Me disseram:
- Você é bobo!
Saia dessa!
Isso é coisa do passado!
Compra galinha, é melhor!
Dá menos trabalho.

Mas eu, teimoso como sou, não aceitei,
e fui à caça
esquivando-me de predadores
aproximando-me da caça
não disparei
paralisado pela minha "sensibilidade poética"
e de caçador virei caça
sendo atacado
por garras e presas
por palavras e atitudes.

Escapei.
Não me lembro como.
Mas estou mal.

Agora devo ficar de repouso total
sem comer nem beber
sem pensar em caças
sem nem poder poetizar.

O tempo é o melhor dos mestres...

JORGE LEITE DE SIQUEIRA

16 fevereiro 2014

CARTAS AO MEU AMOR (Parte III)

Boa tarde, meu amor. Desculpa não ter escrito antes mas estava resolvendo uns problemas. Na verdade, os problemas é que estavam me remexendo, revolvendo, resolvendo. Sei lá.

Amor, você já voou?

Um dia desses uma pequena criança, no colo de sua mãe, cochichou-lhe que queria voar. Eu, trabalhando, me meti na história: - Avião? Ela disse que não. E eu, prestativo como nunca, resolvi ensinar-lhe como voar. - Feche os olhos. É fácil! Ela me encarou.

Quando vi aqueles pequenos olhos me "questionando" como eu conseguia voar voltei ao tempo, quando eu tinha imaginação. Ensinei-lhe:

- Faz assim: sente-se num lugar bem gostoso, onde você gosta, fecha os olhos e fica bem quietinha. Você vai ver que consegue enxergar de olhos fechados. E então começa a voar. Você vai conseguir. Mas não pode abrir os olhos senão para de voar.

A menina escutava "bebendo" as minhas palavras. De repente ela diz à sua mãe, preocupada: - E se eu cair?

Claro que ela queria me perguntar, mas não me conhecia tão bem ainda. Eu respondi: - Não vai cair. Se você abrir os olhos simplesmente você vai voltar para onde estava sentada. Não pode abrir os olhos porque para de voar. Não cai, não se machuca, fique sossegada.

Acabei o atendimento e ela foi-se embora. E eu fiquei com essa história na minha vida. É uma gratidão ter participado com você, amor, mais uma história de minha vida.

Por falar nisso, já te falei que esqueci a chave no trabalho? Ah, já! Então deixa pra lá. Não vou contar novamente essa história.

Por hoje é só. Não estou muito inspirado para escrever. Nem para assistir filmes. Nem para ler. Nem para dormir. Nem para andar. Nem para sair. Nem para ficar. Nem para nada.

Mas isso passa. Boa tarde. Fica em paz. Te amo, amor.

JORGE LEITE DE SIQUEIRA

06 fevereiro 2014

CARTAS AO MEU AMOR (Parte II)

Boa noite, meu amor. Tentei dormir mas não consegui. Já passa de meia noite. Coisas de velho, acho. Insônia, preocupações, ansiedade. Tomei remédio para controlar a pressão mesmo sabendo que a pressão não está alterada. Alterados estão os meus pensamentos.

Acabei de ler A CONSCIÊNCIA DE ZENO do Italo Svevo e fiquei bem pensativo. Tudo o que leio me deixa bem pensativo. Fico louco. Me tira o sono, inclusive. Ah, descobri o motivo da insônia. Bem, vejamos o que SAGARANA fará comigo. Os pensamentos do Zeno são parecidos com os meus. É bem legal estudar a sua "consciência", a sua necessidade de adoecer, de se perdoar, de auto-flagelamento. Tudo tem a ver comigo, com meus pensamentos, minhas necessidades. Minha consciência é assim, estranha. E nítida.

É o passado me fazendo mal?

O remédio começou a fazer efeito. Sinto meus ombros se relaxarem. Lembrei-me de quando comecei a trabalhar no RH da Prefeitura em que o Serginho me assustava. Que dor eu ficava nos ombros! Parecia carregas sacos e sacos de cimento nas costas.

Engraçado que o tempo passa e tudo muda. Tudo mudou.

Hoje no Sesi é muito mais trabalhoso, mais puxado, mais "fiscalizado", tenho mais responsabilidades, coisas urgentes, diferentes, mas, quanta leveza eu sinto! Adoro trabalhar no Sesi. O serviço é gostoso, o ambiente é leve, o "assunto" com que trabalho é gostoso: saúde, academia, aulas, cultura, cursos, esportes, lazer, piscina. Os novos colegas me divertem. Claro, como em qualquer lugar tem aqueles momentos de ignorância mas sempre "assopramos as feridas". Há um respeito diferente. As pressões fazem explodir as tampas das panelas mas rapidamente tudo volta ao normal.

E quando toca o telefone? Lembra, amor, quando eu contava sobre o RH? Cada ligação era uma pergunta estranha! Hoje, no Sesi, são perguntas sobre os assuntos a que me referi acima. Agora, já dominando o assunto, começo a curtir até os telefonemas.

Aqui em Rio Claro estou tendo dificuldades na casa em que moro. O sol bate bem em frente ao quarto e fica extremamente quente. Moto (com motor quente) dentro do quarto. Ah, não confio em deixá-la na rua, na frente de casa, aqui em Rio Claro está muito violento. Essa cidade é a 3ª mais violenta do Estado. Acredita? Aqui, neste quarto tenho passado péssimas noites. Não sei se vale a pena economizar de um lado (pago pouco) e sofrer do outro. Daqui a pouco estarei no médico, se continuar assim.

Mas existem algumas coisas em vista. Quem sabe daqui a pouco tudo se resolve.

Amor, esse é o ano de meu cinquentenário. Estou tentando organizar algumas ações do que farei neste ano (ler livros, ver filmes, etc.) mas ainda não me organizei. Neste final de semana prometo colocar um resumo bem legal.

Domingo passado fui com a Iris em Analandia, despedir-me dela que está voltando para Campinas. Ela tirou algumas fotos minhas e fiquei completamente decepcionado com a minha feição, como estou "acabado". Rugas, olheiras, cansaço. Uma enorme calvície. Cinquenta anos! Fazer o quê? Envelhecer.

Mas quero envelhecer feliz. Estou tentando. Vou conseguir.

E o que me faz feliz? Viajar. O que mais? Tirar fotos. Daqui a pouco o Carnaval está aí e vou viajar como um louco. Quero ir a Presidente Epitácio e voltar. Irei por um caminho (passando por Jales) e voltarei por outro (passando por Marília).

O que me seduz não é o destino, as cidades em que passarei. O que me seduz é a viagem. O caminho. A minha felicidade está na viagem e não no destino.

Mas, meu amor, sinto ter que ir sozinho. Gostaria tanto que você estivesse comigo, na garupa da moto. Mas, fazer o quê, né? Se você não pode nunca estar comigo, deixa a vida seguir. Quem sabe um dia você surge como uma fumaça e passa a me acompanhar.

Deixa a vida me levar? Não. Eu quero levar a vida. Do meu jeito.

Boa noite, amor. Vamos dormir.

JORGE LEITE DE SIQUEIRA (05/02/2014)

PS. Um dia escreverei aqui à noite e alguém lerá pela manhã, chorando sobre meu cadáver. Já pensou nisso? Eu penso. Horrível? Não! Pura verdade. Mas nem isso me preocupa mais...

=D

05 fevereiro 2014

CARTAS AO MEU AMOR (Parte I)

Boa noite, meu amor.

Senti saudades suas o dia todo. Não sei quem você é, se é alguém que já conheço, que já convivi, se é alguém com quem já dormi. Não sei se você é uma das mulheres que já beijei ou se ainda nem nasceu. Não sei. Mas sinto saudades de você. 

Um dia eu disse que sempre me apaixono, todos os dias, e algumas vezes pela mesma mulher. Eu me sinto assim, poeta, apaixonado, deixando escapar palavras românticas, sensíveis, belas. E deixo essas palavras caírem dentro de mim, no coração, na alma. E meus pensamentos ficam remoendo, remexendo em pacotes já fechados, lacrados com cadeados.

E meus pensamentos me fazem sofrer.

Mas é um sofrimento gostoso, de saudades, que me fazem chorar, sem dúvida, mas é um choro sadio, que prova que estou vivo, que estou apaixonado. Sempre. Todos os dias.

Meu amor, me perdoe por ser poeta, por viver intensamente os sentimentos, por esperar por algo que nunca vai acontecer, por sonhar acordado, por despertar em lugares que não conhece, por querer o que ninguém quer. Perdoe-me por dizer coisas que no papel não expressam qualquer sentido. Perdoe-me apenas. O seu perdão pode me salvar.

Sinto saudades suas. Saudades é a ausência da presença. Ouvi essa frase um tempo atrás e agora ela é minha, ninguém toma.

Meu amor, sinto saudades de sua companhia. Sinto saudades de seus beijos. Não aqueles beijos molhados, sacanas, sensuais, que nos despiam aos dois. Sinto saudades daqueles beijos que você me dava direto ao coração, à alma, ao espírito. Ah, eles me faziam tão bem.

Sinto falta também de seu olhar, aquele que cortava como faca amolada, lembra? Sinto falta de seus olhos invadindo minhas retinas, meu cérebro, indo ler meus pensamentos.

Estranho, não me lembro mais da cor de seus olhos.

Já te falei que tenho memória curta? Minha memória apaga-se logo. E como isso me incomoda! Às vezes é bom pois esqueço coisas maldosas que me fazem, mas quase sempre é ruim pois esqueço de detalhes que envolvem outras pessoas e pensam que finjo.

Esqueci de seus olhos.

Não. Na verdade acho que não esqueci. Na verdade eu me lembro de você quando fecho os olhos e viajo em meus pensamentos, ou simplesmente quando eu durmo e sonho. Você é uma das pessoas que vejo nos sonhos mas que não conheço, só sei que sei que são muito importantes para mim. Mas como são importantes se não as conheço? Deve ser algo sobrenatural.

Será que existe vida após a morte? Deve ser isso.

Desculpe-me se misturo tantas mulheres em um só pensamento. Às vezes, meu amor, eu me confundo quando tento me expressar e as palavras ficam sem nexo, sem sentido.

Bem, por hoje é só. Depois te escrevo mais. Sei que você vai achar que estou enlouquecendo (eu também acho) mas vamos torcer que isso fique apenas entre nós dois. Ninguém vai saber do amor que sinto por você. Ninguém vai desconfiar que você ainda não existe. Ninguém vai perceber que você já passou pela minha vida. Ninguém vai perceber que você ainda nem nasceu.

Ninguém vai perceber que você é a mistura disso tudo e é a mulher que me enlouquece. E que agora vai viver experiências incríveis comigo.

Seu nome? Apenas será o meu amor. Para quê nome? Não precisamos disso, não é?

Beijos. Fique em paz. Vou trabalhar agora mas volto depois para te contar como foi meu dia.

JORGE LEITE DE SIQUEIRA
05/02/2014


03 fevereiro 2014

CARNAVAL 2014

Destino: PRESIDENTE EPITÁCIO  (SP)

Depois de ter ganhado o concurso do Fantástico de "O por do sol mais bonito" a cidade de Presidente Epitácio terá o grande orgulho de me conhecer.

Meu plano é chegar em Presidente Epitácio no sábado à tarde, ver o por do sol, dormir na cidade e logo pela manhã sair começando a volta para Rio Claro.

Cidades passíveis de serem conhecidas:

Ida

Rio Claro (Saída no SÁBADO - 01/03/2014)

São Carlos
Ibaté
Araraquara
Matão
São Lourenço do Turvo
Catanduva
São José do Rio Preto
Mirassol
Monte Aprazível
Tanabi
Cosmorama
Votuporanga
Fernandópolis
Estrela d'Oeste

Jales
(Distante aproximadamente 450 km)
(Dormir)

Urânia
Santa Fé do Sul
Ilha Solteira
Três Lagoas (MS)
Brasilândia (MS)
Bataguassu (MS)

Presidente Epitácio (SP)
(Distante aproximadamente 400 km)
(Dormir)
Volta

Presidente Venceslau
Mirante do Paranapanema
Pirapozinho
Presidente Prudente
Martinópolis
Rancharia
Quatá
Paraguaçu Paulista
Marília
Vera Cruz
Garça

Bauru
(Distante aproximadamente 400 km)
(Dormir)

Agudos
Lençois Paulista
São Manuel
Santa Maria da Serra
São Pedro
Charqueada
Ipeúna

Rio Claro (Chegada na TERÇA - 04/03/2014)

PRIMEIRO PLANO


SEGUNDO PLANO





LETRAS - PROFESSOR? - Aí vamos nós!!!


Dez mitos sobre dietas

Muitos mitos você com certeza já deve ter ouvido e talvez até possa acreditar, mas o fato é que não correspondem à realidade. Aqui vão ...