16 fevereiro 2014

CARTAS AO MEU AMOR (Parte III)

Boa tarde, meu amor. Desculpa não ter escrito antes mas estava resolvendo uns problemas. Na verdade, os problemas é que estavam me remexendo, revolvendo, resolvendo. Sei lá.

Amor, você já voou?

Um dia desses uma pequena criança, no colo de sua mãe, cochichou-lhe que queria voar. Eu, trabalhando, me meti na história: - Avião? Ela disse que não. E eu, prestativo como nunca, resolvi ensinar-lhe como voar. - Feche os olhos. É fácil! Ela me encarou.

Quando vi aqueles pequenos olhos me "questionando" como eu conseguia voar voltei ao tempo, quando eu tinha imaginação. Ensinei-lhe:

- Faz assim: sente-se num lugar bem gostoso, onde você gosta, fecha os olhos e fica bem quietinha. Você vai ver que consegue enxergar de olhos fechados. E então começa a voar. Você vai conseguir. Mas não pode abrir os olhos senão para de voar.

A menina escutava "bebendo" as minhas palavras. De repente ela diz à sua mãe, preocupada: - E se eu cair?

Claro que ela queria me perguntar, mas não me conhecia tão bem ainda. Eu respondi: - Não vai cair. Se você abrir os olhos simplesmente você vai voltar para onde estava sentada. Não pode abrir os olhos porque para de voar. Não cai, não se machuca, fique sossegada.

Acabei o atendimento e ela foi-se embora. E eu fiquei com essa história na minha vida. É uma gratidão ter participado com você, amor, mais uma história de minha vida.

Por falar nisso, já te falei que esqueci a chave no trabalho? Ah, já! Então deixa pra lá. Não vou contar novamente essa história.

Por hoje é só. Não estou muito inspirado para escrever. Nem para assistir filmes. Nem para ler. Nem para dormir. Nem para andar. Nem para sair. Nem para ficar. Nem para nada.

Mas isso passa. Boa tarde. Fica em paz. Te amo, amor.

JORGE LEITE DE SIQUEIRA

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