05 fevereiro 2014

CARTAS AO MEU AMOR (Parte I)

Boa noite, meu amor.

Senti saudades suas o dia todo. Não sei quem você é, se é alguém que já conheço, que já convivi, se é alguém com quem já dormi. Não sei se você é uma das mulheres que já beijei ou se ainda nem nasceu. Não sei. Mas sinto saudades de você. 

Um dia eu disse que sempre me apaixono, todos os dias, e algumas vezes pela mesma mulher. Eu me sinto assim, poeta, apaixonado, deixando escapar palavras românticas, sensíveis, belas. E deixo essas palavras caírem dentro de mim, no coração, na alma. E meus pensamentos ficam remoendo, remexendo em pacotes já fechados, lacrados com cadeados.

E meus pensamentos me fazem sofrer.

Mas é um sofrimento gostoso, de saudades, que me fazem chorar, sem dúvida, mas é um choro sadio, que prova que estou vivo, que estou apaixonado. Sempre. Todos os dias.

Meu amor, me perdoe por ser poeta, por viver intensamente os sentimentos, por esperar por algo que nunca vai acontecer, por sonhar acordado, por despertar em lugares que não conhece, por querer o que ninguém quer. Perdoe-me por dizer coisas que no papel não expressam qualquer sentido. Perdoe-me apenas. O seu perdão pode me salvar.

Sinto saudades suas. Saudades é a ausência da presença. Ouvi essa frase um tempo atrás e agora ela é minha, ninguém toma.

Meu amor, sinto saudades de sua companhia. Sinto saudades de seus beijos. Não aqueles beijos molhados, sacanas, sensuais, que nos despiam aos dois. Sinto saudades daqueles beijos que você me dava direto ao coração, à alma, ao espírito. Ah, eles me faziam tão bem.

Sinto falta também de seu olhar, aquele que cortava como faca amolada, lembra? Sinto falta de seus olhos invadindo minhas retinas, meu cérebro, indo ler meus pensamentos.

Estranho, não me lembro mais da cor de seus olhos.

Já te falei que tenho memória curta? Minha memória apaga-se logo. E como isso me incomoda! Às vezes é bom pois esqueço coisas maldosas que me fazem, mas quase sempre é ruim pois esqueço de detalhes que envolvem outras pessoas e pensam que finjo.

Esqueci de seus olhos.

Não. Na verdade acho que não esqueci. Na verdade eu me lembro de você quando fecho os olhos e viajo em meus pensamentos, ou simplesmente quando eu durmo e sonho. Você é uma das pessoas que vejo nos sonhos mas que não conheço, só sei que sei que são muito importantes para mim. Mas como são importantes se não as conheço? Deve ser algo sobrenatural.

Será que existe vida após a morte? Deve ser isso.

Desculpe-me se misturo tantas mulheres em um só pensamento. Às vezes, meu amor, eu me confundo quando tento me expressar e as palavras ficam sem nexo, sem sentido.

Bem, por hoje é só. Depois te escrevo mais. Sei que você vai achar que estou enlouquecendo (eu também acho) mas vamos torcer que isso fique apenas entre nós dois. Ninguém vai saber do amor que sinto por você. Ninguém vai desconfiar que você ainda não existe. Ninguém vai perceber que você já passou pela minha vida. Ninguém vai perceber que você ainda nem nasceu.

Ninguém vai perceber que você é a mistura disso tudo e é a mulher que me enlouquece. E que agora vai viver experiências incríveis comigo.

Seu nome? Apenas será o meu amor. Para quê nome? Não precisamos disso, não é?

Beijos. Fique em paz. Vou trabalhar agora mas volto depois para te contar como foi meu dia.

JORGE LEITE DE SIQUEIRA
05/02/2014


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