26 março 2016

10 filmes espiritualistas que vão te fazer sentir…e pensar.

10 filmes espiritualistas que vão te fazer sentir…e pensar.


Será que existe algo além do que podemos ver?
Os filmes abaixo possuem conteúdo espiritualista e nos fazem pensar sobre o que existe para além da morte.
A lista, reforço, refere-se a filmes espiritualistas, e não espíritas. Todo filme espírita é espiritualista, mas nem todo filme espiritualista é espírita.
“Espiritualista como o próprio de Allan Kardec nos ensina é quem quer que acredite haver em si alguma coisa mais do que matéria, como a alma por exemplo. Espírita é quem tem por princípio as relações do mundo material com os Espíritos ou seres do mundo invisível.” O Livro dos Espíritos, Allan Kardec.
No final do artigo deixo também algumas dicas de filmes com conteúdo espírita mais fiel.

1- Minha vida na outra vida (Marcus Cole, 2006)

Pela primeira vez na história, um filme retrata, com fidelidade, lógica e respeito, a reencarnação, tema de interesse de milhões de pessoas em todo o mundo. Baseado em fatos reais relatos no livro autobiográfico de Jenny Cockell, Minha Vida na Outra Vida conta a história de Jenny, uma mulher do interior dos Estados Unidos, que tem visões, sonhos e lembranças de sua última encarnação, como Mary, uma mulher irlandesa que faleceu na década de 30. Intrigada, Jenny sai em busca de seus filhos da vida passada. Tem início uma jornada emocionante. Jenny é magistralmente interpretada pela renomada atriz Jane Seymour, de Em Algum Lugar do Passado. Só, que desta vez, não se trata de ficção, mas de realidade.
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2- As cinco pessoas que você encontra no céu (2004)

Eddie era um jovem que cresceu em meio a guerras, trabalho árduo e uma educação rígida. No dia em que completa 83 anos, ele sofre um acidente no parque de diversões onde trabalhou a vida inteira. Quando ele se dá por si, tudo o que ele sente é que passou uma vida sem propósito, sem rumo….E o que se sucede é uma revisitação de sua vida por 5 pessoas, umas que ele conhece, outras que ele não tinha a menor ideia de quem eram, mas cujas vidas estavam de alguma forma ligadas à dele. Cada uma dessas pessoas revê com Eddie uma passagem de sua vida, resolvendo antigos mistérios, dissolvendo antigas mágoas, revivendo antigos amores. A cada experiência fica mais claro a grande importância de Eddie na vida de milhares de pessoas sem que ele se desse conta, provando que cada vida está ligada a outra de formas que muitas vezes não entendemos.
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3- Os outros (Alejandro Amenábar, 2001)

Durante a 2ª Guerra Mundial, Grace (Nicole Kidman) decide por se mudar, juntamente com seus dois filhos, para uma mansão isolada na ilha de Jersey, a fim de esperar que seu marido retorne da guerra. Como seus filhos possuem uma estranha doença que os impedem de receber diretamente a luz do sol, a casa onde vivem está sempre em total escuridão. Eles vivem sozinhos seguindo religiosamente certas regras, como nunca abrir uma porta sem fechar a anterior, mas quando eles contratam empregados para a casa eles terminam quebrando estas regras, fazendo com que imprevisíveis consequências ocorram.
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4- O Mistério da Libélula (Tom Shadyac, 2002)

Joe Darrow (Kevin Costner) é um médico que ficou viúvo recentemente e acredita que sua falecida esposa, Emily (Susana Thompson) esteja tentando falar com ele do mundo dos mortos, usando para isso pacientes que estejam à beira da morte. Além disto, Joe passa a ser perseguido por estranhas e misteriosas libélulas, que o fazem se lembrar cada vez mais da falecida esposa.
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5- A casa do lago (Alejandro Agresti, 2006)

Kate Forster (Sandra Bullock) é uma médica solitária, que morava em uma casa à beira de um lago. Hoje esta casa é ocupada por Alex Wyler (Keanu Reeves), um arquiteto frustrado. Kate passa a trocar cartas com Alex, com quem mantém um relacionamento à distância por 2 anos. É quando, ao se descobrirem apaixonados um pelo outro, eles buscam um meio de se encontrar.
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6- Amor além da vida

Em “Amor Além da Vida”, o céu não é simplesmente um espaço branco e cercado por nuvens. É, então, em um cenário que lembra os traços de uma pintura fresca para onde Chris Nielsen (Robin Williams) vai após sua morte. Tudo perfeito, até ficar sabendo que sua mulher, Annie (Annabella Sciorra), não aguentou a dor de ficar sozinha e se matou. Como suicida, ela é enviada a um local obscuro, distante dele, e não será mais capaz de reconhecê-lo caso o encontre. Mas isso não o impede de ir atrás de seu grande amor.
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7- Ghost – Do Outro Lado da Vida

“Ghost – Do Outro Lado da Vida”, que ganhou o Oscar de melhor roteiro original e melhor atriz coadjuvante, encanta até mesmo quem não é adepto do espiritismo. O longa conta a história de amor do casal Sam (Patrick Swayze) e Molly (Demi Moore) que vivem juntos na cidade de Nova Iorque. Após um assalto, Sam acaba morto, mas permanece como fantasma na terra e mantém contato com Molly através de uma falsa médium.
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8- Passageiros (Rodrigo Garcia, 2009)

Claire Summers (Anne Hathaway) é uma jovem terapeuta designada por Perry (Andre Braugher), seu mentor, a dar orientação psicológica aos cinco sobreviventes de um terrível acidente aéreo. Ela enfrenta problemas ao ser confrontada por Eric (Patrick Wilson), que recusa sua ajuda e usa o acidente para tentar cortejá-la. Isto faz com que, paralelamente, Claire lute contra as iniciativas de Eric e os demais pacientes enfrentem dificuldades com as lembranças do acidente, distintas das explicações oficiais fornecidas pela companhia aérea.
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9-Um olhar do Paraíso (2009)

Após ser brutalmente assassinada aos 14 anos, Susie Salmon (Saoirse Ronan) continua preocupada em cuidar da sua família. Presa em um espaço entre o céu e o inferno, ela precisa lidar com um paradoxo de sentimentos: o desejo de vingança contra seu assassino e a vontade de ver sua família seguir com a vida em frente e superar sua morte traumática.
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10- Além da Eternidade (1989)

Neste filme de Steven Spielberg, Pete Sandich (Richard Dreysfuss) é um piloto que costuma abusar da sorte com manobras arriscadas. Em uma de suas missões, após salvar seu melhor amigo, seu avião pega fogo e explode. Morto, ele encontra um anjo, que explica que a sua função agora é justamente ajudar outros pilotos quando eles mais precisarem, como uma espécie de anjo da guarda.
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DICAS EXTRAS:
1- Na Netflix você encontrará “Os outros”, “O Mistério da libélula”, “Amor além da vida”, “Passageiros” e “Um olhar do Paraíso”.
2- Mais alguns filmes que poderiam ter entrado na lista acima são: Sexto Sentido, Cidade dos Anjos, À espera de um Milagre, A Casa dos Espíritos e “Encontro Marcado”.
3- Há também uma série com 5 temporadas chamada Ghost Whisperer com a atriz Jennifer Love Hewitt.
4-Abaixo, uma sequência de filmes com conteúdo Espírita mais fiel. Tenho certeza que os leitores poderão dar mais exemplos nos comentários.
São eles: Nosso Lar, Chico Xavier, Bezerra de Menezes: O Diário de um Espírito, E a vida continua, Causa e Efeito, O filme dos espíritos, JOELMA, 23º ANDAR.

17 fevereiro 2016

22 Filmes para ver e nunca mais falar que cinema nacional não presta.

de:
https://portaldocurta.wordpress.com/2015/04/27/22-filmes-para-ver-e-nunca-mais-falar-que-cinema-nacional-nao-presta/

22 Filmes para ver e nunca mais falar que cinema nacional não presta.

Quantas vezes você já escutou alguém falando “cinema nacional não presta”. Eu sempre escuto, e na maioria das vezes quem fala não conhece um terço dos filmes que são bons.
Tendo em vista isso, resolvi quebrar o tabu de que o Brasil não sabe fazer cinema e apresentar alguns filmes ótimos – que nem todo mundo conhece. Isso não significa que estou desmerecendo, excluindo, menosprezando os conhecidos. Sei muito bem que “Cidade de Deus”, “Central do Brasil”, “Carandiru”, “O Auto da Compadecida”, “Meu nome não é Johnny”, “2 Coelhos”, “Meu tio matou um cara”, “Hoje eu quero voltar sozinho” e “Tropa de Elite” são super consagrados, merecidamente. Sei também que muitos outros filmes nacionais foram aclamados no decorrer das décadas.
Mas isso não vem ao caso, o interessante mesmo é apresentar a variedade de gêneros e a qualidade absurda das produções que citarei. Confira uma lista de filmes brasileiros para todos os gostos, e apresente para aquele amigo que diz que cinema nacional não presta. 

1. Limite (1931) Mário Peixoto

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Clássico do cinema nacional. Um tema, uma situação e três histórias. O tema, a ânsia do homem pelo infinito, seu clamor e sua derrota. A situação, um barco perdido no oceano com três náufragos – um homem e duas mulheres. As três histórias são aquelas que os personagens mutuamente se contam. Na situação se esboça o tema que as três histórias desenvolvem. A tragédia cósmica se passa no barco. E para ele convergem as histórias.

2. Os Cafajestes (1962) Ruy Guerra

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Teve participação no roteiro de Miguel Torres. Foi o primeiro filme dirigido por Ruy Guerra no Brasil. Esse filme foi o primeiro a ter nudez frontal no cinema nacional mas sua importância histórica é muito maior do que isso. Um jovem rico, muito mimado, ao ver seu pai indo à falência, organiza um plano para reverter a situação. Ele consegue um cúmplice para armar um flagrante do tio rico com uma mulher. O objetivo era tirar fotos e tentar ganhar dinheiro através de uma chantagem.

3. O Assalto ao Trem Pagador (1962) Roberto Farias

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Baseado num caso real ocorrido no Rio de Janeiro em 1960, quando um bando atacou e assaltou o trem pagador da Central do Brasil. Armados, seis assaltantes levaram 27 milhões de cruzeiros e mataram um homem. O caso só foi encerrado um ano depois, com a prisão dos culpados.

4. Noite Vazia (1964) Walter Hugo Khouri

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O rico empresário, Luizinho, e seu amigo Nelson, ao fazerem incursões pela noite paulistana em busca de sexo e diversão que preencham o vazio de suas vidas, numa dessas noitadas, a dupla encontra, em uma casa noturna, duas prostitutas de luxo, Mara e Regina. Luizinho convida o grupo para ir ao seu apartamento. Lá, os quatro entregam-se aos prazeres do sexo e suas infinitas variações. Mara e Nelson formam um casal silencioso e triste que se vê obrigado a se confrontar com o agitado empresário. Mara, na realidade, é uma jovem amadurecida, mas egoísta e amarga, que só pensa em dinheiro. Finalmente, após uma noite repleta de luxúria, o que seria também uma noite de prazer, acaba se transformado em um embate entre os quatro, revelando pouco a pouco seus ressentimentos e aflorando seus sentimentos mais íntimos e profundosos, onde os casais que terminam envoltos em tédios e angústias. O longa concorreu à Palma de Ouro do Festival de Cannes, na França, em 1965.

5. Terra em Transe (1967) Glauber Rocha

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O senador Porfírio Diaz (Paulo Autran) detesta seu povo e pretende tornar-se imperador de Eldorado, um país localizado na América do Sul. Porém existem diversos homens que querem este poder, que resolvem enfrentá-lo. Além da forte e corajosa crítica política, Glauber Rocha ainda demostra um apelo estético invejável, criando uma obra que se tornou clássico do cinema nacional.
Menções honrosas: vale conferir Deus e o Diabo na Terra do Sol e O Leão de Sete Cabeças, do mesmo diretor.

6. O Bandido da Luz Vermelha (1968) Rogério Sganzerla

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Baseado na história real do marginal paulista chamado João Acácio Pereira, mais conhecido como Bandido da Luz Vermelha, coloca a população em polvorosa e desafia a polícia ao cometer os crimes mais requintados – de estupro a assassinatos. Ele conhece a provocante Janete Jane, famosa em toda a Boca do Lixo, por quem se apaixona.

7. Bicho de Sete Cabeças (2001) Laís Bodanzky

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Seu Wilson (Othon Bastos) e seu filho Neto (Rodrigo Santoro) possuem um relacionamento difícil, com um vazio entre eles aumentando cada vez mais. Seu Wilson despreza o mundo de Neto e este não suporta a presença do pai. A situação entre os dois atinge seu limite e Neto é enviado para um manicômio, onde terá que suportar as agruras de um sistema que lentamente devora suas presas.

8. Lavoura Arcaica (2001) Luiz Fernando Carvalho

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Um dos grandes filmes nacionais, cheio de poesia visual. Selton Mello em mais uma grande atuação ao lado de Leonardo Medeiros e o do brilhante, já falecido, Raul Cortez. Repleto de diálogos longos e poéticos, com uma fotografia linda graças a Walter Carvalho (o mesmo de Central do Brasil). Nem tão fácil de ser compreendido, a proposta é exatamente essa de instigar o espectador a decifrar e juntar as peças. André (Selton Mello) é um filho desgarrado, que saiu de casa devido à severa lei paterna e o sufocamento da ternura materna. Pedro (Leonardo Medeiros), seu irmão mais velho, traz ele de volta ao lar a pedido da mãe. André aceita retornar, mas irá irromper os alicerces da família ao se apaixonar por sua bela irmã Ana.

9. Madame Satã (2002) Karim Aïnouz

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Forte e cru, essa obra se apresenta como um retrato de uma sociedade excluída e marginalizada. Onde drogas, violência e prostituição fazem parte do cenário e se misturam com o cotidiano dos personagens. Somos conduzidos por um Rio de Janeiro que vai além dos cartões postais, porém verdadeiro em todos os aspectos. O filme é baseado na história de João Francisco dos Santos, figura conhecida na cultura marginal brasileira do século XX. A obra faz um recorte da vida de João Francisco, traça sua história antes de se tornar “Madame satã”, personagem popular dos carnavais cariocas.

10. Amarelo Manga (2003) Cláudio Assis

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O diretor Cláudio Assis brinca com elementos de maneira crua e suja, sem máscaras. Os atores, assim como seus personagens, estão despidos de qualquer censura. No subúrbio de Recife, Lígia (Leona Cavalli) acorda já mal humorada, pois terá de suportar mais um dia servindo fregueses, que às vezes a bolinam no bar onde trabalha. Paralelamente Kika (Dira Paes), que é muito religiosa, está frequentando um culto enquanto seu marido, Wellington (Chico Diaz), um cortador de carne, decanta as virtudes da sua mulher enquanto usa uma machadinha para fazer seu serviço. Neste instante no Hotel Texas, que também fica na periferia da cidade, Dunga (Matheus Nachtergaele), um gay que é apaixonado por Wellington, varre o chão antes de começar a fazer a comida. Um hóspede do Hotel Texas, Isaac (Jonas Bloch), sente um grande prazer em atirar em cadáveres, que lhe são fornecidos por Rabecão, um funcionário do I.M.L. Não recomendado para os que se impressionam fácil. Um filme nacional que quebra tabus e desconstrói imagens.

11. O Homem que Copiava (2003) Jorge Furtado

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André (Lázaro Ramos) é um jovem de 20 anos que trabalha na fotocopiadora da papelaria Gomide, localizada em Porto Alegre. André mora com a mãe e tem uma vida comum, basicamente vivendo de casa para o trabalho e realizando sempre as mesmas atividades. Num dia André se apaixona por Sílvia (Leandra Leal), uma vizinha, a qual passa a observar com os binóculos em seu quarto. Decidido a conhecê-la melhor, André descobre que ela trabalha em uma loja de roupas e, para conseguir uma aproximação, tenta de todas as formas conseguir 38 reais para comprar um suposto presente para sua mãe.

12. Nina (2004) Heitor Dhalia

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Nina (Guta Stresser) é uma jovem de sensibilidade agudíssima e mente fragilizada, que procura meios de sobrevivência numa metrópole desumana. A proprietária do apartamento onde mora, Dona Eulália (Myriam Muniz), uma velha mesquinha e exploradora, parece ter prazer em esmagar a vontade da sua inquilina exaurida. Em meio aos desenhos que faz em toda a parte e vivendo a agitada cena eletrônica de São Paulo, Nina mergulha nos fantasmas de seu inconsciente até acabar envolvida em um crime. Suas atormentações ganham um toque psicológico característico de Crime e Castigo, livro do Dostoiévski. Em meio a festas eletrônicas Nina vive um mundo introspectivo, dentro de imaginações ilustradas nos desenhos que ela cria.

13. O Cheiro do Ralo (2006) Heitor Dhalia

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Lourenço (Selton Mello) é o dono de uma loja que compra objetos usados. Aos poucos ele desenvolve um jogo com seus clientes, trocando a frieza pelo prazer que sente ao explorá-los, já que sempre estão em sérias dificuldades financeiras. Ao mesmo tempo Lourenço passa a ver as pessoas como se estivessem à venda, identificando-as através de uma característica ou um objeto que lhe é oferecido. Incomodado com o permanente e fedorento cheiro do ralo que existe em sua loja, Lourenço vê seu mundo ruir quando é obrigado a se relacionar com uma das pessoas que julgava controlar.

14. Estômago (2007) Marcos Jorge

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Trilha simples e bem executada, fotografia e enredo que chamam atenção. Um filme nacional que cativa por sua simplicidade, incluindo o charme do personagem principal. Raimundo Nonato (João Miguel) foi para a cidade grande na esperança de ter uma vida melhor. Contratado como faxineiro em um bar, logo ele descobre que possui um talento nato para a cozinha. Com suas coxinhas Raimundo transforma o bar num sucesso. Giovanni (Carlo Briani), o dono de um conhecido restaurante italiano da região, o contrata como assistente de cozinheiro. A cozinha italiana é uma grande descoberta para Raimundo, que passa também a ter uma casa, roupas melhores, relacionamentos sociais e um amor: a prostituta Iria (Fabiula Nascimento).

15. Linha de Passe (2008)
Walter Salles e Daniela Thomas

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São Paulo. Reginaldo (Kaique de Jesus Santos) é um jovem que procura seu pai obsessivamente. Dario (Vinícius de Oliveira) sonha em se tornar jogador de futebol mas, aos 18 anos, vê a idéia cada vez mais distante. Dinho (José Geraldo Rodrigues) dedica-se à religião. Dênis (João Baldasserini) enfrenta dificuldades em se manter, sendo também pai involuntário de um menino. Os quatro são irmãos, tendo sido criados por Cleuza (Sandra Corveloni), sua mãe, que trabalha como empregada doméstica e está mais uma vez grávida, de pai desconhecido. Eles precisam lidar com as transformações religiosas pelas quais o Brasil passa, assim como a inserção no meio do futebol e a ausência de uma figura paterna.

16. Nome Próprio (2008) Murilo Salles

Camila (Leandra Leal) tem a escrita como sua grande paixão. Intensa e corajosa, ela busca criar para si uma existência complexa o suficiente para que possa escrever sobre ela. Ela escreve compulsivamente em um blog, só que isto faz com que também fique isolada.

17. A Festa da Menina Morta (2009) Matheus Nachtergaele

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Há 20 anos uma pequena população ribeirinha do alto Amazonas comemora a Festa da Menina Morta. O evento celebra o milagre realizado por Santinho, que após o suicídio da mãe recebeu em suas mãos, da boca de um cachorro, os trapos do vestido de uma menina desaparecida. A menina jamais foi encontrada, mas o tecido rasgado e manchado de sangue passa a ser adorado e considerado sagrado. A festa cresceu indiferente à dor do irmão da menina morta, Tadeu. A cada ano as pessoas visitam o local para rezar, pedir e aguardar as “revelações” da menina, que através de Santinho se manifestam no ápice da cerimônia. A Festa da Menina Morta é o primeiro longa-metragem dirigido pelo ator Matheus Nachtergaele. As filmagens aconteceram no município de Barcelos, no estado do Amazonas.

18. Reis e Ratos (2010) Mauro Lima

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Passada em 1963 no Rio de Janeiro, a história é contada por meio dos diferentes pontos de vista de cada personagem, quando um clima de conspiração afeta várias pessoas relacionadas, de alguma maneira, com o cenário político da época. Entre elas está o agente da CIA chamado Troy, que vive no Brasil e passa a duvidar de sua fidelidade com sua terra natal, depois de experimentar as coisas boas de nossa terra e se casar com uma brasileira. Em parceria com o Major brasileiro Esdras, ele planeja uma armadilha para o presidente que pode atrapalhar os planos do Golpe Militar.

19. Teus olhos meus (2011) Caio Sóh

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Gil é um jovem de 20 anos, órfão, criado pelos tios. Seu estilo de vida gera uma guerra familiar, fazendo com que Gil vá embora de casa, deixando não somente todos os seus pertences como sua segurança e o único amor zeloso que tivera até então. Com o violão nas costas, sem rumo, dinheiro ou retaguarda de amigos, Gil conhece Otávio, um produtor musical que mudará seu destino para sempre.

20. Tatuagem (2013) Hilton Lacerda

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Recife, 1978. Clécio Wanderley (Irandhir Santos) é o líder da trupe teatral Chão de Estrelas, que realiza shows repletos de deboche e com cenas de nudez. A principal estrela da equipe é Paulete (Rodrigo Garcia), com quem Clécio mantém um relacionamento. Um dia, Paulete recebe a visita de seu cunhado, o jovem Fininha (Jesuíta Barbosa), que é militar. Encantado com o universo criado pelo Chão de Estrelas, ele logo é seduzido por Clécio. Não demora muito para que eles engatem um tórrido relacionamento, que o coloca em uma situação dúbia: ao mesmo tempo em que convive cada vez mais com os integrantes da trupe, ele precisa lidar com a repressão existente no meio militar em plena ditadura.

21. O Lobo Atrás da Porta (2013) Fernando Coimbra

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O Lobo Atrás da Porta é um longa-metragem nacional inspirado no caso policial “A fera da Penha”. Numa delegacia, um homem (Milhem Cortaz), sua mulher (Fabíula Nascimento) e a amante dele (Leandra Leal) são interrogados. Arrancados pacientemente pelo detetive (Juliano Cazarré), um após o outro, seus depoimentos vão tecendo uma trama de amor passional, obsessão e mentiras que levará a um final completamente inesperado.

22. Elena (2013) Petra Costa

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Elena viaja para Nova York com o mesmo sonho da mãe: ser atriz de cinema. Deixa para trás uma infância passada na clandestinidade dos anos de ditadura militar. Deixa Petra, a irmã de sete anos. Duas décadas mais tarde, Petra também se torna atriz e embarca para Nova York em busca de Elena. Tem apenas pistas. Filmes caseiros, recortes de jornal, um diário. Cartas. A todo momento Petra espera encontrar Elena caminhando pelas ruas com uma blusa de seda. Pega o trem que Elena pegou, bate na porta de seus amigos, percorre seus caminhos. E acaba descobrindo Elena em um lugar inesperado.
Menções rápidas: Durval Discos, Como Esquecer e Os Famosos e os Duendes da Morte. Não os inclui nessa lista para citar em outras, mas não custa indicar.
Adendo: no Youtube, existe uma variedade imensa de filmes nacionais para assistir. Inclusive a maioria que listei está por lá!

O Brasil tem diversas outras produções maravilhosas, pena que o espaço é curto para citar. Se depois de todas essas opções você continuar “odiando” cinema nacional, segue em frente que outras listas estão por vir. Deixe sua sugestão de filme nacional nos comentários e compartilhe essa lista toda vez que alguém te falar que filme brasileiro é ruim.

09 janeiro 2016

crônica: graças a deus pelas cores

querido diário,

vindo ao trabalho hoje, com minha moto laranja cento e cinquenta cilindradas, olhando o azul do céu de um lado e o cinza escuro de outro, corro para não pegar chuva. se estivesse voltando do trabalho eu iria bem devagar, para pegar chuva, de propósito. é muito bom quando não se tem compromisso.

mas não era isso que eu queria dizer. eu estava falando do cinza dos carros. você já viu quantos carros cinzas? que ridículo! quer dizer, ridículo em meu ponto de vista.

graças a deus pelas cores.

de repente passa um fiat amarelo. que maravilha! destaca-se entre todos. que coragem desse motorista, fugir do normal, afrontar a todos com a perspectiva de perder no futuro. perder? sim, o cinza dos carros é porque desvaloriza menos. acredita? desvalorizando menos você tem algo feio, comum, igual a todos, que não foge dos padrões, que obedece dogmas, que obedece mídia, que obedece conceitos criados pelos mesmos que criaram o carro cinza.

graças a deus pelas cores.

de repente, uma árvore rosa. quer dizer, florida de flores cor-de-rosa. ao lado, outra árvore, amarela. o céu cinza parece querer chamar a atenção, pingando algumas gotas que naquele momento parecem cinza para mim. um cinza que cai do céu mas não considero abençoado por deus. já pensou em gotas coloridas? não! nem pensar! iria afrontar alguma lei. iriam proibir na mídia. iriam exigir de são pedro que chovesse cinza. então, que chova cinza.

graças a deus pelas cores.

curioso. a mulher que atravessa a rua com um cachorrinho (não é a mesma de ontem) está com calça jeans (cinza escuro) e camiseta cinza claro. o cachorro é branco acinzentado de sujeira. a rua é cinza super escuro.

a vida está ficando cinza? ou serei eu? não. eu não. eu ainda vejo colorido.

graças a deus pelas cores.


jorge leite de siqueira - (06/12/2012 - quinta-feira)

08 janeiro 2016

Filosofando sobre Quintana

Lendo o Caderno H do Mário Quintana, deparo-me com a seguinte afirmação:

SONHO
Um poema que, ao lê-lo, nem sentirias que ele já estivesse escrito, mas que fosse brotando, no mesmo instante, de teu próprio coração.

Quintana me fez pensar sobre os motivos que me bloquearam a escrever poemas. Não sei o que acontece comigo, mas não estou tão criativo como estava no passado. As mudanças em minha vida foram para melhores, me deram mais estabilidade, me deixaram mais feliz e acho que isso me fez mal poeticamente falando. Não que eu esteja reclamando - no sentido material - mas sinto falta das poesias que eu fazia.

Conclusão: não uso mais o coração. Não consigo viver "poeticamente" como vivia antigamente, sentindo os "tapas" que a vida me dava, "machucando-me" com os fatos e palavras que caiam em minha mente.

As coisas agora acontecem com menos explosão. Tanto que não chegam ao coração. Estou mais vazio. Sinto-me mais vazio. E só por sentir-me vazio seria um motivo para escrever. Mas estou bloqueado.

Quintana continua:

DA ALMA
A alma é essa coisa que nos pergunta se a alma existe.

Estou deixando também de combater as pessoas que me irritam, que falam baboseiras, que se expressam diferente do que eu penso. Religiosamente, por exemplo, não me importo mais sobre o que pensam a respeito de Deus e dos homens. Não me interessa mais saber se vão - ou se vou - para o Céu ou para outro lugar.

E para acabar comigo, Quintana reclamou de algo que, depois dele próprio, Quintana, virou um pesadelo para todos os poetas posteriores, como eu me considero:

CÁ ENTRE NÓS
Os clássicos escreviam tão bem porque não tinham os clássicos para atrapalhar.

Imagina agora que tudo já foi dito! O que me sobrou? Repito palavras, frases, confundindo aos leitores em procurar saber de onde "plagiei".

Eu não lia muito até um tempo atrás. Poesia, principalmente. Lia os poemas clássicos, os mais acessíveis. E de mim brotaram ótimas histórias poéticas, fiz excelentes poemas, elogiados pelos amigos. E não é que depois que passei a ler muito mais as obras completas fui descobrindo que algumas coisas que eu disse já foram ditas lá no passado!

E me senti como um plagiador espiritual. Para quem já conhecia as obras clássicas, os poemas clássicos, o que eu estava fazendo? Apenas mudando palavras de lugar e plagiando, plagiando, plagiando. Isso me tirou um pouco da motivação, não nego. Acho que me prejudicou nas futuras criações.

Agora, aqui em Rio Claro, minha vida está correndo em diferentes ritmos. Estou procurando mudar mais do que jamais mudei. Acho que a idade está ajudando. É o meu cinquentenário e acho que agora é a hora de colocar em prática o que planejei durante os últimos anos.

Para ficar perfeito e todos os meus planos darem certo, preciso ganhar 500 mil reais na loteria. Digo ganhar na loteria porque não vejo outra forma de ganhar tal soma. Vendendo livros? Não, jamais! Isso é coisa do passado.

E por falar em passado, quando se completa cinquenta anos de idade a gente começa a pensar que o mais forte é o passado. Mais isso é coisa para outro post. O passado e as pequenas dores no peito que estou tendo ultimamente.

Jorge Leite de Siqueira, em uma manhã insone.

07 janeiro 2016

Mário Quitana - Caderno H

A COISA

A gente pensa uma coisa, acaba escrevendo outra e o leitor entende uma terceira coisa... e, enquanto se passa tudo isso, a coisa propriamente dita começa a desconfiar que não foi propriamente dita.

CONTO DE HORROR

E um dia os homens descobriram que esses discos voadores estavam observando apenas a vida dos insetos...

DA VIDA SOLITÁRIA

Os eremitas deixavam apenas as más companhias pela má companhia.

O TRÁGICO DILEMA

Quando alguém pergunta a um autor o que este quis dizer, é porque um dos dois é burro.

POEMINHO DO CONTRA

Todos esses que aí estão
Atravancando o meu caminho,
Eles passarão...
Eu passarinho!


06 janeiro 2016

Poesia - Lápide

Quando eu me for
embora
não levarei nada.

Quando a hora chegar
do sono finalmente me acalmar
não deixarei nada.

Nada!
Nem casas
nem carros
nem um mínimo saldo bancário.
Nada.

Quando eu for
embora
para a cidade mágica do sono eterno
que as minhas palavras
tragam-me de volta
para aquecer
o seu coração...

Palavras.
É só o que deixarei...

JORGE LEITE DE SIQUEIRA


05 janeiro 2016

EBOOKS

Quer ler mais sem "sentir dor no bolso"? Separamos sites incríveis que disponibilizam obras para download gratuito. Baixe e-books de forma legal, economize e viaje para lugares incríveis na frente do computador (ou do tablet, ou do reader):
1. Open Library - o site (que quer catalogar todos os livros do mundo) possui mais de um milhão de obras para download gratuito, em diversas línguas. Entre os livros em português, encontramos contos e romances de Monteiro Lobato, José de Alencar e Machado de Assis, por exemplo. Se você sabe ler em inglês, as opções são inúmeras.
2. Portal Domínio Público - lista obras em diversas línguas (incluindo 2 mil livros em português) que já estão em domínio público. É possível ler "A Divina Comédia", de Dante, por exemplo.
3. Projeto Gutemberg - mais de 100 mil livros em diversas línguas. Podem ser baixados em vários formatos.
4. eBooks Brasil - o site tem uma cara antiga e navegação pouco intuitiva, mas seu acervo funciona perfeitamente. Basta navegar pelo formato desejado de eBook pelos links logo abaixo da logomarca e buscar o que você deseja ler.
5. Obras raras da USP - o site reúne imagens de edições incríveis. O acervo ainda é pequeno (não mais que 30 livros) - mas só a chance de explorar essa edição impressionante de Dom Quixote vale a visita. 
6. Wikisource - a "biblioteca" da Wikipedia reúne livros que estão sob domínio público ou sob a licença "Creative Commons".  Na versão lusófona, temos mais de 27 mil textos disponíveis, divididos em categorias como períodos literários, países de origem e anos em que foram escritos.

04 janeiro 2016

Frases famosas de escritores

Não vemos as coisas como elas são, mas como nós somos.
Anaïs Nin

A moral é a debilidade do cérebro.
Arthur Rimbaud

O que realmente deixa um homem lisonjeado é o fato de você o considerar digno de adulação.
Bernard Shaw

Há livros escritos para evitar espaços vazios na estante.
Carlos Drummond de Andrade

Respirar é uma doença!
Charles Bukowski

Engolimos de uma vez a mentira que nos adula e bebemos gota a gota a verdade que nos amarga.
Denis Diderot

Políticos e fraldas devem ser trocados de tempos em tempos pelo mesmo motivo.
Eça de Queiróz

Felicidade em pessoas inteligentes é a coisa mais rara que conheço.
Ernest Hemingway

Não me venham com conclusões! A única conclusão é morrer.
Fernando Pessoa

A mentira é o único privilégio do homem sobre todos os outros animais.
Fiódor Dostoiévski

Ninguém pode ser sábio de estômago vazio.
George Eliot

Em tempos de embustes universais, dizer a verdade se torna um ato revolucionário.
George Orwell

Algo deve mudar para que tudo continue como está.
Giuseppe Tomasi di Lampedusa

Tenha cuidado com a tristeza. É um vício.
Gustave Flaubert

Não há mentira pior do que uma verdade mal compreendida por aqueles que a ouvem.
Henry James

É permissível a cada um de nós morrer pela sua fé, mas não matar por ela.
Hermann Hesse

É pecado pensar mal dos outros, mas raramente é engano.
H. L. Mencken

É tão absurdo dizer que um homem não pode amar a mesma mulher toda a vida, quanto dizer que um violinista precisa de diversos violinos para tocar a mesma música.
Honoré de Balzac

Os criacionistas fazem com que uma teoria pareça uma coisa que se inventou depois de beber a noite inteira.

Isaac Asimov

A verdadeira função do homem é viver, não existir.
Jack London

A única exigência que faço aos meus leitores é que devem dedicar as suas vidas à leitura das minhas obras.

James Joyce

Quem é que quer flores depois de morto?
J. D. Salinger

A democracia é um erro estatístico, porque na democracia decide a maioria e a maioria é formada de imbecis.
Jorge Luis Borges

Viver é negócio muito perigoso.
João Guimarães Rosa

Luz, mais luz.
Johann Wolfgang von Goethe

O horror! O horror!
Joseph Conrad

Um pouco de desprezo economiza bastante ódio.
Jules Renard

Ser valente é muito mais fácil do que ser homem.
Julio Cortázar

O ciúme é um latido que atrai cães.
Karl Kraus

Humanista é uma pessoa com grande interesse pelos seres humanos. Meu cachorro é humanista.
Kurt Vonnegut

Todas as famílias felizes se parecem; cada família infeliz é infeliz à sua maneira.
Liev Tolstói

A solidão é a mãe da sabedoria.
Laurence Sterne

Estar sozinho é treinarmo-nos para a morte.
Louis-Ferdinand Céline

Assim é, se lhe parece.
Luigi Pirandello

Aquele que lê maus livros não leva vantagem sobre aquele que não lê livro nenhum.
Mark Twain

Não há regra sem exceção.
Miguel de Cervantes

Toda mulher gosta de apanhar.
Nelson Rodrigues

Quanto mais sublimes forem as verdades mais prudência exige o seu uso; senão, de um dia para o outro, transformam-se em lugares comuns e as pessoas nunca mais acreditam nelas.
Nikolai Gógol

Viver é a coisa mais rara do mundo. A maioria das pessoas apenas existe.
Oscar Wilde

Qual é a tarefa mais difícil do mundo? Pensar.
Ralph Waldo Emerson

A política talvez seja a única profissão para a qual não se julga necessária uma preparação.
Robert Louis Stevenson

Quando uma pessoa sofre um delírio, se chama loucura. Quando muitas pessoas sofrem um delírio, isso se chama religião.
Robert M. Pirsig

Não há nenhum pensamento importante que a burrice não saiba usar, ela é móvel para todos os lados e pode vestir todos os trajes da verdade.
Robert Musil

Respirei fundo e escutei o velho e orgulhoso som do meu coração. Eu sou, eu sou, eu sou.
Sylvia Plath

Nada inspira mais coragem ao medroso do que o medo alheio.
Umberto Eco

Nossa existência não é mais que um curto circuito de luz entre duas eternidades de escuridão.
Vladimir Nabókov

A gargalhada é o sol que varre o inverno do rosto humano.
Victor Hugo

Devemos julgar um homem mais pelas suas perguntas que pelas respostas.
Voltaire

A vida é uma história contada por um idiota, cheia de som e de fúria, sem sentido algum.
William Shakespeare

02 janeiro 2016

POESIA E MÚSICA

Poesia: FUMO 
Poeta: Florbela Espanca
Música: Fagner

Longe de ti são ermos os caminhos,
Longe de ti não há luar nem rosas,
Longe de ti há noites silenciosas,
Há dias sem calor, beirais sem ninhos!

Meus olhos são dois velhos pobrezinhos
Perdidos pelas noites invernosas...
Abertos, sonham mãos cariciosas,
Tuas mãos doces, plenas de carinhos!


Os dias são Outonos: choram... choram...
Há crisântemos roxos que descoram...
Há murmúrios dolentes de segredos...


Invoco o nosso sonho! Estendo os braços!
E ele é, ó meu Amor, pelos espaços,
Fumo leve que foge entre os meus dedos!...
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Poesia: JOSÉ
Poeta: Carlos Drummond de Andrade
Música: Paulo Diniz





E agora, José?
A festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou,
e agora, José?
e agora, você?
você que é sem nome,
que zomba dos outros,
você que faz versos,
que ama, protesta?
e agora, José?

Está sem mulher,
está sem discurso,
está sem carinho,
já não pode beber,
já não pode fumar,
cuspir já não pode,
a noite esfriou,
o dia não veio,
o bonde não veio,
o riso não veio
não veio a utopia
e tudo acabou
e tudo fugiu
e tudo mofou,
e agora, José?

E agora, José?
Sua doce palavra,
seu instante de febre,
sua gula e jejum,
sua biblioteca,
sua lavra de ouro,
seu terno de vidro,
sua incoerência,
seu ódio — e agora?

Com a chave na mão
quer abrir a porta,
não existe porta;
quer morrer no mar,
mas o mar secou;
quer ir para Minas,
Minas não há mais.
José, e agora?

Se você gritasse,
se você gemesse,
se você tocasse
a valsa vienense,
se você dormisse,
se você cansasse,
se você morresse...
Mas você não morre,
você é duro, José!

Sozinho no escuro
qual bicho-do-mato,
sem teogonia,
sem parede nua
para se encostar,
sem cavalo preto
que fuja a galope,
você marcha, José!
José, para onde?


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Poesia: TEMA DE "OS INCONFIDENTES"
Poeta: Cecília Meireles
Música: Chico Buarque






Toda vez que um justo grita,
um carrasco o vem calar.
Quem não presta, fica vivo;
quem é bom, mandam matar.
Quem não presta, fica vivo;
quem é bom, mandam matar.    [do Romance V]

Foi trabalhar para todos...
— e vede o que lhe acontece!
Daqueles a quem servia,
já nenhum mais o conhece.
Quando a desgraça é profunda,
que amigo se compadece?

Foi trabalhar para todos...
Mas, por ele, quem trabalha?
Tombado fica seu corpo,
Nessa esquisita batalha.
Suas ações e seu nome,
por onde a glória os espalha?    [do Romance LIX]

Por aqui passava um homem
— e como o povo se ria! —
que reformava este mundo
de cima da montaria.

Por aqui passava um homem...
— e como o povo se ria! —
Ele, na frente, falava
e, atrás, a sorte corria...

Por aqui passava um homem
— e como o povo se ria! —
"Liberdade ainda que tarde"
nos prometia.

Por aqui passava um homem...
— e como o povo se ria! —
No entanto, à sua passagem,
Tudo era como alegria.

Por aqui passava um homem
— e como o povo se ria! —
"Liberdade ainda que tarde"
nos prometia.                          [do Romance XXXI]

Toda vez que um justo grita,
um carrasco o vem calar.
Quem não presta fica vivo;
quem é bom, mandam matar.
Quem não presta fica vivo;
quem é bom mandam matar.    [do Romance V]

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Poesia: CANÇÃO AMIGA
Poeta: Carlos Drummond de Andrade
Música: Milton Nascimento



Eu preparo uma canção
em que minha mãe se reconheça,
todas as mães se reconheçam,
e que fale como dois olhos.

Caminho por uma rua
que passa em muitos países.
Se não me veem, eu vejo
e saúdo velhos amigos.

Eu distribuo um segredo
como quem ama ou sorri.
No jeito mais natural
dois carinhos se procuram.

Minha vida, nossas vidas
formam um só diamante.
Aprendi novas palavras
e tornei outras mais belas.

Eu preparo uma canção
que faça acordar os homens
e adormecer as crianças.

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Poesia: TEM GENTE COM FOME
Poeta: Solano Trindade
Música: João Ricardo
Cantor: Ney Matogrosso






Trem sujo da Leopoldina
correndo correndo
parece dizer
tem gente com fome
tem gente com fome
tem gente com fome

Piiiii

Estação de Caxias
de novo a correr
de novo a dizer
tem gente com fome
tem gente com fome
tem gente com fome

Tantas caras tristes
querendo chegar
em algum destino
em algum lugar

Só nas estações
quando vai parando
começa a dizer
se tem gente com fome
dá de comer
se tem gente com fome
dá de comer
se tem gente com fome
dá de comer

Mas o freio de ar
todo autoritário
manda o trem calar
Psiuuuuuuuuuu.


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Poesia: CIRCULADÔ DE FULÔ
Poeta: Haroldo de Campos
Música: Caetano Veloso




circuladô de fulô ao deus ao demodará que deus te guie porque eu não posso guiá eviva quem já me deu circuladô de fulô e ainda quem falta me dá

soando como um shamisen e feito apenas com um arame tenso um cabo e uma lata velha num fim de festafeira no pino do sol a pino mas para outros não existia aquela música não podia porque não podia popular aquela música se não canta não é popular se não afina não tintina não tarantina e no entanto puxada na tripa da miséria na tripa tensa da mais megera miséria física e doendo doendo como um prego na palma da mão um ferrugem prego cego na palma espalma da mão coração exposto como um nervo tenso retenso um renegro prego cego durando na palma polpa da mão ao sol

o povo é o inventalínguas na malícia da mestria no matreiro da maravilha no visgo do improviso tenteando a travessia azeitava o eixo do sol

e não peça que eu te guie não peça despeça que eu te guie desguie que eu te peça promessa que eu te fie me deixe me esqueça me largue me desamargue que no fim eu acerto que no fim eu reverto que no fim eu conserto e para o fim me reservo e se verá que estou certo e se verá que tem jeito e se verá que está feito que pelo torto fiz direito que quem faz cesto faz cento se não guio não lamento pois o mestre que me ensinou já não dá ensinamento


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Poesia: TREM DE FERRO
Poeta: Manuel Bandeira
Música: Tom Jobim

 


Café com pão
Café com pão
Café com pão

Virge Maria que foi isso maquinista?

Agora sim
Café com pão
Agora sim
Voa, fumaça
Corre, cerca
Ai seu foguista
Bota fogo
Na fornalha
Que eu preciso
Muita força
Muita força
Muita força

Oô...
Foge, bicho
Foge, povo
Passa ponte
Passa poste
Passa pasto
Passa boi
Passa boiada
Passa galho
De ingazeira
Debruçada
No riacho
Que vontade
De cantar!

Oô...
Quando me prendero
No canaviá
Cada pé de cana
Era um oficiá
Oô...
Menina bonita
Do vestido verde
Me dá tua boca
Pra matá minha sede
Oô...
Vou mimbora vou mimbora
Não gosto daqui
Nasci no sertão
Sou de Ouricuri
Oô...

Vou depressa
Vou correndo
Vou na toda
Que só levo
Pouca gente
Pouca gente
Pouca gente...



Dez mitos sobre dietas

Muitos mitos você com certeza já deve ter ouvido e talvez até possa acreditar, mas o fato é que não correspondem à realidade. Aqui vão ...