26 janeiro 2010

POESIAS

1546 – TUDO ERRADO

Às vezes
Acho que todas as músicas já foram cantadas
Todas as poesias, escritas,
Todas as palavras, ditas...

Às vezes
Acho que já vivi demais
E fiz de menos...

Nasci na época errada
Vivi da forma errada
Tive uma vida errada...

Iludi-me com pouco...

Às vezes
Só às vezes
Acho que fui mal compreendido por Deus
Que me jogou neste lugar
Nesta época, neste país,
Só para brincar comigo...

Às vezes
Peço para recomeçar.
Mas, recomeçar é viver novamente...

Não quero!
Cansei de desilusões...

1547 – NAVEGAR SEMPRE É PRECISO

Ah, meu navio,
Em quantos portos tens ancorado
Em quantos mares temos navegado...

Em mares, rios, estradas...

Ah, quantas descobertas!
Tantas chegadas
Tantas partidas...

E nunca ancorando...

Ah, meu navio,
Negreiro, guerreiro, pirata,
Que singra mares sem fim
Que aporta sem autorização
Que parece sem comandante...

Parece desgovernado...

E lá vamos nós, mais uma vez,
Singrando rios
Conhecendo vilarejos e metrópoles
Desbravando planícies e montanhas
Revirando tudo pelo avesso...

Navegar é preciso...

Ah, meu navio,
Que não sossega em canto nenhum
E cisma em se manter navegando
Pois é preciso
Sem procedência ou destino
Apenas a carta marítima na manga
E um mapa astral qualquer...

Para onde me levas?
Não sei!
Nunca se perde
Mesmo que em mares nunca dantes navegados...

Quantas terras descobrimos!
Quantas coisas conhecemos!
Quantas pessoas visitamos!

E quantas nos invejam...

Sempre a caminho
Como agora
Nunca ancorado
Sempre navegando...

Um copo de rum!
Içar âncoras!
Preparar para invadir!

Lá vamos nós outra vez...

1548 – VIDA VOLÁTIL

E Deus desliga seu computador
Aperta o botão na fonte
E perde tudo o que não foi gravado...

Memória volátil...

Estou sempre aí
Referindo-me ao Cósmico...

Amanhã
Quando ligarem o computador divino
Recomeço a missão
Reinicio o programa a mim proposto
Mesmo sabendo ser impossível cumpri-lo tão depressa...

Deus, meu Deus,
Dê-me mais tempo
Sou muito lento
Falta-me memória...

Dê-me mais tempo
Ou formate-me logo
Poupando-me trabalho...

Cansei dessa vida volátil...

1549 – PASSADO AUSENTE

- Bom dia, sabe quem sou?

E ali, em minha frente,
Um senhor que nunca vi
Cabelos grisalhos
Sorrindo abobado...

Meu Deus!
Um amigo de infância!
Como está velho...

E me vejo ao espelho
E noto a velhice, a minha,
Olhando para aquele senhor
Quase um velho
Que tem a minha idade...

- E seu pai? Tudo bem?

Morreu!
Meu pai morreu!
O dele também
E todos os velhos que deixei
Há trinta anos...

Os velhos morreram
Os senhores são velhos
Os rapazes são senhores
Os meninos não existiam na minha infância...

Não devia ter voltado!
Devia ter mantido minha utopia
Bem longe daqui
Longe de meu passado...

Um passado ausente...

1550 – TRINTA ANOS APAGADOS

Voltei!
Vim rever os amigos!
Mas, cadê eles?
Cadê aqueles meninos brincalhões?
Estão sérios
São senhores, sisudos,
Casados, pais, avós...

Voltei!
Não revi os amigos
Revi minha vida
Faltando diversos anos...

Trinta anos apagados de minha vida...

1551 – VIDA ORGÁSMICA

Você me julga
Diz que vivo errando
Que devo ter mais sensatez
Que sou pai, devo ser responsável,
E devo dar exemplo...

E leio, perfil de seu Orkut,
Que você persegue seus sonhos
Que os sonhos devem ser atingidos...

E vividos...

O que eu faço?
Persigo meus sonhos
De paz
De vida orgásmica
De encontro com o poder cósmico
Em busca da felicidade...

Eu sou corajoso...

Saio para a estrada
Nada me apega
Vivo arriscando...

Às vezes acerto
Quase sempre erro
Mas não desisto...

Eu tenho coragem.
Já provei que sim.
E você?
Você não tem
E vive me criticando...

Olhe-se no espelho
E veja pura covardia...

1552 – SHALLY E EU

Ei, Shally,
Estou passando mal
Estou tonto
E tenho o estômago doendo...

Faça um chá pra mim!

Pega as ervas do quintal
Boldo, capim santo, mastruz,
Mistura tudo pra mim...

Não quero ir ao médico...

Obrigado, Shally, estou melhor.
Adoro viver ao seu lado
E levar essa vida louca
De hippie maluco
Dois amantes que se amam
E amam tudo
E todos...

Mesmo não te conhecendo
Você é a melhor companhia...

1553 – MANIA DE PAZ

Que mania, a minha,
De procurar paz
E esquecer que existe a não-paz...

Sejam felizes, barulhentos!
Sejam felizes, bagunceiros!
Apenas me façam um favor:
Respeitem meu silêncio...

1554 – CHUVA E CINZAS

Depois de tanto mar e sol
Chuva e cinzas
Difícil de acreditar...

O mais belo mar de Fortaleza
Uma lembrança
Nada mais do que isso...

Acinzentei minha pele
Coloquei capa contra a chuva
Estou a me adaptar...

Mais uma vez...

Mas, prometo,
Dessa vez
São Paulo será divertido...

1555 – ESCURIDÃO REVERENCIADA

Há uma escuridão ao meu redor.
Não enxergo nada
Mas não temo
Até me divirto...

Sei que é temporário
Que mal há na escuridão?
Aprendi a entendê-la...

Escuridão é Jazz
Escuridão é Uísque
Escuridão é Amor
Escuridão é Sexo...

A escuridão esconde lágrimas, mas mostra sorrisos;
A escuridão esconde a menina, mas mostra a mulher;
A escuridão afasta o bem, mas não traz apenas o mal...

Escuridão é mesa de bar
É corpo feminino
É calor...

Eu reverencio a escuridão...

1556 – SEU CACHORRO

Você estala os dedos
Eu vou
Balançando o rabo
Abaixando as orelhas
Esperando ordens...

Vou, volto,
Vou, volto,
Conforme suas ordens
Domesticado, ensinado...

Gosto quando você está no cio...

Sou seu cachorro
Minha cadela...

23 janeiro 2010

TRISTES POESIAS

1535 – SEXO SOLITÁRIO

E você
Linda
Invade minha mente
Tirando peças de roupas
Vagarosamente
Sensualmente enlouquecedora
Num ritmo fascinante
Deixando minha utopia pirada
Provocando-me
Revelando-se
Que me excita
Até o ápice carnal em um sonho...

E me vejo saciado
Mas, sozinho.
Sexualmente solitário...

1536 –

Tão longe
Torna-te inacessível aos meus braços
E vais-te esvaecendo, aos poucos,
Como ao acordar de um sonho
Onde a realidade cisma em chegar
E força os olhos
Até que os abra
E descubra apenas vazios verdadeiros...

Tão longe
Uma luz solar
Brilho de lua
Tendo a tempestade – rival -, com suas nuvens escuras
Escondendo, escurecendo,
Tão devagar, aos poucos...

Tão longe
Uma cegueira, que chega,
Só a ti eu via
Agora, nem isso...

Tão longe
À espera do “off” no interruptor
Ou que subam os créditos
Talvez com um último suspiro...

Tão longe
E tenho tão pouca fé
E não acredito mais
Nem nos céus
Nem na terra...

Saber que não vou mais te tocar
Além da lembrança...

Tão perto, o fim...

1537 –

Jogo os dados, perco.
Pego as cartas, perco.
Escolho os números, perco...

Azarado no jogo,
Azarado no amor...

1538 –

É, pois é,
A gente nem se combinava tanto.
Sou muito fumaça
Sou muito nuvem
E você, tão rocha, tão firme...

Pois é, somos tão opostos.
Metades na alma
Contrários na vida.
A carne ainda é mais forte...

1539 –

Pingos, lá fora,
Caem do telhado, no chão,
Devagar...

A chuva é fraca...

Tenho vontade de chorar
Mas sou homem, não posso...

Sou poeta,
Não tenho sexo.
Posso chorar...

1540 –

Eu te vejo
Como tantas vezes te vi
Mas não te sinto mais...

Sumiu seu calor
Sumiu o seu cheiro
Sumiu sua aura...

A foto
Seus olhos verdes
Dá-me aflição...

Antes, sonhava...

Quis ser mágico
Ou louco
Mas você não queria magia ou loucura
Queria a normalidade...

Eu não sou normal...

Por punição
Não ouço mais as gaivotas
E não escuto mais o barulho do mar...

Só vejo a foto
Os olhos verdes
E ouço os pingos da chuva cinza...

Chove. Choro...

1541 –

A foice
Crava-se, devagarzinho,
E me divide
Em duas, quatro,
Oito mil partes...

Destroçado, não sou nada...

Nada, não, sou partes,
Pequenas partes soltas
Como um quebra-cabeça
Sem ter quem me resolva
E passo a não ser nada
Jogado ao canto...

Uma foice,
Um avião,
A chuva...

Dessa vez dói.
Não sangra.
Há dor,
Não há cortes.
O que há de errado comigo?

Nada.
Comigo, nada.
Nada...

Nem ninguém...

1542 –

Demorou tanto para anoitecer
Agora demora tanto para a manhã chegar...

O sono não vem
O sono não chega
Os pensamentos não deixam...

Por que demora tanto a clarear?

1543 –

O copo
Quase vazio
Vê o gelo derreter
Alterando o sabor do uísque...

O copo
Que não esvazia mais
Como há tantas horas...

O copo
Não passou de um início
E quer um fim...

O copo, a vida...

1544 –

Engraçado!
O sorriso que trago no rosto
É pura tristeza.
Acham que estou bem
Pois sorrio
Em público.
Choro na solidão de meu quarto,
Vazio, trancado,
Onde não há espelho
E ninguém me vê...

Nem ao menos eu...

1545 –

Dá vontade de me vestir
Camisa, calça, sapatos,
E sair...

Andar, andar, sem parar.
Por uma eternidade,
Sem rumo...

Sair por aí
Até encontrar
Algo que não sei o que é
Mas procuro
Em todos os momentos de minha vida...

1546 –

Às vezes
Acho que todas as músicas já foram cantadas
Todas as poesias, escritas,
Todas as palavras, ditas...

Às vezes
Acho que já vivi demais
E fiz de menos...

Nasci na época errada
Vivi da forma errada
Tive uma vida errada...

Iludi-me com pouco...

Às vezes
Só às vezes
Acho que fui mal compreendido por Deus
Que me jogou neste lugar
Nesta época, neste país,
Só para brincar comigo...

Às vezes
Peço para recomeçar.
Mas, recomeçar é viver novamente...

Não quero!
Cansei de desilusões...

17 janeiro 2010

NOVAS POESIAS

1526 – ILUMINAÇÃO CÓSMICA

De repente, um grito, eu surjo,
Relíquia, pura beleza,
Um deus, um anjo,
Divino...

Olhos puros
Pele lisa
Mente limpa...

Depois do sopro divino esqueço a missão.
Não lembro os sonhos
Não ouço presságios
Não sei para o que vim...

Por isso, a angústia...

Quero sempre estar certo
E sempre estando errado.
Não entendo nada
Nem o porquê da vida...

Preciso aprender.
Preciso viver
Vinte e quatro horas de cada vez
Repetidamente
E completar a missão...

E voltar a ser luz
E ter olhos puros
E mente clara...

Preciso da iluminação cósmica
Para cumprir minha missão...



1527 – E SE?

E se você morresse agora?
Como teria sido sua vida?
Que histórias teria deixado?
Que seria de você?

O dinheiro,
Em seus bolsos
Sumindo, de repente,
O saldo da conta evaporando
As jóias do cofre virando poeira...

E os imóveis estraçalhados pela família...

E você?
O que faria?
O que levaria disso tudo?
Qual a sua parte?

As brigas de família
A divisão da herança
Ajudando os genros
Enriquecendo as noras
Alimentando o futuro marido de sua esposa...

E seu corpo?
E sua alma?
Desintegrando-se, aos poucos,
Sem ter vivido
Guardando, tudo e tudo,
Sempre querendo mais...

Nunca viajou
Nunca fez nada do que queria
Só pensando no futuro...

Quantos beijos não deu?
Quantos passeios cancelou?
Quantas caminhos não pisou?
Quantos mares não viram seu corpo?

Para quê?
Para criar discórdia...



1528 – LONGE DE TI

O buraco
Cheio
Um enorme e vazio buraco
Cheio de nada
Como meu coração
Longe de ti...

Na verdade
Cheio:
De saudades...

Que vontade de te ver de novo...



1529 – CINZAS EM SÃO PAULO

Prédios cinzas
Cidade cinza
Olhares cinzas...

Palavras cinzas
Escritas por lágrimas...

Minhas lágrimas cinzas...



1530 – COMPARAÇÃO

Pessoas bonitas
Bem vestidas
Educadas...

Falam de teatro no ônibus
Faculdades e empregos
Pausam no silêncio
Respiram, pensam, refletem,
E falam em Dó sustenido...

Às vezes, sem nexo,
Mas fazem sentido
Pois estou sentindo
Que aqui é meu lugar...



1531 – ESQUECIDO

Como a RAM
Tenho memória volátil
Que se apaga rapidamente...

Me perdoa
Se um dia
Esqueci algo
E te fez mal...

Não me perdoe
Se um dia
Eu te fiz mal
E esqueci...



1532 – GABARITO DE CONCURSO

Caneta azul ou preta
(preconceito)
Faça marcas fortes
(eu sou fraco)
Dentro do círculo
(não pode ser quadrado)
Preenchendo totalmente a área
(não posso deixar um ponto em branco?)
Não marque duas alternativas
(e três, posso?)
Senão anulará a questão
(o que é anulará?)
Não ultrapasse o limite do círculo
(estou num aquário?)...



1533 – CPTM

Companhia Paulista de Trens Metropolitanos?
Conjunto Póstumo de Túmulos Maculados?
Cada Protestante Tem Mancha?
Cagada Pesada Também Mela?



1534 – MAIS UM CONCURSO

Se x é igual a quatro
E a hipotenusa não é um sujeito
A raiz quadrada de uma árvore
É igual ou menor que a alma?

Nesta pré-posição
Sentado ou de pé
Acho, adverbialmente,
Que fui mal...

Afinal, “ir mal” está no presente do indicativo?
E quem é o substantivo abstrato que devo culpar?
Eu? Minha esposa? O vizinho?
Mas, escrevo vizinho com s ou com z?

Rápido!
Faltam trinta minutos...



TODAS AS POESIAS SÃO DE AUTORIA DE JORGE LEITE DE SIQUEIRA
DIREITOS RESERVADOS AO AUTOR...

08 janeiro 2010









POESIAS

1537 – NÃO QUERO EXISTIR

Ano: Mil novecentos e sessenta e três...

Ei, papai, solta mamãe,
Não a beije
Não é o momento certo
Estou perto
Bem perto...

Sou apenas um espermatozóide...

O Henrique já veio
O João também
Agora é minha vez?
Não quero!
Não...

Para quê?
Para viver essa vida ridícula que vivo?
Não!
Não quero...

Largue mamãe, papai,
Vá assistir televisão
Ou ler um livro.
Deixe a vontade passar...

Não quero nascer ainda...


1538 – SEQUÊNCIA DE FATOS DESASTROSOS

O ano começou.
E agora?
Quando vêm as coisas boas?
Quando começo a ser feliz?

Esse ano será melhor, me disseram,
Mas, o que o diferencia do passado?

Ah! Devo pensar positivo!
Por quê?
Por que é Verão?
E quando o Inverno chegar?
Lua cheia?
Igreja?
Família?

Tudo bem, vou pensar positivo.
Mas, me dê um motivo...

Não tenho motivos para pensar positivo
E você?

A vida é uma sequência de fatos desastrosos...


1539 – PESSIMISTA

Como é a vida?
Uma sequência de fatos negativos...

Eu sou pessimista, sim,
Não vejo o lado bom...

Na televisão: notícias ruins.
Na família: notícias péssimas.
No trabalho: notícias horríveis...

Como ser otimista?


1540 – MENDIGANDO

O sonho acabou!
A realidade está à porta...

Pisei no chão
Parei de voar
Sonhos não existem
São apenas ilusões...

Não vou mais sonhar
Não vou mais amar
Não vou mais viver...

Vou mendigar...

Mendigar o ar que respiro
Com os pés no chão
Deixando o dinheiro entrar no bolso
Em reais ou dólares
E pensar que isso é viver...

Vivo! Vivo...

Igual a você
Igual meus amigos
Igual a todos...

Diferente de meus ídolos
Longe de meus ideais
Fora da minha realidade
Da minha utopia...

Renascerei...


1541 – OS ANÉIS E OS DEDOS

Não quero mais sorrir
Felicidade não existe
Desisti de procurar...

Agora, só me resta um caminho
Suave, nos braços maternos,
Que reneguei aos vinte anos
E que recupero
Humilhado pela vida...

Derrotado! Sorrir pra quê?
“Vão-se os anéis, ficam-se os dedos...”
Prefiro os anéis
E os dedos...

Sorrir? Por quê?


1542 – MISTÉRIO

Qual o mistério?
Onde errei?
Quando parei de arriscar?

O mistério é um jogo.
O jogo é um mistério.
Perdi o jogo
Sem ao menos ter entrado em campo...

Não desvendei o mistério da vida
Que talvez seja a própria vida
Em abundância
Em êxtase...

Viver sem gozo?
Não quero!
Quero a euforia
Os pensamentos se sobrepondo
Mesmo que perca o sono
Angustiado
Sentindo a vida intensamente...

Bêbado, sóbrio, não importa,
Quero sentir o corpo
Quero ouvir a alma...

Se os mistério é a derrota eu o desvendei...

Mas, sou teimoso,
Um poeta teimoso,
Que sabe se recuperar...

Não se surpreenda se eu mudar daqui alguns dias
Sou imprevisível...

Sou um mistério?
Sou o mistério?
Então, desvenda-me,
E encontre a felicidade...

Mistério. Felicidade...


1543 – ADOLESCENTE

Sou adolescente!
Rebelde por natureza
Revoltado por necessidade
Aflito por vaidade
Angustiado por vontade...

Não aceito sua opinião.
Não aceito a de ninguém.
Eu tenho a razão...

Eu sou o mundo
Eu sou Deus
Sou o Pai e o Filho
E ninguém é mais que eu...

Sou Adolescente...


1544 – PERDEU A LÓGICA

O mar virou água salgada, apenas água salgada.
A areia? São grãos ínfimos, sem importância.
O sol apenas queima e faz mal...

Poesias?
Escrever por quê?
Escrever pra quem?

Um dia quis vender poesia na praia...

Tudo sem nexo, hoje.
O mar, sem sentido,
Amar, insensível,
Travei
Não sou mais nada...

Sou igual a todos, enfim...

Já fui tão diferente!
Tive orgasmos olhando o sol nascer
Tive idéias místicas da presença divina
Tive a certeza que o amor existia...

Hoje?
Sou apenas um fracasso.
Colocarei o macacão
A fábrica apitou.
Preciso trabalhar...


1545 – MESTRE MALDITO

O que será de mim
Sem você
Sem seu amor
Sem sua presença?

Vou sofrer?

O tempo, novamente, brinca comigo.
Mestre maldito...


1546 – NUNCA PARTIR

Devo subir os degraus?
Onde vai dar?
Está escrito “saída”...

Eu não quero sair
Eu quero chegar
Sempre chegar
Todos os dias
Em todos os lugares...

Não quero sair...

Chegar é paz, é esperança;
Sair é dor, é tristeza, é derrota...

Quero chegar!
Hoje, aqui,
Amanhã, acolá,
Só apenas chegar.
A pé ou de avião
Aqui, ali, acolá,
Não importa...

Quero apenas chegar.
E jamais partir...


1547 – DORES

Um filete de sangue
Escorre de meus lábios
Dizendo “adeus”...

É o coração, ferido,
Mais uma vez,
Machucado sem ser golpeado
Nem por bala
Nem por faca
Mas, pela vida...

O sangue corre
Escorre pelo rosto
Vermelho
E invisível...

Misturado às lágrimas, reais...

Dores.
Que sinto, mas devo fingir que não...

Que bom se fosse criança!
Abrir o berreiro
Gritar bem alto...

Tantas dores...


1548 – ACHO QUE SOU IDIOTA

Às vezes
Acho que sou burro
Um idiota
Que não percebe a direção do rio
Que cisma em nadar em sentido contrário...

Não percebo como é fácil viver
Seguir a rotina
Esperar o tempo passar
Até a morte chegar
E renovar a história...

Não aceito!
Quero mudar minha história
Sem rotinas
Sem tédios
Quebrando a cara
Ganhando e perdendo...

Sou um idiota.
Podia me acomodar
E ficar satisfeito com a poltrona e a televisão...

Será que ainda dá tempo?


1549 – SORTE

Eu não tenho sorte.
Sou incrivelmente azarado...

Tudo bem que já tive muitas coisas
Que vivi sempre bem
Que nunca me faltou o básico...

Mas, isso é sorte?
É obrigação divina!
Se eu crio um cachorro devo dar comida.
Deus me criou deve me alimentar...

O básico?
Isso é sorte?
Quero ganhar na loteria!

Deus me deu beleza e inteligência,
E junto me deu indecisão e nervosismo.
Só isso!
Isso é sorte?

Passei em concursos
Mas, abandonei todos os empregos.
Isso é sorte?

Sorte é ter filhos?
Eu tenho três
Mas foram embora.
Isso é sorte?

Sorte é um bom casamento?
Sou quase um Vinícius.
Isso é sorte?

Eu quero acertar na Mega Sena, Deus!
Quero ganhar um milhão, cinco, dez!
Quero ficar milionário...

Eu te desafio, Deus!
Aí direi que tive sorte...


1550 – COITADO DE MIM

Noite
Noite alta
Madrugada
Saio à varanda
Preciso de ar fresco...

Perdi o sono...

Olho as estrelas
Quietas, brilhantes,
Coitadas, imóveis...

Sou quase uma estrela: imobilizado.
Coitado
E nem tenho brilho...


1551 – CANTOR

Quintana, Drummond,
Leio, medito,
Busco as biografias
O que vocês me ensinam?

Não escreveram para me ensinar...

Pessoa, Bandeira,
Poetas, teimosos,
Todos, em comum, dores, alegria,
Tudo no papel...

Em quê pareço a vocês?
Na teimosia?

O que tenho na cabeça?
Por que fazer poesias?
Ser chamado de louco
Tachado de vagabundo
Expor meus sentimentos
Querer mudar o mundo...

Apenas idiotice?

Preferia ser cantor
Viveria viajando
Conhecendo o mundo...

Mas, nasci poeta...


1552 – NOVO E VELHO

Comprei camisa nova
Azul, meio esverdeada,
Cor do céu, cor do mar,
Cor de olhos...

Joguei uma camisa no lixo.
Velha, rasgada,
Inútil...

Novos e velhos.
Já fui, sou,
Sinto as emoções alternando-se em mim
Confundindo-me
Pois não sei o que fazer...

Vida nova.
Velha.
Jogar no lixo?
Guardar no guarda-roupa?

Seria bom se fosse assim...

Estou comprando uma nova vida
Cinzenta, fria, chuvosa,
Mas, que me dará comida.
É o que preciso...


1553 – CORRENTES, PRISÕES

Correntes
Elos que envolvem meus pulsos
E me prendem
À estabilidade
À vida...

À rotina tediosa que é a vida...

Correntes!
Já havia as quebrado
Mas que voltam a se unir...

Perdi alguma coisa...

Se era um jogo, fui derrotado;
Se era uma luta, fui nocauteado;
E por que ainda respiro?

Respirar acorrentado é viver?

Prefiro a derrota!
Mas, livre...

AUTOR: JORGE LEITE DE SIQUEIRA
(TODOS OS DIREITOS RESERVADOS)

SKILF READER

A Hearst, gigante do meio editorial, divulgou mais detalhes do Skilf Reader, seu próprio dispositivo para ler e-books. O Skilf é considerado o maior do mercado. Tem 11,5 polegadas, resolução de 1200×1600 e é sensível ao toque. Vai competir diretamente com o Kindle DX, que tem visor de 9,7 polegadas.

Além de trabalhar com textos tradicionais, voltados para livros e PDF, o Skiff também promete visar formatos para revistas, o que pode expandir ainda mais sua abrangência. A tela touchscreen aproxima o leitor do formato tradicional de livro, permitindo que o usuário possa “virar” as páginas com os dedos.

O aparelho também vem com 3G e Wi-Fi e tem visualização em preto e branco, mas inova ao utilizar o e-paper: é feito de uma chapa de aço flexível criada pela LG, que pode ser dobrada. O leitora ainda não tem data de lançamento ou preço definido.




A Hearst, gigante do meio editorial, divulgou mais detalhes do Skilf Reader, seu próprio dispositivo para ler e-books. O Skilf é considerado o maior do mercado. Tem 11,5 polegadas, resolução de 1200×1600 e é sensível ao toque. Vai competir diretamente com o Kindle DX, que tem visor de 9,7 polegadas.

Além de trabalhar com textos tradicionais, voltados para livros e PDF, o Skiff também promete visar formatos para revistas, o que pode expandir ainda mais sua abrangência. A tela touchscreen aproxima o leitor do formato tradicional de livro, permitindo que o usuário possa “virar” as páginas com os dedos.

O aparelho também vem com 3G e Wi-Fi e tem visualização em preto e branco, mas inova ao utilizar o e-paper: é feito de uma chapa de aço flexível criada pela LG, que pode ser dobrada. O leitora ainda não tem data de lançamento ou preço definido.

05 janeiro 2010

CRÔNICA - O BURACO NA ESTRADA

Daí, saca, eu vi o ônibus, lado a lado com o caminhão, foi rápido, sei lá, olhei, andava de cabeça baixa, pensava na vida, sei lá, ia pegar dinheiro no caixa eletrônico do posto de gasolina, sabe, para pagar a Itapemirim, vi o ônibus, vinha rápido, lado a lado com o caminhão, sei lá, pareciam estar disputando corrida, sei lá, foi rápido, vi o caminhão fazer uma manobra, sei lá, desviar de um buraco, foi pra cima do ônibus, que assustou o motorista do ônibus, entende, que desviou do caminhão, uma fechada, sei lá, desvia um, desvia dois, e ele, o ônibus veio pra cima de mim, sabe, rápido, levantei a cabeça, vi a manobra do caminhão, depois a do ônibus, e depois não vi mais nada, só agora, que acordei aqui na rua, to vendo tudo, de fora do corpo, sei lá, estendido na calçada, feio, cara, feio mesmo, quebrado, cortado, sujo de sangue, e eu, aqui, sei lá, morto, alma, espírito, sabe essas coisas que a gente não acredita, pois é, eu sou isso, um espírito, ao lado do corpo, sem saber pra onde ir, sei lá, esperando a luz, o arco-íris, sei lá, os ETs, os anjos, sei lá, não sei como isso funciona. Só sei que foi tudo por culpa de um buraco...

AUTOR: JORGE LEITE DE SIQUEIRA
(TODOS OS DIREITOS RESERVADOS)

04 janeiro 2010

TODAS AS FOBIAS

A
Abissofobia - medo de abismos, precipícios.
Ablepsifobia - medo de ficar cego
Ablutofobia - medo de tomar banho.
Acarofobia - medo de ter a pele infestada por pequenos organismos(ácaros).
Acerofobia - medo a produtos ácidos.
Acluofobia - medo ou horror exagerado à escuridão.
Acrofobia - medo de altura.
Acusticofobia - medo relacionado aos ruídos de alta intensidade.
Aeroacrofobia - medo de lugar aberto e alto.
Aerodromofobia - medo de viagens aéreas.
Aerofobia - medo de ventos, engolir ar ou aspirar substâncias tóxicas.
Aeronausifobia - medo de vomitar (quando viaja de avião).
Afobia - medo da falta de fobias
Agliofobia - medo de sentir dor.Sinônimo de algofobia
Afefobia - medo de ser tocado.
Agorafobia - medo de lugares abertos, de estar na multidão, lugares públicos ou deixar lugar seguro.
Agrafobia - medo de abuso sexual.
Agrizoofobia - medo de animais selvagens.
Agirofobia - medo de ruas ou cruzamento de ruas.
Aicmofobia - medo de agulhas de injeção ou objetos pontudos.
Ailurofobia - medo de gatos.Idem galeofobia ou gatofobia
Aletrorofobia - medo de galinhas. (ornitofobia)
Algofobia - medo de dor.Idem agliofobia
Amatofobia - medo de poeiras
Amaxofobia - medo mórbido de se encontrar ou viajar dentro de qualquer veículo de transporte.
Ambulofobia - medo de andar
Amnesifobia - medo de perder a memória.
Ancraofobia ou Anemofobia - medo de correntes de ar
Androfobia - medo de homens
Anatidaefobia - medo de ser observado por patos
Anemofobia - medo de ventos
Anginofobia - medo de engasgar
Antofobia - medo de flores
Antropofobia - medo de pessoas ou da sociedade
Antlofobia - medo de enchentes
Anuptafobia - medo de ficar solteiro (a)
Apifobia - medo de abelhas
Aracnefobia ou Aracnofobia - medo de aranhas
Astenofobia - medo de desmaiar ou ter fraqueza
Astrofobia ou astrapofobia - medo de trovões e relâmpagos
Ataxofobia - medo de desordem.
Autofobia - medo de si mesmo ou de ficar sozinho (Monofobia, Isolofobia)
Automatonofobia - medo de bonecos de ventríloquo, criaturas animatrônicas, estátuas de cera (qualquer coisa que represente falsamente um ser sensível)
Azinofobia - medo de ser agredido pelos pais

B
Bacilofobia ou Bacteriofobia - medo de bactérias (Microbiofobia)
Balistofobia - medo de mísseis
Basofobia ou basifobia - medo de andar ou cair (inabilidade de ficar em pé)
Batofobia - medo de profundidade
Botanofobia - medo de plantas
Batofobia - medo de alturas ou ficar fechado em edifícios altos
Batracnofobia - medo de anfíbios (como sapos, salamandras, rãs etc.)
Belonofobia - medo de alfinetes e agulhas (aiquimofobia)
Blennofobia - medo de limo ou coisas viscosas
Brontofobia - medo de trovões e relâmpagos
Biofobia - medo da vida

C
Cacorrafiofobia - medo de fracasso ou falhar
Caetofobia - medo de pêlos
Cainofobia ou cainotofobia - medo de novidades
Catagelofobia - medo do ridículo (estar ou ser)
Catapedafobia - medo de saltar de lugares baixos ou altos
Catoptrofobia - medo de espelhos
Cenofobia ou centofobia - medo que caracteriza-se pela aversão e medo mórbido de sentir inquietação de grandes espaços abertos.
Cimofobia - medo de ondas ou de movimentos parecidos com ondas
Cinetofobia ou cinesofobia - medo de movimento
Cinofobia - medo de cães
Cipridofobia, ciprifobia, ciprianofobia, ou ciprinofobia - medo de prostitutas ou doença venéreas
Ceraunofobia - medo de trovão
Copofobia - medo da fadiga
Corofobia - medo de dançar
Coniofobia - medo de poeira (amatofobia)
Cosmicofobia - medo de fenômenos cósmicos
Cromofobia ou cromatofobia - medo de cores
Cronofobia - medo do tempo
Cronomentrofobia - medo de relógios
Claustrofobia - medo de espaços confinados ou lugares fechados ou seja, o oposto da agorafobia
Cleitrofobia ou cleisiofobia - medo de ficar trancado em lugares fechados
Cleptofobia - medo de ser roubado
Climacofobia - medo de degraus (subir ou cair de degraus)
Clinofobia - medo de ir para cama
Clitrofobia ou cleitrofobia - medo de ficar fechado
Cnidofobia - medo de cordas
Cometofobia - medo de cometas
Coimetrofobia - medo de cemitérios
Contreltofobia - medo de abuso sexual
Coprofobia - medo de fezes
Coulrofobia - medo de palhaços
Cremnofobia - medo de precipícios
Criofobia - medo de frio intenso, gelo ou congelamento
Cristãofobia, cristofobia ou cristianofobia - medo dos cristãos

D
Deipnofobia - medo de jantar e conversas do jantar
Demonofobia - medo de demônios
Demofobia - medo de multidão (Agorafobia)
Dendrofobia - medo de árvores
Dermatosiofobia, dermatofobia ou dermatopatofobia - medo de doenças de pele
Dextrofobia - medo de objetos do lado direito do corpo
Diabetofobia - medo de diabetes
Dinofobia - medo de vertigens ou redemoinho
Diplofobia - medo de visão dupla
Dipsofobia - medo de beber
Disabiliofobia - medo de se vestir na frente de alguém
Dismorfofobia - medo de deformidade
Distiquifobia - medo de acidentes
Domatofobia ou oiquofobia - Medo de casas ou estar em casa
Dorafobia - medo de pele de animais
Dromofobia - medo de cruzar ruas

E
Eisoptrofobia - medo de espelhos ou de se ver no espelho
Electrofobia - medo de eletricidade
Eleuterofobia - medo da liberdade
Elurofobia - medo de gatos (ailurofobia)
Emetofobia - medo de vomitar
Enoclofobia - medo de multidão
Enosiofobia ou enissofobia - medo de ter cometido um pecado ou crítica imperdoável
Entomofobia - medo de insetos
Epistaxiofobia - medo de sangrar do nariz
Epistemofobia - medo do conhecimento
Equinofobia - medo de cavalos
Eremofobia - medo de ficar só
Ereutrofobia - medo de ficar vermelho
Ergasiofobia - medo de trabalhar ou de operar (cirurgião)
Ergofobia - medo do trabalho
Eritrofobia, eritofobia ou ereutofobia - medo de luz vermelha ou do vermelho
Eretofobia - medo mórbido de sentir dor durante relações sexuais
Esciofobia ou esciafobia - medo de sombras
Escolecifobia - medo de vermes
Escopofobia ou escoptofobia - medo de estar sendo olhado
Escotofobia - medo de escuro
Escotomafobia - medo de cegueira
Esfecsofobia - medo de marimbondos
Espectrofobia - medo de fantasmas ou espectros
Estasibasifobia ou estasifobia - medo de ficar de pé ou andar (ambulofobia)
Estaurofobia - medo de cruz ou crucifixo
Estenofobia - medo de lugares ou coisas estreitas
Estigiofobia - medo do inferno
Estruminofobia - medo de morrer defecando
Estupefaçofobia - medo de estupefacientes ou de os consumir
Estupofobia - medo de pessoas estúpidas

F
Fagofobia - medo de engolir ou de comer
Falacrofobia - medo de tornar-se careca
Farmacofobia - medo de tomar remédios
Febrifobia, fibrifobia ou fibriofobia - medo de febre
Fengofobia - medo da luz do dia ou nascer do sol
Felinofobia - medo de gatos (ailurofobia, elurofobia, galeofobia, gatofobia)
Filemafobia ou filematofobia - medo de beijar
Filofobia - medo de enamorar
Filosofobia - medo de filosofia
Fobia Social - medo de estar sendo avaliado negativamente (socialmente)
Fobofobia - medo de fobias
Fonofobia - medo de barulhos ou vozes ou da própria voz; de telefone
Fotoaugliafobia - medo de luzes muito brilhantes
Fotofobia - medo de luz
Fronemofobia - medo de pensar
Ftisiofobia - medo de tuberculose
Flatusfobia - medo de liberar flatos a valer

G
Galeofobia ou gatofobia - medo de gatos. mesmo que ailurofobia
Gamofobia - medo de casar
Gefirofobia, gefidrofobia ou gefisrofobia - medo de cruzar pontes
Geliofobia - medo de rir
Geniofobia - medo de manter a cabeça erguida
Gerascofobia - medo de envelhecer
Gerontofobia - medo de pessoas idosas
Geumafobia ou geumofobia - medo de sabores
Gimnofobia - medo de nudez
Ginofobia, ginefobia ou ginecofobia - medo de mulheres
Glossofobia - medo de falar ou tentar falar em publico
Gnosiofobia - medo do conhecimento

H
Hadefobia - medo do inverno
Hagiofobia - medo de santos ou coisas santas
Hamartofobia - medo de pecar (pecados)
Hafefobia ou haptefobia - medo de ser tocado ou de tocar em alguém ou em alguma coisa
Harpaxofobia - medo de estar sendo roubado
Hedonofobia - medo de sentir prazer
Heliofobia - medo do sol
Hemofobia, hemafobia ou hematofobia - medo de sangue
Heresifobia ou hereiofobia - medo de desafiar a doutrina oficial (governo)
Herpetofobia - medo de répteis ou coisa que arrastam
Heterofobia - etimologicamente medo do sexo oposto, uso comum: medo da heterossexualidade
Hidrargiofobia - medo de medicamentos mercuriais
Hidrofobia - medo de água
Hidrofobofobia - medo de raiva (doença)
Hielofobia ou hialofobia - medo de vidro
Hierofobia - medo de padres ou coisas sacras
Higrofobia - medo de líquidos ou umidade
Hilefobia - medo de materialismo ou de epilepsia
Hilofobia - medo de florestas
Hipengiofobia ou hipegiafobia - medo de responsabilidade
Hipnofobia - medo de dormir ou ser hipnotizado
Hipofobia - medo de casas
Hipsifobia - medo de altura
Hobofobia - medo de bêbados ou mendigos
Hodofobia - medo de atravessar estradas
Hormefobia - medo de ficar abalado ou chocado
Homiclofobia - medo de neblina
Hominofobia - medo de homens
Hoplofobia - medo de armas de fogo
Homofobia - etimologicamente medo do semelhante, uso comum: medo da homossexualidade
Hipopotomonstrosesquipedaliofobia - medo de palavras grandes
Humilhofobia - medo de ser humilhado

I
Iatrofobia - medo de ir ao médico
Ictiofobia - medo de peixe
Ideofobia - medo de idéias
Ilingofobia - medo de vertigem ou sentir vertigem quando olha para baixo
Iofobia - medo de veneno
Insectofobia - medo de insectos
Isolofobia - medo da solidão, de estar sozinho, o medo de ficar isolado (Autofobia, Monofobia)
Isopterofobia - medo de cupins

J
Japanofobia - aversão e medo mórbido irracional, desproporcional e persistente de japoneses e de sua cultura.

L
Lachanophobia ou lachanofobia - medo de vegetais
Lactofobia - medo de leite
Laliofobia ou lalofobia - medo de falar
Leprofobia ou leprafobia - medo de lepra
Ligirofobia - medo de barulhos
Ligofobia - medo de escuridão
Lilapsofobia - medo de furacões
Limnofobia - medo de lagos
Linonofobia - medo de cordas
Lissofobia - medo de ficar louco
Literofobia - medo de letras
Liticafobia - medo de processos (civil)
Locquiofobia - medo de nascimento (criança)
Logizomecanofobia - medo de computadores
Logofobia - medo de palavras
Luefobia - medo de sífilis (lues)

M
Mageirocofobia - medo de cozinhar
Maieusiofobia - medo da infância
Malaxofobia - medo de amar (sarmassofobia)
Maniafobia - medo de insanidade
Mastigofobia - medo de punição
Mecanofobia - medo de máquinas
Megalofobia - medo de coisas grandes
Melanofobia - medo de cor preta
Melissofobia - medo de abelhas
Melofobia - medo ou ódio de música
Meningitofobia - medo de doença nervosa
Merintofobia - medo de ficar amarrado
Metalofobia - medo de metal
Metatesiofobia - medo de mudar
Meteorofobia - medo de meteoros
Metifobia - medo de álcool
Metrofobia - medo ou ódio de poesia
Micofobia - medo ou aversão por cogumelos
Microbiofobia - medo de micróbios (bacilofobia)
Microfobia - medo de coisas pequenas
Mictofobia - medo de escuridão
Mirmecofobia - medo de formigas
Misofobia - medo de germens, contaminação ou sujeira
Mitofobia - medo de mitos, histórias ou declarações falsas
Mixofobia - medo de qualquer sustância viscosa (blenofobia)
Molismofobia ou molisomofobia - medo de sujeira ou contaminação
Monofobia - medo de solidão ou ficar só (Autofobia, Isolofobia)
Monopatofobia - medo de doença incurável
Motefobia - medo de borboleta e mariposa
Motorfobia - medo de automóveis
Musofobia ou murofobia - medo de ratos

N
Narigofobia - medo de narizes
Nebulafobia - medo de neblina (homiclofobia)
Necrofobia - medo de morte ou coisas mortas
Nelofobia - medo de vidro
Neofarmafobia - medo de medicamentos novos
Neofobia - medo de qualquer coisa nova
Nefofobia - medo de nevoeiros
Nictofobia - medo da escuridão ou da noite
Noctifobia - medo da noite
Nictohilofobia - medo de florestas escuras ou a noite
Nipofobia - medo de japonês ou cultura japonesa
Nosocomefobia - medo de hospital
Nosofobia ou nosemafobia - medo de ficar doente
Nostofobia - medo de voltar para casa
Novercafobia - medo da madrasta
Nucleomitufobia - medo de armas nucleares
Nudofobia - medo de nudez

O
Obesofobia - medo de ganhar peso (pocrescofobia)
Oclofobia - medo de multidão
Ocofobia - medo de veículos
Odinofobia ou odinefobia - medo da dor (algofobia)
Odontofobia - medo de dentista ou cirurgia odontológica
Oenofobia - medo de vinhos
Ofidiofobia - medo de cobras
Oftalmofobia - medo de estar sendo vigiado
Olfactofobia - medo de cheiros
Ombrofobia - medo de chuva ou de estar chovendo
Ometafobia ou omatofobia - medo de olhos
Oneirofobia - medo de sonhos
Onomatofobia - medo de ouvir certas palavras ou nomes
Ostraconofobia - medo de ostras
Orientalofobia - medo de orientais
Ornitofobia - medo de passaros
Octofobia - medo do numero 8

P
Pedofobia - medo das crianças.
Pirofobia - medo do fogo.
Parasquavedequatriafobia - medo de sexta-feira 13

Q
Quadrofobia - medo de ir ao quadro
Quemofobia - medo de substâncias químicas ou de trabalhar com elas
Quenofobia - medo de espaços vazios
Quifofobia - medo de parar
Quimofobia - medo de ondas
Quionofobia - medo de neve
Quinofobia - medo de raiva (doença)
Quiraptofobia - medo de ser tocada(o)
Quilofobia - medo de esquilos ou qualquer um roedor.

R
Rabdofobia - medo de ser severamente punido
Radiofobia - medo de radiação, raio-x
Ripofobia - medo de defecar
Ritifobia - medo de ficar enrugado
Rupofobia - medo de sujeira

S
Sarmassofobia - medo de seduzir e de participar de jogos de sedução
Satanofobia - medo de satã (demônio)
Selafobia - medo de flashes (luzes)
Selachofobia - medo de tubarões
Selenofobia - medo da lua
Seplofobia - medo de material radiativo
Sesquipedalofobia - medo de palavras grandes
Sexoafobia - medo de fazer sexo
Sexofobia - medo do sexo oposto (heterofobia)
Siderodromofobia - medo de trem ou viagem de trem
Siderofobia - medo de estrelas
Sinistrofobia - medo de coisas do lado esquerdo, mão esquerda
Sinofobia - medo de chinês ou cultura chinesa
Sitofobia ou Sitiofobia - medo de comida ou comer (cibofobia)
Socerafobia - medo de padrasto ou madrasta
Sociofobia - medo da sociedade ou de pessoas em geral
Somnifobia - medo de dormir
Simmetrofobia - medo de simetria
Singenesofobia - medo de parentes
Sifilofobia - medo de sífilis
Sofofobia - medo de aprender
Soteriofobia - medo de dependência dos outros
Surifobia - medo de camundongo (rato)
Simbolofobia - medo de símbolos

T
Tacofobia ou Tachofobia - medo de velocidade
Taeniofobia ou Teniofobia - medo de solitária (tênia)
Tafofobia ou tafefobia - medo de ser enterrado vivo
Talassofobia - medo do mar
Tanatofobia ou tantofobia - medo da morte ou de morrer
Tapinofobia medo de ser contagioso
Taurofobia - medo de touro
Teatrofobia - medo de teatro
Tecnofobia - medo de tecnologia
Telefonofobia - medo de telefone
Teleofobia - medo de definir planos ou de cerimônias religiosas
Teofobia - medo de Deus ou de religião
Teologicofobia - medo de teologia
Teratofobia - medo de crianças ou pessoas deformadas
Termofobia - medo de calor
Testofobia - medo de fazer provas (escolares)
Tetanofobia - medo de tétano
Tiranofobia - medo de tiranos
Tocofobia - medo de gravidez
Tomofobia - medo de cirurgia
Tonitrofobia - medo de trovão
Topofobia - medo de certos lugares ou situações, que dão medo ou pavor
Toxifobia, toxofobia ou toxicofobia - medo de se envenenar
Traumatofobia - medo de traumas (físicos)
Tripanofobia - medo de injeções
Triscaidecafobia - medo do número 13
Tropofobia - medo de mudar ou fazer mudanças

U
Uranusfobia - medo do planeta Urano
Uranofobia - medo do céu
Urifobia - aversão e medo mórbido irracional, desproporcional persistente e repugnante a fenômenos paranormais
Urofobia - medo de urina ou do ato de urinar
Uiofobia - medo dos próprios filhos; medo da prole.

V
Vacinofobia - medo de vacinação
Verbofobia - medo de palavras
Verminofobia - medo de vermes
Virginitifobia - medo de estupro
Vitricofobia - medo do padrasto

X
Xantofobia - medo da cor amarela / medo de objetos de cor amarela
Xenofobia - medo de estrangeiros ou estranhos
Xerofobia - medo de secura, aridez
Xilofobia - medo de objetos de madeira ou de floresta

Z
Zelofobia - medo de ter fazer sexo
Zoofobia - medo de animais

POESIA

POESIA 1536 – SONHOS DE CRISTAL

Cristal,
Sou cristal.
Soltaram-me, alto, do alto,
Trincado, voando,
Choque, dor,
Estilhaços, sangue,
Perfurações, feridas,
Sonhos manchados,
Ilusões, mentiras, falsidades...

Cristal.
Estatueta transparente
Doente
Empurrada do alto, das nuvens dos sonhos,
Por mãos inexistentes
Autoras dos mais belos poemas...

Solto, caindo, perto do choque,
Perto do fim...

Cristal.
Belo, frágil,
Puro e pura ilusão.
Trincado, em queda...

Não sobrará nada de meus sonhos...

AUTOR: JORGE LEITE DE SIQUEIRA
(TODOS OS DIREITOS RESERVADOS)

POESIA 1535 - CISNE

POESIA 1535 – CISNE

Que belo o cisne!
Sua cor
Sua postura
Sua suavidade...

E sou pesado como um elefante...

O corpo, nem tanto, tá mais pro cisne,
Mas, a cabeça, pesa muito.
As costas, então, nem se fala...

Parece que carrego pedras...

O passado me cansa
Não pelo que me cobra
Mas, pelo que remói em meus pensamentos
Como dívidas
Dentro de mim...

Remorsos?

Carga de elefantes
Em corpos de cisne.
Sou quase um cisne...

AUTOR: JORGE LEITE DE SIQUEIRA
(TODOS OS DIREITOS RESERVADOS)

POESIA – CISNE

Que belo o cisne!
Sua cor
Sua postura
Sua suavidade...

E sou pesado como um elefante...

O corpo, nem tanto, tá mais pro cisne,
Mas, a cabeça, pesa muito.
As costas, então, nem se fala...

Parece que carrego pedras...

O passado me cansa
Não pelo que me cobra
Mas, pelo que remói em meus pensamentos
Como dívidas
Dentro de mim...

Remorsos?

Carga de elefantes
Em corpos de cisne.
Sou quase um cisne...

AUTOR: JORGE LEITE DE SIQUEIRA
(TODOS OS DIREITOS RESERVADOS)

POESIA – CISNE

Que belo o cisne!
Sua cor
Sua postura
Sua suavidade...

E sou pesado como um elefante...

O corpo, nem tanto, tá mais pro cisne,
Mas, a cabeça, pesa muito.
As costas, então, nem se fala...

Parece que carrego pedras...

O passado me cansa
Não pelo que me cobra
Mas, pelo que remói em meus pensamentos
Como dívidas
Dentro de mim...

Remorsos?

Carga de elefantes
Em corpos de cisne.
Sou quase um cisne...

AUTOR: JORGE LEITE DE SIQUEIRA
(TODOS OS DIREITOS RESERVADOS)

02 janeiro 2010

REVEILLON 2010

DADO VILLA LOBOS (BATERIA) E MARCELO BONFÁ (GUITARRA)FAZENDO PARTE DO TRIBUTO À RENATO RUSSO E À LEGIÃO URBANA.

Nos vocais, Marcelo Bonfá deu um show, mostrando que poderia substituir Renato Russo (não digo superar...) em um futuro remoto. Como convidado especial, João Pedro Bonfá, filho de Marcelo, deu um show na guitarra. Dado foi super competente no que sabe fazer de melhor, tocar guitarras.

Esta música, Pais e Filhos, mostra um pedaço do que foi o show.

01 janeiro 2010

FELIZ 2010

1532 – Chegou 2010

As coisas começam a dar errado
Vai tudo se complicando
As contas apertando
A vida se acabando
As pessoas se afastando
O sol não está mais raiando
E tudo vai ficando mal
E os caminhos têm pedras
E o túnel não tem mais luz...

E chegou 2010!

Como mágica
A esperança ressurge
E nos promete que tudo vai melhorar...

Bendito seja quem inventou os dias, as horas, os meses,
E criou a virada de ano
Que nos dá tanta alegria e esperança...

Então, pensamento positivo!
Tudo vai ser ótimo em 2010!
O começo do sucesso!
Pra mim e pra você...

Feliz ano novo!
Tudo será maravilhoso...





POESIA: O QUE É?

1531 – O que é?

É algo que não existe
Mas você tem, agora,
Nas tuas mãos...?

O que é?
O futuro?
O passado?
Acertou...

Cuides para que teu presente
Não se perca também...

Autor: Jorge Leite de Siqueira

Dez mitos sobre dietas

Muitos mitos você com certeza já deve ter ouvido e talvez até possa acreditar, mas o fato é que não correspondem à realidade. Aqui vão ...