27 fevereiro 2010

CORRENTES

Sabe aquelas correntes que todos nós recebemos por e-mail?
Sim, aquelas coisas chatas que nos “obrigam” a reenviar?
Neste ano, graças à elas, tomei algumas atitudes que mudaram minha vida:

1 – Já não saco dinheiro em caixa eletrônico porque vão me colar um adesivo amarelo ou jogar uma linha no meu ombro e quando eu dobrar a esquina vão me roubar;

2 - Já não tomo Coca-cola porque me avisaram que serve pra limpar mármore, desentupir pia e que um cara caiu no tanque da fábrica e ficou totalmente corroído;

3 - Não vou ao cinema com medo de sentar numa agulha contaminada com o vírus da AIDS;

4 - Estou como uma inhaca de gambá violenta porque desodorante causa câncer de mama;

5 - Não estaciono o carro em shopping center com medo de cheirar perfume e ser seqüestrado;

6 – Não atendo meu celular com medo que alguém peça para digitar 55533216450123=t4rh2 e eu tenha que pagar uma fortuna de ligação para o irã, ou então ouça um analfabeto dizer que sequestrou minha filha enquanto um outro analfabeto ba ndido fica gritando que nem viado…..ai pai, ai pai;

7 – Não como mais bigmac pois é tudo feito com carne de minhoca com anabolizante;

8 - Não como mais carne de frango, chester e nem vou no KFC pois os frangos foram alterados geneticamente, tomam hormônios femininos e têm seis asas, oito coxas e não têm bico, penas nem cabeça;

9 – Não saio com mais ninguém porque tenho medo de acordar na banheira cheio de gelo e sem meus rins;

10 - Refrigerante em lata, nem pensar!!! Tenho medo de morrer de leptospirose do mijo do rato;

11 - Não tenho mais nenhum tostão pois doei tudo para a campanha em prol da operação da nildinha, que é uma menina que precisa fazer uma operação urgente, que só tem mais dois meses de vida (desde 1993);

12 - Escrevi em 500 notas de R$1,00 uma mensagem para a nossa senhora da frieira, para me dar muito dinheiro, e acabei perdendo umas 20 notas pois eu escrevi demais;

13 - Este mês devo receber o meu celular Ericsson, por ter repassado os e-mails para 2366 amigos, e mês que vem recebo os u$1.000,00 da aol e da Microsoft, além do notebook, da ferrari e dos prêmios da Nestlé;

14 - Não bebo mais refrigerante Kuat, pois ele tem uma substância que causa câncer;

15 - Jesus e Nossa Senhora já devem estar morando lá em casa de tanta visita deles que recebo por email;

ATENÇÃO! Se você não recomendar esta matéria para 10 pessoas em até meia hora, um urubu vai te cagar e você vai viver doente pro resto da vida!

23 fevereiro 2010

PAPEL DE PAREDE










POESIAS DO JORGE

1597 – ENVELHECIMENTO

Depois de quase trinta anos eu volto.
Estou onde passei minha infância
Vendo meus amigos da época...

Tudo mudou...

Mas, estou recomeçando.
Avalio o que perdi
E do que escapei...

Amigos:
Cabelos brancos, velhos.
Casados, separados, viúvos.
Pais, avós...

Os velhos de minha época morreram...

As crianças, hoje mandam.
Alguns são traficantes
Outros são trabalhadores
E outros ainda são vagabundos...

Em geral?
Tristeza.
Decepções.
Olhares baixos...

Não vi sonhos realizados...

Onde estão os sorrisos?
Cadê a felicidade?
Não sou o único a procurá-la...

Estou decepcionado!
Com a vida.
Com tudo...

Mas, vamos viver...

Agradecer o que ainda está bem
Agradecer o que ainda tenho de bom
Agradecer as experiências...

Preciso ver o lado bom das coisas, senão enlouqueço...

Autor: Jorge Leite de Siqueira
Todos os direitos reservados

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1598 – ENCOSTO

Nada dá certo para mim.
Sou péssimo motorista
E minha vida está à beira do abismo...

Acho que é um encosto...

Algo me domina
Não deixa nada funcionar direito
E fico só dando cabeçadas...

Preciso tirar esse encosto...

Mas, tenho medo!
E se esse encosto for o há de melhor em mim?
Melhor deixar como está...

Autor: Jorge Leite de Siqueira
Todos os direitos reservados

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1599 – O QUE VOCÊ QUER DE MIM?

Você abre a boca
Repete palavras ditas
Recita poesias escritas
Sorri sorrisos sorridos...

É um espelho?

O que você quer de mim?
Repete minhas palavras
Recita minhas poesias
Só me copia
E não me dá nada...

Suga-me!
Corpo
Alma
Tudo...

O que você quer de mim?

Chore minhas lágrimas!
Sofra minhas dores!
Isso você não faz...

Então, o que você quer de mim?

Autor: Jorge Leite de Siqueira
Todos os direitos reservados

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1600 – VOCÊ SABIA

Você sabia!
Não ia ser fácil!
Mas, você quis arriscar
Quis um beijo
Apenas um, eu lembro,
Depois um abraço...

Agora quer tudo...

Você sabia!
Não podia dar certo...

Mas, você e sua teimosia...

E agora?
O que eu faço?
O que você fará?

Correr ou ficar?

Eu te falei!
Não ia dar certo.
Não deu...

Autor: Jorge Leite de Siqueira
Todos os direitos reservados

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1601 – VÁ PARA SÃO PAULO

Vai, filho,
Pegue sua mochila
Coloque suas roupas
E vá pra São Paulo...

Vá ganhar dinheiro
Vá ganhar futuro
Vá virar milionário...

Vá, filho!
Vá!
Afinal, você já tem quarenta e cinco anos...

Autor: Jorge Leite de Siqueira
Todos os direitos reservados

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1602 – VIVERÁ

Que belo dia!
Que linda noite!
Como tudo é lindo...

A liberdade é linda!
A igualdade é linda!
A fraternidade é linda!

Quem viver viverá...

Autor: Jorge Leite de Siqueira
Todos os direitos reservados

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1603 – EM PAZ

Deitado
Fones nos ouvidos
Música clássica
Deixo-me invadir
Por paz
Por Deus
Por amor...

Os músculos relaxam
A calma chega
Leva-me em asas
Voando
Vivendo
Como há tanto tempo não vivia...

E sem motivo algum...

Autor: Jorge Leite de Siqueira
Todos os direitos reservados

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1604 – ACREDITAR E CONFIAR

Em quem devo confiar?
Eu não sou deficiente
Sei andar
Não sou cego
E, mesmo me esquecendo de algumas coisas, sei fazer contas...

E não consigo confiar em ninguém...

Autor: Jorge Leite de Siqueira
Todos os direitos reservados

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1605 – ENCONTROS

Use o celular
Use um telefone normal
Mande uma carta
Passe um e-mail
Marque no MSN
Mande um menino avisar...

Faça qualquer coisa, uma loucura...

Coloque um anúncio no jornal
Pague um comercial na televisão
Anuncie em um outdoor...

Faça qualquer coisa...

Mas, marque um encontro!
Preciso te conhecer...

Autor: Jorge Leite de Siqueira
Todos os direitos reservados

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1606 – PAPEL DE BALA

Peguei o papel
O que você jogou no lixo
Onde usou seus dedos...

Eu o peguei
E o guardei para mim...

Foi seu!
Por um segundo foi seu!
Como um dia eu também serei...

Autor: Jorge Leite de Siqueira
Todos os direitos reservados

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1607 – PENSANDO EM VOCÊ

É noite
Não tenho sono
Quero ficar acordado
Toda a noite...

Só penso em você...

Acordado, penso.
Dormindo, não sonho.
Meu corpo é seu
Meu espírito não é mais...

Autor: Jorge Leite de Siqueira
Todos os direitos reservados

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1608 – QUERO SAIR DAQUI

Alô!
Há alguém aí?
Socorro!
Preciso de ajuda!
Quero sair daqui!
Quero abandonar esse buraco
Sair desse poço
Pular fora daqui...

Desse corpo, também...

Autor: Jorge Leite de Siqueira
Todos os direitos reservados

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1609 – A FESTA

Cheguei à festa!
Era um hospital
Mamãe gritava, chorava...

Eu chorei também, claro...

Dezesseis mil cento e trinta e seis dias depois
E a festa continua...

Quando acaba?
Espero que seja eterna...

Autor: Jorge Leite de Siqueira
Todos os direitos reservados

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1610 – DO QUE FUJO?

Em meus sonhos
Há fugas por telhados
E encontros nos quartos...

Em meus sonhos
Eu não sou eu...

Às vezes, sou um bandido,
Às vezes, eu sou o mocinho.
Perseguido, em ambas as vezes...

Em um sonho, eu mato.
No outro, morro...

O que meu sonho quer dizer?

Em meus sonhos eu fujo.
Sendo mocinho
Sendo bandido
E eu fujo...

Do que tanto fujo?

Autor: Jorge Leite de Siqueira
Todos os direitos reservados

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1611 – NADA, VAZIO

Nada.
Vazio.
Ninguém...

O silêncio.
A pausa da música...

Quer me conquistar?
Não diga nada.
Fique em silêncio...

Autor: Jorge Leite de Siqueira
Todos os direitos reservados

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1612 – PLANTEI UM JARDIM

Plantei um jardim
Margaridas, rosas, jasmins,
Vieram beija-flores
As flores inebriavam com seus cheiros
As cores, maravilhosas...

Montei um aquário
Peixes, cavalos-marinhos, estrelas-do-mar,
Ganhei prêmios...

Fiz esculturas na areia
Pintei quadros
Escrevi poemas...

Vieram me ver, fiquei famoso.
Mas você não veio...

Desisto de tudo!
Quem sabe nada sendo
Serei algo para você...

Autor: Jorge Leite de Siqueira
Todos os direitos reservados

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1613 – AMOR OU PAIXÃO

O que é o amor?
Dor ou prazer?
Vida ou morte?
Homem ou mulher?
Flor ou espinho?
Chegada ou partida?
Carinho ou saudade?
Ilusão ou solidão?
Falta ou sobra?
Verdade ou mentira?
Sim ou não?

O que é o amor?

Quando acreditei que sabia
Percebi que não soube
E descobri que nunca amei...

Era paixão. Passageira...

Autor: Jorge Leite de Siqueira
Todos os direitos reservados

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1614 – NÃO CONSIGO COMPRAR NADA

Quanto custa a paz?
E o amor, quanto é?
Silêncio, você tem para vender?

Tanto dinheiro e não consigo comprar o que mais quero...

Quanto custa os sonhos?
Você me vende um coração apaixonado?
E felicidade, você tem para vender?

Nada.
Não consigo comprar nada...

Para quê tanto dinheiro?
Não me serve de nada...

Tive diversas mulheres.
Sexo, beijos, carinhos,
E nunca ninguém me amou...

Levaram o carro, a casa, tudo,
E nunca me amaram...

Dinheiro?
Para quê dinheiro?
Quando nada se tem, nada se perde...

Autor: Jorge Leite de Siqueira
Todos os direitos reservados

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POESIAS

1589 – A JANELA DO QUINTO ANDAR

Estou sentado ao seu lado
Passo as mãos em seus cabelos
Castanhos mal pintados
Seus olhos, abertos, parecem me olhar,
Mas você não vive mais...

Olho para cima
A janela do quinto andar ainda está aberta
O vento sopra a cortina
Levanta folhas perto de mim
E vejo a noite chegando...

Por que ela pulou?
Alguém pergunta.
Por que você pulou?
Eu pergunto.
Não temos respostas...

Eu nunca te tive
Nunca fui seu dono
E sei que você sempre foi minha...

Mas, fugi de você toda a minha vida.
Agora posso parar de fugir...

Mas, não quero!
Da janela do quinto andar
Outro corpo se atira.
Vôo.
Vou te encontrar...

Agora não fugirei jamais...

1590 – CASTIGO

Saí...

Nunca chego onde quero
Vivo andando
E sempre estou na metade do caminho...

Um passo para frente
Um passo para trás
Um tropeção para frente
Um empurrão para trás...

Quando chegarei ao final?
Nunca...

1591 – PISANDO EM ESPELHOS

Ando
Piso bem de leve
Descalço
Sobre espelhos...

Vejo reflexos
O Passado me ofusca
E tropeço...

Volto ao início.
Caio sempre que me aproximo do futuro...

1592 – ÉPOCAS

Um dia sonhei com o futuro.
Sorri
Estava tudo planejado...

Quatro paredes
Quatro pneus
Quatro netos...

Eu não percebia que o futuro não existe.
Existe o agora, o presente,
Existe o passado, o que fizemos,
Mas não existe o futuro...

Eu me enganei.
Achei que meus planos seriam realizados.
Que ridículo!
O futuro sempre é o presente...

E eu sempre esperando...

1593 – CAMINHANDO

Um passo
Dois passos
Três...

Prados, montanhas, praias.
Tantos caminhos.
Em todos caminhei...

Às vezes, sozinho.
Muitas vezes, a dois.
Nunca tive turma...

Mulheres, filhos, amigos,
Sempre ao meu lado,
E sempre tão distantes...

Agora, os calos me detiveram.
As pedras estão ficando pesadas
A solidão dói mais...

Um passo. Canso...

Quero deitar
E dormir
Um sono bom...

Mesmo que seja eterno...

1594 – QUEM SABE AGORA

Tenta!
Continua tentando!
Persevera!
Nunca desista!

Quem sabe, agora dá certo...

Ninguém me ajuda a carregar o fardo
Ninguém seca o suor da minha testa
Ninguém pergunta se pode ajudar...

Mas, conselhos, dão aos montes...

Tenta de novo!
Persista!
Agora vai...

Estou cansado
Do sol, da chuva,
Da terra, do mar...

Nada sei.
Apenas sigo.
Tentar de novo?
É a minha cara.
Mas, do meu jeito...

Quem sabe agora...

1595 – UM DIA ENCONTRO A FELICIDADE

Felicidade, coitada,
Tão perseguida
Mas, se esconde tão bem...

Escondeu-se com meus sonhos
Carregou o amor com ela
Ficaram inalcançáveis...

Quando desconfio onde estão
Largo tudo
E corro atrás.
Quase os peguei
Mas eles sempre fogem entre meus dedos...

Como areia...

Sou teimoso!
Sou chamado de louco
Porque vivo arriscando
Abandonando tudo
E todos...

Só para encontrá-los...

Fuja, felicidade.
Fuja, sonhos.
Fuja, amor...

Sou persistente. Um dia os pego...

1596 – ANTES E DEPOIS

Antes
Ao ouvir seus passos
O salto de seus sapatos no assoalho
Anunciando sua chegada
Eu me animava
Batia mais forte o coração
Fica completamente excitado...

Corria para a porta
Beijava seu rosto
Muitas vezes...

Antes...

Agora
Você se foi
Está longe...

Os passos nunca são os seus
O cheiro nunca é o seu
A voz nunca é a sua...

Quando toca a campainha
Corro, esperando te ver,
Mas, nunca é você...

Agora, só me resta esperar...

09 fevereiro 2010

POESIAS

1570 – MAIS UM NA MULTIDÃO

Paredes.
Aos quatro lados
Paredes
E apenas uma porta.
Única ligação com a realidade
E único lugar que não quero transpor...

Aqui é mais seguro.
É o meu mundo
Onde sou Rei
Onde tenho o que gosto...

Não gosto de gente.
Gosto de ninguém.
E entendo a reciprocidade disso...

Prefiro a minha solidão
Onde sou mais eu
Do que me perder lá fora
No meio da multidão...

1571 – ACABARAM OS SONHOS

Não gosto de chuva.
Chuva me lembra mar
Mar me lembra sonhos
Sonhos...

O que são sonhos?
Agora?
Apenas bolinhos de padaria...

1572 – DENTRO DE MIM

Estamos longe
E te sinto tão perto
Tão dentro...

Estamos tão longe.
É quase um infinito a nossa distância.
Tão grande quanto o amor que sinto por você...

Ontem, teu corpo.
Hoje, tua alma.
Dentro de mim...

1573 – ATRAIO CHUVAS

Os deuses brigam!
Soltam raios e relâmpagos entre si
Que estrondam na Terra
Como trovões e chuvas...

Eles choram sobre nós...

Chuva!
Tanta água em São Paulo
Só porque estou aqui...

Quanto é a passagem para o Saara?

1574 – EU? NÃO...

Ta bebendo Skol?
Eu não.
Ta perto da praia?
Eu não.
Ta feliz?
Eu...

1575 – CIFRÕES

Cifrões
Notas e moedas
Conta bancária feliz...

Estou ficando rico?

Para quê dinheiro?
Para morrer milionário?

Prefiro os sonhos...

1576 – DEGRADÊ FÚNEBRE

Tanto sol
Que se reflete nas paredes cinzas
Que se colorem
Num degradê fúnebre...

Cinza
Cinza claro
Cinza escuro...

Prédio cinza
Casa cinza
Gente cinza
Sol colorido
Esquentando o cinza
E de nada adiantando...

Tanto sol, sem praia.
Sem cerveja.
Sem a mulher que amo...

Prédios.
Gente.
Barulho.
Tudo cinza...

1577 – TESOUROS ESCONDIDOS

Fiz as malas
Planejei as rotas
Preparei os mapas
E saí pelo mundo
Procurando o tesouro
O único
O meu...

Mares e rios
Alcançados, desbravados,
E nada...

Nem sonhos
Nem perfeição
Nem meu tesouro...

Nada encontrei
A não ser decepções...

Voltei ao berço
Para o colo materno
E vejo meu tesouro
Bem ali aos meus pés
De onde eu nunca deveria ter saído...

1578 – BICHO PAPÃO

Menininha
Não faz assim
Não me provoca...

Desse jeito, menininha,
Vou virar bico-papão...

1579 – CONVITE DIFERENTE

Ela me encara
Olhos nos olhos
E convida:
- Toma algo comigo?
Uma bebida
Ou um banho.
Você escolhe...

Que convite diferente...

1580 – SOU NINGUÉM

Você foi onde eu estava
Mas não me viu.
Eu estava lá
Sentado
Bebendo Skol...

Você não procurou direito.
Da próxima vez
Procure por ninguém...

1581 – SAUDADES LITORÂNEAS

Saudades...

Saudades de mar
Saudades de sol
Saudades de praia...

Saudades de biquínis
Saudades de calor
Saudades de cerveja...

Saudades de caranguejos...

Saudades de você
Saudades de rotina...

Rotinas de mar...

1582 – VI OS SONHOS

Vi os sonhos
Ao alcance das mãos.
Vi realizações
De sonhos, de vidas,
Mas, tudo evaporou...

O que espero agora?
A velhice?
A aposentadoria?

Que igreja eu devo freqüentar?
O que vem depois da morte?
Inutilidades...

1583 – EXPULSÃO

Vai ser difícil
Bastante complicado
Viver longe de você...

Você me vicia
E me expulsa?

Agora que te quero a todo momento
Que preciso de você a todo instante
Que virou o ar que respiro
Você me expulsa
Me manda embora
Para eu aprender a viver?

Você não me expulsou!
Você se expulsou de mim...

1584 – VINGANÇA DA NATUREZA

O vento sopra.
Levanta papéis do chão
Joga-os na minha cara
Rasga a faixa de propaganda
Embaralha as roupas do varal
Derruba árvores...

A tempestade chega...

A chuva escorre no asfalto
Assustada com sua ferocidade
Até diminuir
E sumir...

E o sol aparece, como por encanto,
Contrastando com pingos de chuva teimosos
Que brincam com espanhóis e viúvas...

Violências da natureza...

Mesmo com tanta beleza
Prefiro o mar...

Sem a violência...

1585 – ROQUEIRO

Desculpe-me.
Peço perdão.
Sou roqueiro, sim...

Sou atrito, confusão, prazer.
Não sou sensual, forró.
Não sou intelectual, MPB.
Não sou boêmio, blues.
Sou rock and roll...

Sei que você não gosta
Que prefere algo mais lento
Que chame menos atenção
Por isso te peço perdão...

1587 – OUVINDO JAZZ

Uísque no copo
Bar escuro
Balcão alto
Luz neon...

Com o dedo rodo o gelo
Como a esperar algo
Que nem mesmo sei o que é...

Buddy Guy grita comigo.
E eu gosto...

Um longo gole
Que estala a língua
E esquenta alma...

Não estou triste
Muito menos alegre
Quero apenas viver
E esperar o amanhã
Para ver o que será de mim...

Hoje?
Mais umas doses...

1588 – O UÍSQUE

Bebo um gole, longo, seco.
Arrepia-me os pelos
Esquenta-me a garganta
Alivia-me o estresse...

No rótulo: doze anos...

Pego o vinil
Coloco a rodar
Um som tranqüilo surge:
Guitarras, violões, gaitas.
E muita calma...

Estou sozinho
É capital
É São Paulo
Mas existe a paz...

No apartamento
Só o que quero
Apenas o que gosto.
Sem opiniões...

Bebo mais um pouco
Sento na poltrona favorita
Pego um livro
E relaxo...

Essa é a vida que preciso...

Autor - Jorge Leite de Siqueira
(Todos os direitos reservados ao autor)

04 fevereiro 2010

POESIA: COISAS MARAVILHOSAS

Eu me lembro
Já vi beleza nos sorrisos de crianças
Já vi beleza no arco-íris
Já vi beleza nas flores...

Há tempos não sinto mais nada...

As crianças
Com toda suas belezas
Não me afetam mais...

O arco-íris
Colorido, belo, lindo,
Não me dá a menor emoção...

As flores.
Ah, as flores.
Eu me lembro de pegá-las
De sentir seus cheiros
De tocá-las em meu rosto.
Hoje, nada.
Nem as procuro mais...

O que aconteceu comigo?
Virei um monstro...

Autor - Jorge Leite de Siqueira
Todos os direitos reservados.

POESIAS

1567 - LONGE DEMAIS

ONDE ESTÁ VOCÊ?
EU GRITO
ESCUTO O ECO DE MEUS GRITOS
MAS NÃO ESCUTO SUA VOZ...

A DISTÂNCIA, AOS POUCOS,
APAGA SEU SORRISO,
ESCONDE SUAS QUALIDADES,
MEXE COM MINHA CABEÇA...

NÃO QUERO TE ESQUECER
MAS SOU DOENTE, VOCÊ SABE...

POR FAVOR, AJUDE-ME...



POESIA 1568 - CONJUGAÇÕES

ACORDAR
LEVANTAR
ESCOVAR
BANHAR
ANDAR...

FAZER
COMER
BEBER...

SORRIR
DESPEDIR
SAIR...

MELHOR
PIOR...

IURRU...

FALTOU:
AMAR, BEIJAR, NAMORAR,
VER, SABER,
CURTIR, OUVIR,
SUOR, CALOR,
SEXUUU...

PARA UMA MELHOR CONJUGAÇÃO
É MELHOR A DOIS...



AUTOR: JORGE LEITE DE SIQUEIRA
(TODOS OS DIREITOS RESERVADOS)

POESIA: METALLICA

ROCHAS
BALANÇAM, VIBRAM,
COM GUITARRAS REAIS...

PEDRA
DANÇA, AGITA,
COM GUITARRAS INVISÍVEIS...

METALLICA, EU,
FÓSSEIS DE METAL
QUE ROLAM...

PURO ROCK AND ROLL...

Autor: Jorge Leite de Siqueira
(Após o show de 31/01/2010 no Morumbi/SP)
(Todos os direitos reservados...)

02 fevereiro 2010

METALLICA? EU FUI...




POESIAS ACINZENTADAS

1557 – TARDE CHUVOSA DE SÃO PAULO

Hoje
Tarde chuvosa no verão de São Paulo
Meu coração não funciona como deveria...

Eu deveria estar feliz
Mais uma mudança
Novas perspectivas
Mas, não, estou triste, chateado com tudo...

Sou chato, sim,
Exigente, talvez,
Quero obras, não teorias...

Não gosto de dinheiro, eu juro,
E vivo atrás de dinheiro.
E numa tarde chuvosa de São Paulo
Como ganhar dinheiro?

Por isso não sinto meu coração
Que funciona, por dentro,
Mas parou na utopia...



1558 – VIRANDO O QUE NÃO SOU

Não sou mais o mesmo.
A água do mar virou chuva
O azul do céu virou cinza
A beleza dos sorrisos virou esculturas tristes
Os vestidinhos viraram calças folgadas...

Não sou nem metade do que fui...

Como ser feliz?
Como ser feliz se o único sonho que vejo é o da padaria?
Pedras, chuvas, cinzas.
São Paulo vai acabar comigo...



1559 – UM, DOIS, FEIJÃO COM ARROZ

Atenção, sentido!
Preparar o currículo!
Pegando o ônibus, ação!
Marche...

Um, dois, um, dois...

Entre na fila e espere.
Preencha esta ficha.
Sente-se e fale de você.
Minta...

São Paulo...



1560 – SAUDADES DE QUEM AMO

Saudades é falta,
...é ausência,
...é distância,
...é separação,
...é dor,
...é ruim...

Vivo com saudades.
Isso não me faz bem
Preciso reverter essa situação...

Tenho saudades de quem amo...



1561 – PRUDÊNCIA E CALDO DE GALINHA

Prudência!
Tenha cuidado!
Seja prevenido...

Vivem me dando ordens
Como se eu fosse uma criança.
Eu não sou mais bebê
Sou adulto
Quase um velho...

Eu só ajo como uma criança...

Seja prudente!
Toma cuidado!
Viva precavido...

E lá vêm meus amigos
E lá vêm meus parentes
E lá vem todo mundo...

E lá vou eu
Dando cabeçadas
Errando e errando
Fazendo tudo ao contrário
Só por fazer
E por prazer
Para satisfazer o espírito...

E tudo dá errado, claro,
Pois não tomei cuidado
Não fui prudente
E muito menos prevenido...

O engraçado é que eu sorrio
Enquanto todos choram com o que eu faço...



1562 – LÁGRIMAS

Lágrimas
Que caem de meus olhos e se convertem
Em rios, córregos,
E viram mares
E me levam, navegando,
Até as praias do nordeste
E te vejo
Sereia, princesa,
Sozinha na areia
Nua
E invade os meus pensamentos
E é possuída por meus maliciosos pensamentos
E só pelos meus pensamentos...

Ah, se eu tivesse asas...



1563 – RATIFICAÇÃO

Já disse que te amo?
E que sinto saudades?
E que te farei feliz?

Ratifico tudo que disse...

Já disse que me sinto ótimo ao seu lado?
E que você me faz bem?
E que você me faz feliz?

Ratifico tudo que disse...

Já disse que sou egoísta?
E que te faço feliz para ser feliz?
Já disse?

Ratifico tudo que disse...



1564 – SERENO

Sereno, madrugada, cai sobre mim,
Molha meu chapéu
Encharca minhas roupas
Mas o uísque me aquece por dentro...

Tudo está cinza aqui fora:
O sereno, o céu, as coisas, eu...

Estou me acinzentando, aos poucos, nesta capital.
Encho aos poucos o meu coração de cimento
Não vai doer mais...

O sereno esfria meu coração...

Esfrio tudo o que toco.
Transformo tudo o que toco.
Arruíno tudo o que toco...

Castelos de areia cinzas
Que o sereno destrói
Mais cedo do que eu esperava
Mais tarde do que merecia...

E sempre vi os sinais...



1565 – PARECE...

Parece que sinto saudades
Parece que agora sei o que é saudades
Parece que dói
Parece que é no coração
Parece que falta algo por dentro
Parece que falta você
Parece que você não vem mais
Parece que ficou longe demais
Parece que não te verei mais
Parece que foi um fim
Parece que o tempo não passa
Parece que nada passa
Parece que estou mal...

Autor: Jorge Leite de Siqueira
(Todos os direitos reservados)

Dez mitos sobre dietas

Muitos mitos você com certeza já deve ter ouvido e talvez até possa acreditar, mas o fato é que não correspondem à realidade. Aqui vão ...